Domingo, 12 de Dezembro de 2010

CAUSAS...

És uma pessoa segura das tuas potencialidades? Tens autoconfiança quanto baste?

Ou, pelo contrário, achas sempre que os outros são, todos, superiores a ti?

- Subestimas-te?

Eu tenho dias e horas. Depende de como as coisas me correm...

No entanto não sou pessoa para falsas modéstias.

- Sei que não sou nenhum génio; mas também sei que há muito pior que eu. E sou uma pessoa séria.

E para este meu raciocínio contribui muito a mediocridade reinante. "Medalhada"!

Acho mesmo que um dos meus maiores defeitos é a intolerância com tal mediocridade; "premiada" com as mais altas condecorações.

Mas isto foi só um preâmbulo para o vídeo que te deixo:

- Tem música dos Beatles; tem mulheres lindíssimas; tem juras de amor eterno; tem quase tudo perfeito.

Olha! Pensa nisto que te peço:

- A mediocridade é uma coisa a detestar, e a combater, absolutamente.

Todos os dias - de manhã à noite.

Faz disto uma das tuas "causas", por favor.

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 17:27
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Bela e oferecida...

Hoje, para mim, não tens defeito algum.

Hoje quero-te; desejo-te; vou rogar-te que venhas!

- Que, logo que possas, apareças à minha porta; elegante e perfumado; com o teu sorriso maroto, colocado, a jeito, na tua face de homem apetecível; que me abraces, imediatamente, ali - quando eu abrir; que me beijes na boca; nos olhos; no pescoço; nas orelhas...

E me atires, sem qualquer cuidado, para o chão - ou para onde calhar - e me dispas toda; e com mais beijos me faças feliz.

Hoje quero ser somente "objecto" do teu desejo! Quero que me dês aquele sexo revigorante; que me faz esquecer que um dia já fui jovem; muito jovem; muito desejada...por muitos homens melhores que tu.

Quero que, do alto dos meus cinquenta anos de idade, me vejas como uma mulher bela;oferecida; que te faça cometer muitas loucuras:

- Tens todo o direito a seres louco, comigo; louco por sexo, comigo; faminto de sexo, comigo.

Vem!

Hoje para mim não terás defeito algum!

- Esqueço as tuas falhas de cortesia; as tuas implicâncias, constantes; as tuas ausências, estratégicas.

Hoje viverei um conto de fadas erótico: eu serei uma borboleta que, mal lhe toques, se transformará numa estátua, animada, de carne; ossos; sorrisos; risos; gemidos...

Hoje não haverá, da minha parte, qualquer recriminação, a ti; aos teus procedimentos mais criticáveis. Hoje estás a salvo comigo.

Vem!

Ps: Para já as coisas estão neste pé. Apressa-te pois nem sempre sou uma pessoa coerente.

- Se te atrasas, posso, entretanto, ter mudado de ideias.

Se me desejas, ainda, apressa-te.

sinto-me: a brindar aos homens...
publicado por mcm às 11:14
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Queres ir comigo para a cama, e só...

Dizes que me queres; que me amas; que me desejas;

- E dizes-me essas mentiras todas, que um homem como tu, (sedento de sexo a toda a hora), diz a qualquer mulher, com quem quer e gosta de "transar"- sem pestanejares e a pareceres sincero!...

Mas Tu, para que fique já, bem claro, és um homem da "transa".

Para ti não há amor; não há família; não há mulheres com capacidade de gostarem de um só homem; e de o considerarem o Pai dos seus filhos; e de o respeitarem. Para ti, as mulheres - todas - são como tu:

- Doidivanas e famintas de sexo.

Claro que, como tu sabes, eu não embarco nessas tuas mais que devassas ideias.

Por acaso não aprecio sexo - a torto e a direito. Sexo, para mim, é o corolário de uma relação com muitos outros cambiantes de afectos.

Mas tu não te convences disto que eu te digo, com toda a sinceridade, e achas-me - dizes tu - uma "fera na cama"...

