Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

...inapta para sexo, love e homens...

Hoje não falarei de nós os dois, porque não quero.

Hoje falarei de mim, contigo, depois de me tornar naquilo que hoje sou:

- Uma pessoa tristonha; enfadonha; desconfiada; incompetente para os afectos; inapta para sexo,love e homens.

Foi nisto que deu o amar-te sem reservas.

- No fim fiquei exausta e exaurida, de tudo o que de bom havia na minha essência interior. Sou um glaciar que não se desfaz em água que corre... e leva vida aonde quer que chegue...

Quero, mas não consigo, seguir em frente, em direcção a outros amores.

- Não porque não acredite no Amor! Sim, porque não sinto coragem para começar tudo de novo, outra vez. O Amor é um incomensural trabalho, a que não me disponho encetar, nem por um instante!

Assim sendo, e porque hoje não quero falar de ti nem de mim - juntos - falarei do "destroço" que restou do meu «Eu», depois de nós:

- Esta mulher que não se dá, porque não sente coragem para se entregar a mais ninguém.

Hoje em dia, as pessoas que se abordam de mim, não passam além do patamar, do " só sexo e amizade"...

Foi nisto que resultou o amar-te tanto; sem restrições; sem reservas: nem mentais, nem físicas, nem afectivas!

- A ti dei tudo! Agora estou sem nada, de jeito, para mais ninguém que precise do meu amor - sincero e despojado, como era o que te dei.

Hoje é assim que as coisas de passam...

- Ámanha não sei o que será a minha vida!

Gosto, no entanto, de não me sentir «presa» a nenhum homem. É uma boa sensação de liberdade espiritual.

A minha actualidade é muito livre e em serenidade total. E a liberdade é muito viciante; e a serenidade muito bem vinda!

Hoje habito o centro de uma rotunda: posso "sair" em qualquer direcção que escolha.

sinto-me: a dar palpites...
publicado por mcm às 10:49
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

... "eras casado um por cento"...

Ao princípio achava-te muita piada!

Conhecêramo-nos numa festa; eu estava livre; tu, disseste-mo, "eras casado um por cento"!... (Ainda hoje não sei o que isso queria dizer!)

Dançamos e flirtamos toda essa noite e trocamos telefones; e logo no dia seguinte voltamos a encontrar-nos naquele que foi o primeiro de tantos e tantos outros encontros...

Durante um tempo fomos avançando na relação e comecei a notar que nutrias uma forte inclinação, obsessiva, por conversas de sexo!

Se eu te dizia que tivera um problema e queria falar-te disso, tu respondias-me.

- "Vamos mas é para a cama e depois de uma boa sessão de sexo, já nem te lembras mais desse assunto".

Se me doiam os dentes: sexo; se me batessem no carro: sexo; se estivesse mau tempo: sexo; se estivesse bom tempo: muito sexo...

E ao princípio, eu achava-te piada.

Mas com o tempo vi que era impossível ter uma conversa de qualquer espécie contigo, que não fosse sobre o estafado tema -"Sexo".

Pensavas tu que eras muito interessante sexualmente; muito entendido em sexo; muito criativo em sexo; muito mais homem que os outros homens!

Por mim - e sei que não sou nenhuma "especialista" na matéria - achava-te banal na cama.

Ao princípio, repito, achava-te alguma graça, porque ainda pensava que estavas - só - a tentar provocar-me, com o recorrente e exaustivo tema, «sexo», sempre, por conversa. Tudo era sexo e sobre sexo ...

Mas quando vi que além de seres atraente, do ponto de vista físico; que apesar de teres uma profissão, com preparação cientifica, eras obcecado por conversas banais e incapaz de te manteres num registo de conversa com temas mais sérios e abrangentes, inventei  uma impossibilidade profissional, e deixei de te aparecer- ao principio; deixei de te ir atendendo o telefone - aos poucos; deixei de manter qualquer contacto contigo - enfim e por fim!

Durante um tempo, ainda ias tentando voltar, mas também não insististe muito.

- Deves ter ido dar cabo da cabeça a outra qualquer que, depois de perceber o mesmo que eu, te deve ter "despedido," por incumprimento verbal...

Mas ao princípio, quando te conheci, achei-te imensa piada...

Embora sexualmente fosses uma pessoa previsível, eu achava-te graça e excêntrico - enquanto não me saturaste até ao cimo!

Depois, por fim, já nem te podia ver, nem ouvir. Finito!

- A vida tem destas coisas.

sinto-me:
publicado por mcm às 10:13
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Ravel...

