Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Sexo, nem vê-lo!

Quando estranho e doente, eu, com pena dos teus olhos sofridos, te beijava, ao de leve na face, tu, também estranhamente a viravas para o lado, ignorando o beijo que, julgava, eu, seria apaziguador.

E assim, de degrau em degrau, te foste fechando - a mim; aos outros; ao Mundo.

Durante todos os nossos dias - em que quase não falávamos; tu não falavas com ninguém; éramos dois estranhos lado a lado; eu pensava em tudo e em nada - queria partir e tinha que estar.

- Sexo, nem vê-lo!

- Saídas, nada!

- Diálogo, nenhum.

Só uma atroz solidão - minha.

Uma, enorme e fatal, depressão - tua.

Um dia, sem que se esperasse, tomaste todos os comprimidos do frasco, ainda cheio. Acho que quiséste "descansar" de ti, para sempre...

Quando "recuperáste" estavas definitivamente danificado, para a vida inteira. Ficaste abúlico.

Nunca mais foste ninguém.

A nossa vida é agora um inferno, para mim. Uma coisa qualquer, para ti. Estamos mortos, ambos, antes de morrermos.

Nem sonhos; nem momentos; nem instantes...

Só um universo inteiro de vazio, entre nós - e em nós. Tu vais morrendo e eu também, com pena do que nos aconteceu.

- A tua doença é um monstro que te comeu a alma e me mastiga, a minha, devagarinho.

Há dias em que sinto uma imensa tristeza por ti  e gostava que estivesses bem; são; alegre; cativante e sedutor, como eras quando te conheci.

Para nós o Tempo morreu.

sinto-me: como sinto!
publicado por mcm às 12:59
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Andas morta por que eu tenha um "caso"...

Acho que estava a endoidecer!

Em tudo eu via uma hipótese de traição tua, à minha pessoa. Não sei quando; como; nem porquê, cheguei a este beco, de onde não consigo sair.

Estou possuída pelo ciúme, doentio, que me crucifica e afasta de ti.

Não quero fazer-te mais cenas, tristes; de que acabo sempre por sair com pena de mim, mas isso é mais forte do que eu:

- Ultimamente montei, uma quase "guarda permanente" a tudo o que faças, tenhas, digas, argumentes.

Cheiro-te; vejo-te os bolsos; os recibos das contas; sempre na "esperança" de um facto concreto para te confrontar.

Em tudo eu vejo outras mulheres na tua vida: em sonhos, vejo-te com outras mulheres - novas, belas, gostosas, e, tu derretido com elas;

Ao pé de ti eu finjo, o mais que posso, que estou segura na relação, que te amo e não passo sem ti. Mas a minha vida está uma tragédia.

- Se mandas uma MSG eu penso que é para uma outra mulher; se chegas tarde eu assumo que estiveste com outra; se chegas a horas eu penso que foi porque nesse dia não tinhas qualquer outro compromisso.

Eu sei que estou a espalhar minas no meu caminho e que me vão rebentar debaixo dos pés, mais dia, menos dia.

Quando fazemos sexo eu finjo tanto e faço tanto teatro e espalhafato, que até já me perguntaste o que é que se passa comigo...

- Claro que eu te digo que és tu que me excitas e me motivas, e que fico sem controlo; mas tu sabes que eu estou a enlouquecer.

Como é que eu vou conseguir dar a volta a isto?

Sem confiança mútua  a relação fracassa. E eu perdi a confiança em ti.

Tu, quando eu te conto deste meu sofrimento, respondes-me com evasivas; e concluis sempre com esta mesma estúpida frase:

- "Parece que andas morta por que eu tenha um caso com alguém!" E fechas-te em copas e não me dás atenção e nem queres conversas sobre este assunto.

A nossa vida levou-me para este estranho caminho. As coisas não vão terminar bem. A menos que haja um lampejo de sanidade em mim que me faça recompor-me disto tudo. Estou a sofrer horrores.

- Durmo mal; como demasiado; compro roupas e mais roupas, tudo na ilusão de me recompensar e competir com os meus fantasmas...(- Essas mulheres que eu "vejo" a toda a hora a assediar-te e tu a dares bola a elas todas!)

Mas estes "fantasmas" estão de pedra e cal na minha cabeça.

Eu tinha tantos sonhos quando te conheci! Todos poéticos! E agora tenho só pesadelos, noite e dia.