E contas-me das tuas fantasias comigo; e eu, porque sou uma divertida, rio-me para ti e de ti; mas nunca passamos à fase seguinte.

- Sexo, contigo, eu, jamais!

Mas tu tentas; voltas; convidas; insistes; repetes os argumentos; manténs-te firme, nesse propósito.

Eu, como sei que tu és inofensivo e és um desbocado, não te escorraço e vamos jantando; vamos rindo; vamos andando:

- Eu, porque me divirto e sou livre;

- Tu, porque queres ir comigo para a cama, e só; e até o conseguires, não deixas a "presa".

As coisas estão neste pé, até que, um dos dois se canse.

- Não acontece nada, mas existe aqui uma tensão sexual que nos traz, a ambos, nesta incerteza, sem fim à vista.

Mas tudo tem um fim; e cá para mim, tu vais desistir da tua intenção de "sexo descartável" comigo, brevemente.

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 10:57
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Boquinha com boquinha; bundinha com bundinha; e...

Nem tu, nem eu, éramos grande coisa, embora que por motivos diferentes:

- Enquanto que eu era e sou uma emotiva, e uma espontânea, latina, tu eras calculista, frio, e usavas tudo e todos como se fossem teus bens próprios. E eu sabia como tu eras; e vivia contigo, ainda assim; e tu criticavas a minha forma de ser e estar, porque, dizias, me prejudicava, mas gostavas de estar comigo - afirmavas-mo tu.

E desta forma bizarra nós construímos a nossa relação com algum indice de bem-estar e um pouco louca.

Não estávamos perdidamente apaixonados mas éramos felizes com o que tínhamos.

Quando tu ficavas mais solto; menos espartano; menos Opus Dei, eu conseguia de ti coisas que me davam um duplo prazer:

- Davam-me o prazer real das coisas boas; davam-me o prazer de te ver quebrar as tuas regras de homem rígido e da Crença.

Eu - disse-to logo que nos conhecemos, não me regia pela fè em Deus, mas tinha um quadro de valores que me obrigava a andar na linha, sem medo de desobedecer a um Ser Superior, chamado Deus.

Tu rias-te e dizias-me que me haverias de converter. Que tinhas argumentos para me converteres: e falavas a sério!

Mas, quando nos deitávamos, naquelas tardes em que tu tiravas para  me "converteres", eu - repito - desencaminhava-te do teu Deus e ficavas tão ateu como eu; e tão crente como eu, na terapêutica religiosa, que eu te aplicava pela via do sexo.

-  Duma forma provocadora; duma forma brutal, dizia-te que Deus não sabia das coisas do sexo; que Deus não fez sexo; que Deus não podia condenar o que não experimentou.

Tu, então, dizias-me assim, de uma forma algo oportunista e algo irónica:

- Talvez tenhas razão, "Pequenina"; por algumas horas vou tirar Deus da nossa cama; vou dar-te aquilo que queres. Deus diz que devemos ser generosos!

E davas-me tudo o que eu queria, nessas horas:

- Davas-me um homem livre e liberto; que sabia o que fazer com uma mulher, na cama; que sentia prazer em transgredir; que se dava; e se sabia dar, às coisas do sexo.

Fomos muito íntimos nessa nossa vida de transgressão; e, quando bebíamos uns copos, a mais, antes de nos deitarmos, (para descontrair), tu, já completamente solto e esquecendo Deus, por inteiro, dizias-me com muita graça e oportunidade:

- Vem cá! Agora mando eu e é assim... (E punhas música, africana; e dançávamos, dançávamos;e enquanto dançávamos tu ias repetindo:)

- "Boquinha com boquinha; bundinha com bundinha; e muita sacanagem"...

E ríamos e dançávamos e voltávamos a rir...E pronto! Estávamos no ponto certo - passávamos ao quarto... 

