Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

Era anjo, às vezes

E foi nos teus braços que eu vivi horas de Deus e horas do Diabo.

- Foi nesse teu vigoroso abraço que, muitas vezes, me senti boa, e, em muitas outras me senti má.

E nada deste meu assunto tem que ver com o Mal ou o Bem!

Eram horas de Deus, aquelas em que me sentia pura e leve, dentro da minha alma, quando abraçada a ti te fazia juras de amor eterno.

- E nessas horas eu nem te mentia!

Mas nas outras, nas horas do Diabo, em que o sexo era uma arma, eu abusei da tua confiança em mim.

E desses abusos fazem parte as minhas mentiras!... Das quais, a maior, que te fiz viver, foi fingir que te amava quando fazíamos sexo, só por fazer...

E entre esta dualidade de estados de Alma, eu tinha momentos de muita felicidade e de muita angústia.

Menti-te quando fazíamos sexo sem amor; disse-te a verdade noutras vezes em que o fizemos, com alguma alma.

Não me arrependo de nada.

Mas nos teus braços era anjo, às vezes. Noutras nem tanto.

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publicado por mcm às 17:39
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Louca por ti...

Talvez porque era louca de amor, por ti, confiei-me demasiado!

- Dei-te tudo o que sou; esbanjei o que tinha de meu; desperdicei as minhas amizades.

Hoje em dia, só e sem amigos, não sinto algum rancor!

Sei que fui amada em algumas das vezes, em que me possuíste.

Senti que te entregaste todo, a mim, quando fizemos sexo naquela praia ao sol-pôr, naquela noite de Verão, agora já muito distante.

Lembro-me até de que eram tórridas as nossas noites de sexo.

- Eram noites de sexo com alma - isto se o sexo tiver alma.

E por estas coisas que te digo agora, não me sinto frustrada pelo quanto te amei.

- Por ter sido louca por ti.

O Amor só pode, e deve, ser louco.

Fui louca! Muito louca por ti.

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publicado por mcm às 10:24
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Sábado, 1 de Outubro de 2011

A enlouquecer...

Sei que não é bom falar-te destas coisas que sinto!...

Sei que, quando se trata de conversas sobre "nós," tu te mostras desagradado.

- Mostras-te até, sem paciência alguma, para me ouvires, a explanar os meus anseios; as minhas dúvidas; os meus temores.

A minha vida contigo tem destas coisas, todas más - à mistura com momentos bons.

Tu és obcecado pelo secretismo.

- Nada que te diga respeito, pode ou deve ser-te questionado, e, muito menos respondido.

E isso vai minando o meu bem-estar. Vai-me desassossegando.´

Faz-me tanto mal, conter as minhas inquietações, que quando me amas; ou te mostras carente de sexo, eu, já quase te vejo como um desconhecido.

E desta maneira, assim tão martirizada e martirizante, eu sinto que nem o sexo já é bom... e, o amor vai-se esbatendo na tela do tempo...

Enfim! Acho-me a enlouquecer.

sinto-me:
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publicado por mcm às 12:47
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Vamo- nos - por aí...

Por vezes sonho contigo à noite!

- Sonho que vamos por aí, de mão dada; que nos abraçamos e damos beijos; que nos rimos, com e sem motivo; sonho... e, só isso.

Depois adormeço.

Pela manhã, ao acordar, vejo que não estás comigo, nem na minha vida.

E passo então os meus dias com saudades de nós...

- Saudades de tempos de felicidade a dois.

Saudades de amor; saudades de sexo; saudades de beijos com sexo; saudades de muito amor e sexo e amizade.

E esta saudade de tudo envelhece-me a minha alma. Envelhece-me a mim.

- Sinto-me velha sem ti.

Vamo-nos... por aí?... Por esse mundo fora?

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publicado por mcm às 10:49
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Olhares cruzados...

Eu olhava para ti. Tu olhavas para mim, e, no cruzar desses nossos olhares, nós nos aproximávamos um do outro, ou nos afastávamos, irremediavelmente.

Era através desses olhares que comunicávamos, agora.

- Há muito que deixáramos de falar dos nossos anseios e desilusões, mútuas.

E nestes momentos, de olhares suplicantes, eu te dizia que me amasses. Que mais uma vez sentisses desejo por mim.

- Que uma única vez, mais, fizesses sexo comigo!

Queria recordar esses tempos, lá mais para trás, de corpos a vadiar um no outro, numa busca de sentimentos e sexo.

- Mas o teu olhar era de desinteresse.

Só um enorme desinteresse pelo meu olhar e pelo meu desejo.

E isso eu não te levo a bem.

Até penso desistir de cruzar o meu olhar com o teu.

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publicado por mcm às 10:36
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Só uma vez...

Num dia vulgar, como qualquer outro também vulgar, tu ligaste-me para me dizeres que me amavas e que tinhas falta minha!...

E eu, que sei o peso das palavras ditas, tal como tu, entendi logo o que queria dizer a tua mensagem.

Disse-te que a "falta" que tu sentias era igual ou maior, que a minha "falta" por ti.

- E assim eu te disse que viesses; que entrasses de rompante em minha casa e na minha vida; que fizesses tudo o que soubesses e pudesses para mitigar a "falta" que ambos sentíamos.

E foi nesse dia que fizémos sexo a noite toda. Uma orgia de experiências e de consentimentos.

Foi uma noite em que, em matéria de sexo, ficámos sem qualquer "falta".