- Este é o tempo do meu desencanto. Das horas de fantasmas e solidão.

sinto-me: BANAL...
publicado por mcm às 10:56
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Domingo, 24 de Outubro de 2010

"Quiduxo" fazemos alguma coisa no sofá?...

Com aquele ar dengoso e mimalho, que eu ponho quando quero alguma coisa que sei que tu também queres, eu disse-te assim:

- "Quiduxo" fazemos alguma coisa de interessante, hoje, para mais tarde recordar?...

Tu, que me percebes muito bem, nestas horas, olhaste para mim e respondeste:

- Fazemos o que tu quiseres e eu também quero. Vamos já pró sofá.

E fomos ambos deitar-nos, no teu sofá: grande, macio e confortável. Tu  com a tua cabeça para um lado; eu com a minha do lado contrário.

- Os meus pés no teu peito; os teus pés um de cada lado da minha cara; os corpos encaixados um no outro. E pronto. Começamos na brincadeira. Os teus pés a descomporem o meu cabelo, caído, para detrás do encosto de braços, do teu sofá...Eu mexericando, com os deditos dos meus pés, no teu peito; tu a morderes-me os dedos dos meus pés, quando os apanhavas, sempre sem eu contar...e, coisa puxando coisa, foi aquilo que se pode chamar, com propriedade, uma viagem completa à volta do mundo, feita no sofá.

- Fizemos tudo; e até fizemos sexo - bom e bem condimentado. Até caímos do sofá... (mas a carpete é fofa e grande.)

As coisas foram o que foram: foram à nossa maneira!

Agora que eu te espero; que vens passar a tarde comigo; estou mesmo a preparar-me para te chamar "Quiduxo," e levar-te de imediato para o meu sofá.

- Embora  ele seja mais pequeno que o teu, não há crise. Havemos de "viver" com aquilo que temos!

Ah! Está a ficar fresco, o tempo!

Vou providenciar uma manta: pode apetecer-nos dormir... e ter bons sonhos, depois.

O nosso amor é uma coisa reconfortante e saudável! Eu gosto.

- E tu?

sinto-me: a divagar...
publicado por mcm às 13:21
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Domingo, 3 de Outubro de 2010

Vamos para o sofá...

Era domingo; era Outono; chovia e ventava, como "Deus queria, lá fora. Um tempo de "cucos".

Acordámos e nem sabíamos bem o que fazer, para nos ocuparmos.

O nosso combinado passeio a Setúbal, para degustarmos uma refeição de peixe grelhado, não se revelava, agora - com as condições atmosféricas tão desregradas e adversas - uma opção a manter de pé; a considerar!

- Eu fiquei triste por não irmos; tu nem tanto.

Andávamos ambos, pela casa, de um lado para o outro, como dois fantasmas em noite de exorcismo:

- Sem sabermos em que corpo entrar - desalojados do nosso próprio corpo - sem sabermos como nos ocupar, e sem planos para passarmos o dia encafuados ali. Pareciamos duas feras enjauladas!

Tu que és, nestas coisas, mais "pachola" do que eu, paraste, por um pouco, na minha frente, olhaste-me com aquele ar que eu bem sei o que quer dizer, e, com voz de comando - firme e autoritário - ordenaste-me:

- Anda! Vamos para o sofá.

Eu não questionei a tua ordem; não me fiz de esquisita nem de feminista imbecil; obedeci; e pronto!

- Foi um programa muito fixe; muito cool; muito sexy; muito completo.

Conseguimos estar ali, ocupados, e a fazer o que nos apeteceu - que foi tudo - sem nos lembrarmos, sequer, de almoçar.

Quando olhámos o relógio, que do "nosso" sofá se avista, reparámos que, embora parecendo noite, eram ainda, só, três horas da tarde!...

Mais uma vez tu salvaste a situação:

- Pegáste no TLM e encomendáste uma "Pizza Primavera"!

Disséste-me a rir que era para fazeres frente ao Outono invernal... e, eu ri-me com gosto.

Devo fazer-te esta homenagem:

- Essa foi uma das nossas melhores tardes, de sempre, no sofá!

Rimos; conversámos; amámos; fizemos sexo; comemos; dormimos; o dia terminou, assim, e em bem.

E por estas coisas eu te amo e te escrevo e te conto o que me vai na alma.

- Gosto de ti sem artifícios.

Gosto muito de ti.

EU

sinto-me: ensonada
publicado por mcm às 13:27
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Sobre os teus abusos...

Recordo hoje, de como eras uma abusador!