Eram momentos de muito calor; humor; descontracção.

sinto-me: com calor...
publicado por mcm às 10:49
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Sábado, 4 de Dezembro de 2010

... prazer, galhofa e pecado...

Mesmo que me não queiras acreditar, eu insisto, na minha sincera afirmação:

- Gosto de ti - tudo!

Gosto de ti o mais que posso e sei gostar, de um homem, como tu.

Mas tu desconfias de mim; desconfias de que eu me tenha prendido a ti; desconfias de ti.

Contra isso que posso eu fazer?

Se tu próprio te achas sem interesse; te achas um homem vulgar; te achas incapaz de preencher o imaginário de uma mulher como eu; eu, não posso dizer-te mais nada que não seja:

- Mas eu gosto de ti. Ainda assim, gosto!

E se reparares bem, no meu singelo fraseado, eu não digo que te amo; que te quero para sempre; que és  o "meu" homem! Que és o meu Amor!

Mas gosto de ti, agora. Gosto de ti, tanto, como de qualquer homem, com quem goste de fazer sexo; tomar uns copos; andar na boa!

Eu também gosto de "andar na boa"! Percebes isso?

Tu és desses homens com quem se passam bons bocados na e da, Vida:

- És divertido; és bom conversador; és um bom pedaço de céu e de pecado...

E eu gosto do Céu e perco-me no Pecado.

Portanto, comigo, estás bem. Estamos os dois, num barco que nos leva ao sítio do prazer, da galhofa, e do Pecado.

E uma mulher como eu tem direito a gostar de se divertir; e de gostar de pecar. Achas ou não achas?

Podes então acreditar-me, sem restrições:

- Gosto de ti enquanto me deres os prazeres que me interessem; e acesso directo ao Pecado.

E fica, assim, desta maneira algo brutal, tudo dito.

- Gosto de ti porque gosto. Pronto!

Mas não és essencial e indispensável na minha vida.

Posso prescindir de ti, a qualquer instante. E tu, podes fazer-me o mesmo.

- Quando quiseres ir-te embora, estás perfeitamente à vontade.

Tu vais-te; e eu ficarei bem à mesma. A minha felicidade não és tu.

sinto-me: liberta qb...
publicado por mcm às 11:10
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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Nada machista...

E depois viravas-te para mim, com olhos mansos e sorriso doce, na tua cara, máscula, e dizias-me assim:

- "Hoje fizeste de mim, mais uma vez, um homem bom; um homem pacificado; um homem sexy; um homem que se sente, como de facto sabe que não é! Hoje e sempre, quando estamos juntos, dando vasas ao nosso amor; ao sexo atrevido que consumimos; aos mimos deliciosos que trocamos, eu sinto-me um homem generoso; solidário; nada machista...

E tu sabes que eu fui educado assim: a ser machista; a que quem manda, na cama e fora dela, sou eu - sou eu o "homem" da situação.

- Contigo eu cedo; eu dou-me; eu deixo que me conduzas, pelos teus caminhos, mais rectos e mais sérios, que os meus.

Contigo as mulheres passaram a ter um lugar, especial, ao meu lado:

- Passaram a ser como eu; passaram a ter desejos; a ter direito ao prazer; a serem iguais a mim. A terem e a darem as suas opiniões.

E por estas coisas todas eu, depois de me deitar contigo; de fazer sexo, contigo; de te ouvir dizer que eu sou o teu amor; eu sinto-me um homem melhor; sinto-me um homem bom. Esforço-me por ser um homem bom."

E davas-me muitos beijos; e abraçavas-me, com força, de encontro ao teu peito; e eu sentia-me segura nesse teu abraço. Sentia-me uma mulher!

Foram tempos de grandes momentos; de muitos gostos partilhados; de amores desbragados; de sinceros gemidos trocados no silêncio do nosso quarto...

Contigo, também eu me sentia melhor, do que realmente sou.

- Fiquei, de facto, uma mulher melhor do que aquilo que era.

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 10:41
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

ELA...