Mas como tudo na minha vida, a mim, só sexo não me chegava para ficar contigo.

Foste-te embora e esqueci-me de ti.

Não me deixaste nada, de essencial, para te recordar. Só um imenso vazio...

E sexo deseja-se e tem-se. Não se recorda.

Foi uma vez sem exemplo. Mais nada.

Foi a nossa única vez.

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publicado por mcm às 18:09
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Cinquenta anos...

Nos teus aniversários tiravas para festejares comigo.

Íamos jantar; bebíamos e brindávamos ao nosso futuro; eu dava-te um presente; tu agradecias-me; e, vínhamos para casa fazer o que era inevitável numa noite de celebração:

- Beijavamo-nos e faziamos muito sexo.

Fazíamos um resto de noite diferente.

Quando fizeste cinquenta anos não quiseste celebrar. Eu tentei mas tu disseste-me que não ligavas a datas dessas!!!...

Surpreendida pela tua atitude, tentei eu surpreender-te nessa noite, em tua casa...

Cheguei e bati na tua porta...

Quando abriste vi que estavas rodeado de gente e numa celebração farta de tudo:

- Música; mulheres; homens... que vi de relance.

Vi-te nesses preparos e foi a última vez que te vi.

Nem eu te voltei a ligar; nem tu a mim.

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publicado por mcm às 18:15
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Atenções...

Tens, para comigo, atenções que não são de desprezar!

Gosto muito de quando me ofereces flores; gosto de quando me convidas para jantar, em tua casa; gosto de que, no fim, me sirvas um copo de Porto seco; gosto dos teus gostos...

Porém, no Amor e no sexo, sinto algum deficit de actuação:

- No Amor és egocêntrico; no sexo és demasiado convencido.

E por estas coisas todas, eu gosto de ti numas horas; e passo bem sem ti, em muitas outras.

- No essencial - amor e sexo - falhas.

Como posso eu viver assim?

Como seria a nossa vida em conjunto?

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publicado por mcm às 11:17
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Domingo, 18 de Setembro de 2011

Uma "coisa"...

Eu sei que tivemos momentos bons!

- Sei-o porque os vivi, intensamente... e porque não sou ingrata para contigo.

No entanto, sei também que foste a pessoa que mais me traiu e que mais me desconsiderou. E isso são duas coisas que apagam o pouco do bom que haveria para me lembrar de ti pelo lado do bem...

Hoje em dia, se o teu nome me vem à mente, sinto frio na alma; na espinha; no corpo inteiro.

Hoje em dia se te abeirasses de mim para algo intimo, como sexo, eu seria um inerte.

- Seria uma pedra por dentro e por fora.

Seria uma "coisa" qualquer desalmada.

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publicado por mcm às 18:38
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Sábado, 17 de Setembro de 2011

Alma vazia...

Quando nos conhecemos eu achei que tinha descoberto um "tesouro"!...

Eras lindo; eras simpático; eras másculo; eras educado; eras culto; dançavas bem.

- E, quando fomos para a cama, fazias sexo com requinte!

E este deslumbramento foi-se esvaecendo aos poucos.

- De "tesouro," no espaço de três meses, passaste a "besouro".

Um besouro porque tudo o que fazias era intencional - querias ter sexo comigo e mais nada. Sexo e só sexo.

- Tal como os besouros. E os Zangãos também...

Quando te "despedi," por mau comportamento, ainda pensei se não seria de te fazer o mesmo que as abelhas fazem aos machos.

Claro que não optei por uma solução tão drástica...

E a situação ficou assim mesmo:

- Nem besouro; nem zangão. Nem nada.

Antes só que contigo à perna. Antes só que com uma alma vazia ao lado.

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publicado por mcm às 13:30
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

Feliz sem ti...

Por vezes ficava feliz, sem motivo algum, de maior.

- Feliz e mais nada!

Então telefonava-te para te falar dessa minha felicidade; de como me sentia de bem comigo e com a vida; como te amava e te desejava; como queria que estivesses comigo, nesse momento; como gostava que fizéssemos sexo e amor...

Tu ouvias-me, sem dizeres nada!

Quando eu te interpelava, sobre se tinhas alguma coisa para me dizeres, tu, com voz monocórdica, respondias-me então o seguinte:

- Já te disse que não me ligues quando estou a trabalhar. E despedias-te com um até logo!

E por estas coisas deixei de te amar. E por coisas destas hoje sou feliz sem ti.

Vês como a vida pode mudar para melhor?...

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publicado por mcm às 18:14
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Fora de controlo...

Eu sei que nem sempre sou como devo ser, para ti!

- Sei-o mas não me corrijo.

Por exemplo, quando te nego carícias e sexo, faço-o para te aborrecer. Dá-me um imenso prazer sonegar-te prazer.

E tu vociferas e quase me maltratas!

Eu gosto de te ver assim fora de controlo.

E, quando já estás prestes a ires-te embora, e a deixares-me, eu dou-te beijos; enlouqueço-te com afagos eróticos; e tu cedes...

Fazemos então as pazes; fazemos sexo como tu e eu queremos; fazemos de tudo.

No fim, sinto-me bem.

Passados uns dias volto a arreliar-te e a pôr-te à beira de um ataque de nervos.

É desta forma incerta que te digo sim e não.

E tu, um dia, vais-te de vez. 

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publicado por mcm às 11:05
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