Eras abusador porque, a determinada altura, deixaste de me respeitares. È certo que não me batias nem me maltratavas - fisicamente falando...

- Temos que ser sérios naquilo que dizemos! Mas, insisto que eras um abusador...

Eras abusador quando nunca cumprias, uma única promessa, das muitas que fazias; eras abusador quando mentias, por quase tudo; eras um abusador quando te punhas a falar ao TLM, afastado de mim, para eu te não ouvir, a mentires a outras; eras um abusador quando vinhas jantar e me deixavas sozinha, depois e logo a seguir, a lavar a loiça e arrumar; eras um abusador quando fingias ainda sentir amor por mim; eras um abusador quando fingias que dormias, para não fazeres sexo comigo; eras uma abusador quando ficavas na net, até de madrugada, em chats de engate; eras um abusador quando te "desfazias" em gentilezas, com as outras mulheres, na minha frente; eras um abusador quando não me apresentavas aos teus amigos, sistematicamente; eras um abusador quando te fechavas num motismo aterrador; eras um abusador quando eu te ligava e tu não atendias, durante horas a fio, e sem qualquer motivo plausível; eras um abusador quando te elegias a "vitima" do mundo e solicitavas todas as atenções, que não merecias, mas exigias; eras um abusador!...

A lista vai grande e muito, mais, haveria a dizer para  te retratar!

Com vês e ficas assim, desta maneira, a saber, não é preciso bater em ninguém, para maltratar esse alguém. Há coisas que doem muito mais, que bofetadas. Há coisas bem mais duras, que maus tratos físicos.

- As coisas que maltratam a nossa Alma, essas são dores que não se desfazem com analgésicos. Ficam dores crónicas.

Ainda assim, ainda bem, para ti, que nunca ousaste bater-me em sentido literal. Não sei o que faria contigo!

- Mas isso não te iliba, só por si, e te transforma num homem doce e confiável.

Havia momentos em que eras extremamente violento. Tinhas atitudes e acções de uma violência brutal - de violência psicológica - que me destruíam e me atiravam para o "balde do lixo"!

- O "teu" lixo! Era assim que me fazias sentir!...

Só espero que te emendes. Para teu bem; e para o bem daqueles ou daquelas, que, desprevenidos, te possam cair por perto.

Eu já não corro esse risco! O tempo afastou-nos; e ainda bem.

sinto-me: a dizer coisas...
publicado por mcm às 11:08
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Sexo e tempo fresco...

Acabei de saber que o tempo vai manter-se fresco, até ao fim da semana, em curso.

Por mim, acho muito bom! Muito convidativo.

Eu adoro o tempo ameno... Em que posso andar vestida, com roupas sexy e leves, e seduzir o meu namorado, com mais propriedade.

- As roupas ajudam à disponibilidade erótica e o tempo fresco, também.

Esta semana é muito boa para fazer tardes ou noites de sedução e sexo.

Os corpos soltam-se; pegam-se; enlaçam-se; entrelaçam-se; despegam-se; ficam suados; ficam quentes; e... logo em seguida refrescam.

- O «depois» é fresco!

Adoro uns lençóis brancos, numa cama larga, com uma janela entreaberta, para o fresco entrar, e dois corpos que se encontram nesse cenário erótico, para se amarem...desfrutarem, explorarem, reconfortarem...explodirem, repousarem no fresco.

Esta semana está boa para sexo! Está fresca.

- Sexo e tempo fresco é uma combinação muito conveniente. Muito adequada.

Portanto, todos os sonhos e todas as situações, nesta matéria, podem e devem ser levados em linha de conta. Estão em aberto e ao nosso alcance.

Reservemos então algum tempo - fresco - para nos reconfortarmos e satisfazermos, na cama, ao longo desta semana de frescura estival.

 

sinto-me: a dar palpites...
publicado por mcm às 10:52
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

«O diário de Rita»... uma ilha no meio do nada...

...

Se a Felicidade fosse num local acessível - tipo fácil e perto - Rita mudava-se, hoje memo,  para lá!

Fazia a mala, levava dois ou três livros - um deles de poemas - e... a pé, à boleia, ou deslizando, em cima de um skate, chegava, em dois tempos, a esse sítio de maravilha!...

E lá chegada, deitava-se no chão, de costas, (com a barriga para o ar) e, conforme a hora do dia, contava estrelas ou via passar os pássaros, a caminho das suas terras; felizes e férteis...