Como te sentes como mulher? Achas-te especial, em alguns momentos?

- Achas-te a eleita; a princesa da festa?

Ou, pelo contrário, não te valorizas e pensas, sempre, que és a «pior» de todas? A Gata Borralheira da tua casa?

Eu tenho dias e momentos em que me fazem sentir única; e nessas horas, abençoadas, eu sei que é verdade!

- Sei que sou única!

E ser única; ser especial; ser "a preferida", é uma coisa que nos faz bem ao corpo e nos amansa a alma - quase nua de afectos e distinções destas.

Quando alguém me faz sentir especial fica tudo mais fácil; mais bonito; mais glamoroso. E então dou o meu máximo e torno-me insubstituível, por alguns tempos, longos.

Hoje recomendo que penses nesta coisa simples:

- Se queres ser "especial" cultiva a simplicidade, a autenticidade e enfeita o teu rosto com um sorriso doce e confiante.

No fim, olha-te no espelho e acha-te especial! Os outros também te vão achar diferente e até, talvez, alguém te diga que és única; que és "aquela" que ofusca todas as outras...

Vá! Tenta e faz alguma coisa por ti.

Ps: Esta música maravilhosa que aqui deixo, para os visitantes deste meu blog, fala disto; e é um must da sedução, quando cantada por Charles Aznavour.

- Um homem que, penso eu, deve fazer qualquer mulher sentir-se especial quando canta desta forma sensual "SHE".

Cuida-te e sê tu a "She" desta canção.

sinto-me: "SHE"
publicado por mcm às 18:55
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Uma mulher banal...

Desde que te cansaste de mim que os meus dias são cada vez menos intensos, e, mais banais.

Eu não sou aquela pessoa que tu imaginavas!

- Aquela mulher cheia de ideias na cabeça; empreendedora; sexualmente voluptuosa; socialmente aceite e invejada!

Eu sou uma pessoa banal que construíu, para ti, essa imagem - que tu tanto gostaste de ver em mim.

Ao princípio até eu acreditei que eu era - realmente - essa nova mulher!

- Passei a arranjar-me muito bem, todos os dias; passei a ler livros e jornais; passei a interessar-me por sexo; pelas experiências novas, de sexo; passei a fingir que adorava discotecas e antros de boémia nocturna... Passei a ser o que não era!

Cansei-me, rápido, dessa personagem em que me transformara.

- Voltei a ser aquela mulher simples; apagada; sem grandes ímpetos na cama; quase bicho do mato!

Tu ficaste desapontado, comigo; Cansaste-te do meu tédio; deixaste-me.

Agora sinto falta tua, por um lado!

- Sinto um grande alívio, por outro lado...

Estou só, é certo! Mas também não preciso de fingir, nada de nada.

- Sou eu e a minha autenticidade!

Talvez encontre alguém que goste de mim, como sou.

- Uma mulher banal, mas sincera e talvez capaz de ser uma boa companheira, para um homem, também simples como eu...

Para já não me desespero! A minha actualidade não é desastrosa a tal ponto.

Aguardo outros àmanhãs. As pessoas não são todas tão exigentes como tu.

sinto-me: ui...ui...ui...
publicado por mcm às 10:49
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Sábado, 13 de Novembro de 2010

Dizes que não presto! Eu não concordo...

Agora dizes que eu não presto.

- Que não presto para nada, de nada!

Que não presto para cozinhar; que não presto para limpar e arrumar; que não presto para saíres comigo; que não presto na cama; que sou uma desgraça a fazer sexo; que sou a tua desgraça!

Eu olho para ti, com a minha auto-estima desfeita, olho-me no espelho, de raspão, e vejo o contrário:

- Vejo uma mulher bonita; com uma pele morena e aveludada; vejo uns olhos expressivos; vejo um lampejo de desejo, a assomar, por detrás desses olhos que queres matar, com as tuas palavras de desdém.