Muito haveria para escrever sobre cinema e bailado!
- Sobre Claude Lelouch; sobre Ravel; sobre Maurice Béjart; sobre Jorge Donn...
Tenho uma leve impressão de que, perante a performance de J. Donn e a intensidade da música de Ravel, será preferível optar pelo silêncio.
Hoje escuto o silêncio e evado-me com Ravel e este bailarino que se imortalizou neste momento de perfeição artística, que aqui fica para vosso e meu deleite.
E é por estas coisas que eu amo a Vida e os homens e as mulheres.
Só o ser humano é capaz de criar e de  motivar os outros para a sublimação pela Arte.
Ps: Jorge Donn morreu de SIDA, em 1992, e foi alvo de homenagens dos coreógrafos das grandes companhias de dança, que em sua honra criaram belos e inesquecíveis bailados...
sinto-me:
publicado por mcm às 18:22
link do post | comentar | favorito
Sábado, 14 de Agosto de 2010

Adoravas dizer mal das mulheres...

Hoje lembrei-me de que eras um grande "crítico" das mulheres!

Quando estavas ressabiado por alguma coisa, que alguma te fizera, em tempos, ou até  mais recentemente, começavas a desbocar e a dizeres coisas impensáveis - para mim que sou mulher - sobre o género feminino...

E eu que te amava, sem qualquer outra razão que não fosse amar-te, ficava desconcertada e sem reacção! Ouvia-te e "enfiava a língua do saco".

Hoje em dia penso que procedia mal, em te não meter na ordem.

- Deixar-te em roda livre a falares impropérios sobre nós...

Mas eu era um pouco temerosa das tuas explosões de inteligência - sim eras muito inteligente - e amochava-me no meu canto, a fingir-me de "interessada"  nos teus argumentos de queixas; lamúrias; e maldizer, sobre o "mulherio"inteiro.

- As mulheres eram todas umas «pêgas»- no teu falar e entender.

Recordo até, que, para ti e no teu argumentário, qualquer mulher, só estava com um homem, pelo seu dinheiro, pelo seu cargo, pelo seu poder. Estavam sempre à espera de o fintar!

- Uma mulher, para ti, esperava sempre o momento exacto, em que iria espoliar a sua vitima! (Sim tu achavas que vós, homens, éreis as nossas vítimas de eleição!)

Um dia, em que peroravas àcerca destes mesmos estúpidos assuntos, disséste algo que retive e que, ainda hoje, me "bate" na cabeça, de vez em quando:

- Porque não sei, exactamente, o que significa;

- Porque não sei que leitura lhe dar;

- Porque achei que, apesar de não perceber bem o sentido, eu não queria ouvir-te a dizeres tal alarvidade.

E, quando nesse dia disseste que "as mulheres têm todas um anzol entre as pernas," eu, mesmo sem saber bem o que querias afirmar, deitei-te uns olhos, de espanto e reprovação, tais, que te levaram a pedires-me desculpas, logo ali... sem que contudo te tivesses emendado.

Continuaste, sempre que estavas com os azeites, a repeti-lo e a dizeres coisas iguais, piores e muito depreciativas sobre as mulheres.

Eu, com alguma elegância, acabava por te dizer uma frase banal, a rematar:

- Há mulheres e mulheres; há homens e homens. Todos iguais: no pior e no melhor.

E nesses dias, assim, nunca namorávamos; nunca fazíamos sexo; nunca fazíamos amor. Da minha parte criava-se uma impossibilidade total. Sentia-me de gelo.

Da tua parte, não sei. Não te dava confiança, para te aproximares, sequer, de mim.

sinto-me:
publicado por mcm às 12:50
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Não percebo nada de homens...

Por vezes apresentam-me um homem, que nunca antes vira, e, olho para ele e bem cá dentro, faço-lhe logo, uma avaliação qualquer, sobre o seu perfil, em sentido lato.

Sobre uns penso assim:

- Penso que pode ser um chato; que é feio; que é alto, em demasia; que não come com maneiras requintadas; que deve ser uma fraude, na cama; que não deve ser generoso; que deve ser muito falho de gosto estético; que se veste mal; que é muito senhor do seu nariz; que não me interessa para nada de nada: nem amigo, nem sexo, nem nada!

Sobre outros penso o contrário:

- Penso logo que é um "charme"; que é distinto; que tem gostos requintados; que deve ser muito activo sexualmente; que deve fazer sexo com grande criatividade; que é misterioso; que cheira bem; que gostava que me beijasse; que gostava de ir dançar um tango com ele; que gostava que ele me convidasse para fazermos coisas loucas, juntos; que deve ser um homem interessante e a descobrir,...nas facetas todas.

Porém, já várias vezes, neste jogo, dei com os burros na água! Não correu bem!

Muitos homens, com um ar mais discreto e menos apelativo, se revelaram, depois de conhecidos, em mais profundidade, bons em quase tudo.

- Uma revelação que nos consola e surpreende pela positiva.

Dos outros, os mais gostosos ao primeiro olhar, tenho tido algumas decepções que foram totalmente inesperadas. Alguns até se revelaram ser, uns falos de carácter e algo perigosos e grosseiros.

E concluo, então, desta maneira.

- Sobre homens e o seu aspecto, nunca embarques em situações, de pré-avaliação, ao primeiro olhar.

Conhece; vai conhecendo; vai vendo e experimentando, e depois, mais tarde, se verá.

- Atira-te de cabeça, ou retrai-te!