 - Sim que Rita fantasia, para si mesma, que os pássaros são felizes porque habitam nas terras onde só há a Felicidade... e a Abundância!

Assim deitada, de costas, na relva macia do chão da Terra da Felicidade, e a olhar para o céu, contando estrelas ou vendo os pássaros, voando felizes a caminho dos seus ninhos de Amor, Rita viveria também Feliz para sempre!

Se a Felicidade habitasse em local habitado por humanos, Rita era um deles - dos humanos que lá habitariam! Quem sabe com o seu Amor e todos os seus amores!

Rita termina este seu devaneio com uma frase de Óscar Wilde, que motivou este anseio, premente, de viver num lugar onde aprisionasse o Tempo; a Paz habitasse; e a Felicidade e a Abundância fossem à descrição! E a frase aqui fica:

- “ O melhor chega-me perfeitamente.”(Óscar Wilde)

...

sinto-me: sei lá?!... Bem!
publicado por mcm às 10:54
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

«O diário de Rita»... (escravatura da liberdade)

(continuação)

...

Rita olha pela janela e vê o frio estampado “na cara” da Natureza, fustigada! Vê-a livre, entregue a si própria e, naturalmente, a sofrer as consequências da sua, natural, liberdade.

Rita fica a pensar, ali, nesse momento de introspecção pessoal, em como seria bom, não termos de trabalhar, nos dias em que não nos apetecesse ou desse jeito!... Em como seria bom sermos livres!

- “Hoje estou melhor e mais feliz a ler e à lareira?... Hoje não vou trabalhar! Sou livre de fazer tudo o que desejo!”

Isto é o que Rita imagina que poderia dizer a si própria, num estado de vigência de uma lei que permitisse, a cada um, gerir a sua disponibilidade: para contribuir com o seu trabalho, para a sua subsistência e para o funcionamento do mundo em geral, e ser, ao mesmo tempo, livre e feliz.

Depois, Rita põe-se a imaginar em como uma lei dessas, que permitisse sermos nós, cidadãos comuns, a deliberar sobre os nossos «apetites» para o trabalho, resultaria, talvez, numa anarquia geral e numa tirania da liberdade colectiva!

- Sim. Ser livre pode ser uma enorme tirania!

Fazermos o que nos apetece, sempre, pode deixar-nos sem nada que fazer, e perdidos. Sem como sabermos gerir, o nosso tempo, de uma forma útil: a nós e aos nossos semelhantes.

Rita imagina então, uma «cambada» de «inúteis» arrastando-se, da cama para o sofá, a comerem montes de bolachas, a dormirem a qualquer hora, e, a morrerem de tédio e de miséria...

- Uns inúteis infelizes e escravos da nossa liberdade da inércia!

Com horas a mais para tudo, porque «o tudo» era nada! O tempo não nos chegava para o nosso «não» programa. Havíamos de comer o último frango que víssemos, na capoeira do vizinho e, se no-lo quisessem tirar, lutaríamos, para que fosse nosso; e mataríamos se no-lo não entregassem.

- Entraríamos em auto-gestão da anarquia inútil das nossas vidas!

Rita conclui então pelo seguinte:

- Uma sociedade livre não é, minimamente, viável... Não somos nada, sem as nossas «escravaturas e ficções» sociais.

...

continua 

sinto-me: activamente, inútil!
publicado por mcm às 11:26
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

«O diário de Rita»... alindar o coração...

 

(continuação)

...

“Há pessoas muito lindas, neste Mundo!

- São lindas porque são simples, boas, afáveis, generosas, confiáveis, alegres, e, muito, muito, bem-dispostas. São o pão, a manteiga, o mel e o chocolate do nosso coração; quase sempre desnutrido, de coisas boas e essenciais ao seu feliz batimento!

- Desnutrido da doçura, da simplicidade e da bondade!”

Rita pensa hoje, nas pessoas boas e simples. Naquelas pessoas para quem nada é um problema, tudo se resolve, sem aflições, e o que têm de seu, basta-lhes e ainda que seja pouco, partilham-no com os outros. Aquelas pessoas ao pé de quem nos sentimos em segurança, em paz e com o conforto todo que há neste mundo, ao nosso dispor. Sabem ouvir, dar um conselho e falam-nos com a sabedoria, de experiência feita e com as premonições da sua alma, pura; que possuem, naturalmente e cultivam, também, naturalmente.

Estas pessoas, assim, como são, dão-nos de graça a Felicidade!