Olho-te a ti, também, e vejo um homem sem qualquer interesse mais, que não seja o seu dinheiro - que, diga-se de passagem, me não interessa grandemente.

- Eu tenho o «meu» dinheiro. Eu ganho o meu dinheiro. Eu vivo com muito pouco dinheiro.

Penso então que estou no sítio errado; na hora errada; com a pessoa errada.

- Penso que devo afastar-me de ti, enquanto é tempo; enquanto não consigas destruir-mecom os teus "piropos" de bota-abaixo. Com as tuas causticas criticas de desamor.

Há um mundo que devo ir descobrir, sem ti, à minha frente. Que me espera; e onde sei que tenho um lugar. Um papel à minha medida.

- Vai para o Inferno mais o teu dinheiro.

- Vai para um ginásio e perde vinte quilos; vai a um cirurgião que te faça uma plástica de corpo inteiro!

- Vai ginasticar o teu cérebro e o teu sexo, frouxo.

- Vai lavar a tua Alma negra...

Vai-te! Antes que eu acredite que não presto para nada - como repisas, de manhã à noite...

- Vou pôr-me ao fresco.

Hoje foi o último dia em que te permiti que me desprezes, com palavras ignorantes e desdenhosas. Hoje vou dar-te um fora.

- Um enorme "out"! Um definitivo "good bye"!

Que raio de pessoa me foste sair! Que desgraça és, como Pessoa!...

As nossas vidas não encaixam mais uma na outra. Preciso de ar!

sinto-me: a brindar aos homens...
publicado por mcm às 10:13
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

MOMENTOS...

Gostas de fado?

- De todo o fado? Algum fado? Nenhum fado?...

Eu gosto muito de algum fado e adoro alguns fadistas...

- Adoro aqueles que entregam a Alma a cada verso que cantam e a cada acorde que sai das guitarras que os acompanham.

Também aprecio o "ambiente" fadista. Toda aquela boémia que só acontece na noite, com luz  velada e com xailes negros traçados  - displicentemente - ou fadistas de fato negro e cabelo com gel ou brilhantina...olhos fechados e entrega absoluta.

Quando estou virada para isso vou ouvir fado a algumas casas que conheço e onde o ambiente é muito envolvente e castiço.

Também gosto do silêncio que se ouve, quando o Fadista se expressa, cantando; e gosto do vinho tinto e do chouriço assado.

Hoje deixo aqui Kátia Guerreiro, uma das maiores fadistas da nossa actualidade.

- Canta bem; tem uma presença inspiradora; é culta; é uma mulher bonita.

Que mais podemos desejar quando a ouvimos cantar?...

- Vá! Abre o vídeo e inspira-te.

Vai dar uma volta, pelo Bairro Alto; pela Mouraria; Alfama... ou, por onde te apeteça e curte fado. Entrega-te de alma inteira à música...

São excelentes momentos, os momentos "fadistas".

sinto-me: de passagem...
publicado por mcm às 18:00
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Um "ICEBERG" entre nós dois ...

Tínhamos e temos, uma parede muito espessa, de cimento, entre ambos.

Aos poucos deixámos de nos tocar; de nos aproximar-mos um ao outro; de fazermos qualquer acto mais intimo, um com o outro.

- Afastámo-nos do desejo e do sexo, faz já muito tempo.

Vivíamos bem; tínhamos uma vida tranquila e desafogada; passeávamos; íamos para férias, mas já há quase três anos que não fazíamos sexo algum. Davamos um beijo de raspão ao encontrar-mo-nos, pela tarde, à chegada a casa - e era tudo.

Não sei como as coisas chegaram a este ponto, mas chegaram.

- Éramos muito stressados com as nossas profissões; carreiras; filhos; afazeres de toda a ordem.

Quando caíamos na cama só queríamos dormir e recuperar para o dia seguinte.

Ao princípio ainda fazíamos uma noite de sexo, mais ou menos intensa, aos fins-de-semana... mas, até esse ritual descurámos.