Rita conhece pessoas destas, assim! Ao pé delas, Rita esquece os «espinhos» duros e afiados que alguns dos seus dias lhe trazem e se espetam no seu peito, de pessoa que se condói com muita coisa errada que vê. E sente-se apaziguada e de bem com a vida, depois de estar com elas; de as ouvir a relativizar, aquilo que Rita acha um problema!

Quando Rita está mais triste ou insegura, telefona a uma delas e não precisa de dizer nada. De lá, dizem-lhe para ir, que estavam «mesmo à sua espera e que até precisavam de lhe falar»...

E Rita vai e não há nada para falar, nada para lhe pedir, nada para a massacrar. O que essas pessoas querem é que Rita, por uns instantes, descomprima e se sinta mimada.

E é disso que Rita gosta nessas pessoas boas e simples.

- Tendo pouco ou quase nada, têm uma generosidade de alma e uma finura de trato tais, que nos reconfortam as nossas almas, mais estéreis, e nos tornam mais doce a nossa existência! E isso sabe-nos muito bem e a pouco... Sabe-nos a «pastéis de nata, quentinhos com canela»!

Rita gosta, ama e adora essas pessoas, boas e simples, que lhe fazem o favor de gostarem dela. E isso é uma fortuna que Rita possui e faz questão de saber multiplicar e distribuir, também, o que pode, pelos que a rodeiam.

- Até porque Rita pensa que é mais fácil ser mau, que ser bom; mas ser bom é muito mais compensador para nós próprios e para o bem de todos à nossa volta. - Ser bom, simples e generoso é uma trilogia da senda da felicidade... Uma receita de sucesso, para sermos bem sucedidos...

- Já que mais não seja perante nós mesmos.

...

Continua

sinto-me: em paz e à alerta
publicado por mcm às 11:17
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

- Hoje é sexta-feira!... (pensa Rita enquanto toma um duche à pressa...)

- Mais uma de tantas, ao longo do ano, que dentro de um mês, terá o seu ocaso. Terminará.

Hoje Rita acordou nostálgica e talvez um pouco deprimida. (Agora, quase toda a gente que está um pouco triste, diz que está deprimida, embora a depressão seja, algo mais, que um estado temporário de menor felicidade !)

- Será da falta de luz deste Outono, que embora adiado, chegou, agora, em força e sorumbático aos nossos dias?...

Rita não gosta das sextas-feiras, em geral. E também não gosta da falta de sol... (- Nem da falta física e nem na falta que faz à sua alma.)

- Nunca gostou. Um dia sem sol é uma espécie de noite fora do sítio; e um dia sem sol, na alma, é um estado prolongado de tristeza. Uma violência emocional!

Talvez isso se deva a que, quando era criança, a sexta-feira era o dia em que Rita  deixava as suas amigas de colégio, ia para casa de fim-de-semana, e lá, não havia ninguém para brincar!

Embora Rita adorasse seu Pai, certo era, que em casa não havia mais ninguém que ele e Rita... e assim, as coisas ficavam só sérias e sem graça:

- A graça das miúdas do colégio. A graça das brincadeiras. A graça da leveza da alma. A graça do «sol»...

Rita gosta das semanas inteiras; gosta de todos os dias, mas prefere aqueles em que tem muitas coisas, e muito diversas, para fazer.

- Gosta de encontros, de reuniões, de compromissos, de agendas cheias, e, muito de longe em longe, gosta de não ter nada para fazer; mas só de muito longe em longe. (Se não satura-se!)

Rita prefere o seu dia a dia, ao ócio de um sofá, e de um namorado que a mima e a faz sentir-se princesa...

- E as sextas-feiras trazem-lhe ambas as coisas e... é bom, mas não chega.

Falta o «sol» nos fins-de-semana de Rita... deste Outono tão escuro, agora, quase todos os dias...

...

Continua

sinto-me: torrada das ideias...
publicado por mcm às 10:42
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Rita não gosta de comidas pesadas... Gosta, muitíssimo, de petiscos e outros «venenos»... Adora até à perdição!

Ontem mesmo, Rita jantou um menu delicioso, de puros e radicais «venenos»: super, hiper, mega venenosos...

Uns amigos, que não são malucos por futebol, convidaram Rita, para ir com eles jantar e «verem» o jogo... Assim como um pretexto para se conviver e comerem coisas mais «festivas»...do tipo:

- Morcela assada, salada de polvo, presunto, paio e queijo... tudo regado com bom vinho tinto à descrição... e, sem faltarem os imperdíveis rojões à «Tasca»...e o pão mais que saboroso.

Rita confessa, aqui, ao seu querido «Diário» que o jogo, quase, nem interessou aos presentes, nesse «evento»... (agora diz-se assim: qualquer coisa, mesmo um velório, é um «evento»!...)

Com a animação, após a primeira rodada de copos, tremoços e azeitonas, já o futebol, com o devido respeito, não era chamado ali (quase) para nada e,... foi um fartar de «pecar»:

- Rir alto; dizer coisas insanas; falar um bocadinho mal dos que merecem; dizer que não acreditamos em escutas... daquelas que vão para o «lixo»... porque afinal não «prestam»!... E nada de tristezas da crise...

Quando meio alegres e meio fartos, de tanto rir, nos despedimos uns dos outros, ficámos então a saber, pelo empregado, solícito e dedicado, (por causa da gorjeta) que Portugal ganhou... (por um a zero) e estávamos no Mundial de dois mil e dez. Abraçámo-nos todos uns aos outros e ainda gritámos: -Viva Portugal!

Hoje, pela manhã, Rita acordou com a cabeça um pouco desvairada:

- Fígado, estômago, barriga e etc. está tudo avariado e a pedir licença ao tempo, para que o dia termine – rápido!

Rita, que não é de se fingir, e, muito menos, de se mostrar doente, vai aguentar de cara mais que murcha, o resto deste dia, interminável, que tem pela sua frente... E, como no filme de Fellini, dizer para si mesma:

- “La Nave Va!”...

...

Continua

sinto-me: murcha...
publicado por mcm às 11:04
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Sábado, 7 de Novembro de 2009

«O diário de Rita»... (sonhos-5)

(continuação)

....

Rita olha, estremunhada, para o relógio da sua mesa-de-cabeceira e...

- QUE MAÇADA! Rita não acordou a horas, e o seu dia ficou todo baralhado! Uma confusão; sem sentido algum! Mas só por instantes! Nada que um sábado – um santo dia de sábado – não resolva, só por si!

Rita gosta dos sábados; todos! O de hoje, especialmente! (pensa Rita, e enrosca-se mais um pouco)

Rita já decidiu: não irá fazer nada daquilo que pensara fazer, hoje; e vai improvisar... vai fazer «Só» daquilo que lhe «apetecer».

Rita foi ensinada a nunca dizer «não me apetece», mas fartou-se - de tantas boas maneiras - e hoje, vai fazer coisas que lhe apeteçam, e «deitar» para o lixo, as maçadas das etiquetas e dos compromissos...

 - E Rita acha uma maçada ter que ir almoçar, sempre, com as mesmas pessoas; e hoje não vai; ( almoço de sábado para o lixo)

- E Rita acha uma maçada ler sempre os mesmos jornais; e hoje nem sequer os vai comprar; (jornais de sábado para o lixo)

- E Rita acha, uma dupla maçada tomar sempre, o pequeno-almoço no mesmo sítio; e à mesma hora; e hoje, Rita vai meter-se no carro e vai tomar o seu pequeno-almoço, à beira mar; e como a essa hora já será hora de lanche, Rita hoje não toma pequeno-almoço; não lhe apetece! Mas lancha... (pequeno-almoço, clássico, de sábado para o lixo)

 E vai ser um dia em que Rita só irá fazer coisas que não programou; e vai ser óptimo porque Rita adora fazer, tudo e só, do que lhe apetece... (ás vezes não pode ou não deve; mas gosta...)

- E as boas maneiras que se vão à vida, por hoje... ou que se vão para o inferno! Se o inferno existir. (as boas maneiras hoje vão para o lixo)

Rita, que é quase escrava dos compromissos, por hoje e graças ao seu despertador, que lhe fez o favor de não tocar, não irá cumprir nenhum. (compromissos de sábado para o lixo)

E seja muito bem-vindo o verbo «apetecer» a este dia; de santo sábado... E Rita até recorda aquele gostoso anúncio:

- “ Ambrósio apetece-me algo!...” ( Rita terá que, (ainda), ir arranjar “um” Ambrósio...  mas, por hoje, se até isso lhe apetecer, até isso Rita irá arranjar...)

E “um” Ambrósio dá imenso jeito! (Especialmente num sábado só de «verbo apetecer»...)

...

Continua

sinto-me: apetitosa...
publicado por mcm às 10:43
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