Agora, eu penso que a nossa vida, em conjunto, tem essa brecha aberta, entre nós. Não temos vida íntima e parece que essa ferida começa a doer-me e a doer-te.

No entanto não falamos no assunto; não fazemos nada para partir o iceberg, que se meteu entre os nossos dois corpos, afastando-os, cada um para seu canto da cama. Dormimos juntos como dois desconhecidos há quase três anos.

Eu penso nisso como uma doença crónica e que cada vez me incomoda mais. Sei, porque pressinto nas tuas reacções, que também tu estás infeliz.

Vivemos esta vida do dia a dia; temos um grande património que construímos; temos as nossas carreiras no topo; e, não temos sexo nem intimidade alguma.

Esta vida revolta-me e não sei como sair dela. É esta a nossa rude actualidade!

Um dia destes enfrento-te e vamos ter que falar neste assunto; vamos ter que desbloquear este desagradável e traumatizante, assunto; vamos ter que ver se ainda conseguimos acariciar-nos, beijar-nos na boca, tocar-nos de alto a baixo e sermos um casal por inteiro:

- Com filhos; com contas bancárias conjuntas; e com sexo um com o outro.

Vou ter que dar este passo, para nosso bem.

- Vamos ver no que isto dará!

Tenho dias em que parece que vou rebentar de insatisfação! Sinto-me uma mulher sem nada de bom na sua vida intima. Sinto-me uma máquina de trabalho.

sinto-me: a contar coisas...
publicado por mcm às 10:42
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

FARTEI-ME DE SER "ESPOSA"...

Na minha vida, um pouco longa, já vi muita coisa e vivi muita coisa.

Mas, a minha vida contigo, revelou-se uma grande escola de aprendizagem. E eu gosto de aprender.

Contigo aprendi a ser generosa; aprendi a dar-me; aprendi a ser autêntica; aprendi a despir-me de atavios; aprendi a fazer sexo com prazer.

Até te encontrar eu fora somente "esposa".

- Fui aquela que se escondia atrás do sucesso do seu "esposo". Fui aquela que se anulou para que ele seguisse em frente, numa carreira que era, para ele, a sua grande e única motivação na vida.

Um dia eu fartei-me de ser "esposa". Bati com a porta; e, após um divórcio litigioso, recomecei a minha vida em busca da minha realização como mulher; como Ser com direito a um percurso de vida com alguma dignidade e realização pessoal.

E foi nesse meu novo estado que te conheci. E foi essa a minha grande hora de sorte.

- O meu Euromilhôes!

Tu és um homem que não me quer só para cozinheira; nem para arrumadora das tuas camisas, meias e gravatas; que me não quer, só, para me submeter aos teus caprichos sexuais; que me não quer para omitir as minhas opiniões.

Pela primeira vez na vida eu soube que existem homens que consideram as mulheres como suas iguais.

- Essa é a minha maior descoberta contigo.

Tu ajudas em casa; trabalhas imenso - dentro de casa e no teu emprego; incentivas-me a que me valorize; adoras que eu te traga notícias dos meus novos percursos e descobertas; inscreves-me em conferências; seminários...

Na cama tu "exiges" que eu tome iniciativas; que te mostre o que eu privilegio em matérias de sexo.

E eu dou-me a ti; descubro-me contigo; invento prazeres para mim e para nós.

- Vivo, pela primeira vez na minha vida, com alguém que me aprecia como sou.

Hoje agradeço a Deus por te te comigo. Por teres nascido. Por seres meu. Por seres uma Pessoa com letra maiúscula.

Quase me perdia de mim, se não te tivesse encontrado... Quase morria sem obter o "meu" lugar ao Sol.

Tu és a minha maior evasão e o meu maior sonho, ao alcance da mão.

- Quero que seja para sempre assim!

Os meus gostos estão agora reconhecidos e respeitados, como mereciam sê-lo.

Ámen!

sinto-me: apressadíssima...
publicado por mcm às 10:49
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