As primeiras «vistas,» nesta matéria tão delicada, podem vir a revelar-se um precipício para aonde podes cair, sem quereres, ou esperares, e depois, para saires de lá, será uma subida aos infernos.

- Chegas ao cimo desfeita!

 

Ps. Mas algo me diz que eu não percebo nada de homens.

sinto-me:
tags: , , ,
publicado por mcm às 11:05
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Rita pensa hoje nas pessoas em geral; e pensa nos homens «mesquinhos», em particular...

Rita conhece, de sobra, os homens mesquinhos: picuinhas e controladores... e avarentos. Que tudo o que fazem é um investimento neles mesmos.

Rita, felizmente, conhece, também, os homens bons; os homens queridos; os homens sérios; os homens confiáveis; os homens afáveis; e,... conhece os «mesquinhos »...

- Aqueles que gostam de nos dizer qual a cor das cuecas que vai bem, com o vestido que eles «sugerem» que usemos, em tal dia, na festa tal, e onde eles são sempre, (na sua própria, única e exclusiva opinião) a pessoa mais importante que lá vai; e querem e gostam de nos «usar» como seus adereços... (É um investimento, consideram.)

Rita, como ia dizendo, aqui no seu «Diário», hoje pensa nos homens «mesquinhos»!

- Naqueles homens que têm a mania que são donos de tudo. Que tudo o que existe é seu; e nasceu para que o fosse.

Rita não gosta de pessoas que falam sempre na primeira pessoa; daquelas que, em todas as conversas que alimentam, começam, sempre, por «eu»:

- “Eu tenho; eu fiz; eu dei; eu fui; eu conquistei; eu mandei; eu exigi;...”

Um homem mesquinho, segundo Rita, é um homem que compra um carro de alta cilindrada, com o dinheiro da empresa e que, o seu verdadeiro carro, pago por ele próprio, é um Fiat Punto...(Sem menosprezo pelo Punto)

É mesquinho porque é avarento e obsessivo com o controlo dos que o rodeiam...

- Não vá tudo esboroara-se; fugir-lhe por entre os dedos... e ficar sem nada!

Rita não aprecia nem a mesquinhez nem as imposições mesquinhas.

E sobre um homem mesquinho, a única coisa que a Rita lhe apraz dizer, é:

- “Vá de retro Satanás.” Antes sozinha...

...

continua

sinto-me: a ver bem...
publicado por mcm às 10:37
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

«O diário de Rita»... (sonhos-2)

(continuação)

...

Hoje e para começar bem o seu dia, Rita pensa, só, em futilidades!

- Há dias assim, em que Rita tem a sua cabeça tão saturada de coisas sérias, exigentes e tristes - umas - e insolúveis - outras - que, e para escapar à tristeza e não endoidecer, de vez, Rita pensa só em futilidades... Todas as que lhe vierem, nesse instante, ao pensamento... Imagina cenários e loucuras...

Rita conduz, e, enquanto conduz imagina, como seria bom acelerar e levar os carros todos à sua frente, por arrasto, até ao Tejo... E lá chegados:

- Rita no seu automóvel (pequenino) empurrando uma fila imensa de carros, com os seus donos lá dentro, todos protestando - (e querendo sair do carro e bater em Rita ) - lá chegados, à beira Tejo, Rita acelerava, mais um pouco, e  com o megafone que pedira emprestado ao «gel»,  aquele artista do “Vai tudo Abaixo” e que Rita adora ver, em alguns dos seus momentos televisivos... então pelo megafone do Gel, (emprestado) Rita avisava, alto e bom som:

- “Carga ao Tejo, e salve-se quem puder”...

Quem tivesse amor à sua pele, saltava fora e estava-se nas tintas para o carro; e quem fosse, mesmo, vidrado no seu «pópózinho» entrava com ele nas águas, mais que poluídas, do belo rio que circunda a nossa bela Capital... e nadava...vendo o seu e os outros carros, a afundarem-se...

Depois, quando todos os carros que Rita levou à frente estivessem mergulhados nas águas mais que poluídas do belo Rio Tejo, e com alguns dos donos a nado e os outros em rebelião contra Rita, Rita  fazia uma inversão de marcha - rápida - “levantava voo” e fugia dali a cem ou duzentos à hora e...

1-    Ia devolver o microfone ao «gel» o verdadeiro "homem da luta";

2-     Ia entregar-se à polícia - antes que a viessem buscar;

3-    Aceitava tratamento psiquiátrico (de borla) ; Talvez fosse recomendado;

4-    Se a condenassem a usar pulseira electrónica, vê-la-ia como um  adereço fashion...

 

Rita deseja a todos uma boa semana! De muita loucura...

...

Continua

sinto-me: a ver bem...
publicado por mcm às 10:53
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(41)

Estilos de vida/

- O Homem «Dissimulado»

Há homens que conseguem ser tão insondáveis como um bloco de gelo! Colocam-se numa posição tão enigmática, tão distante e tão observadora que, resulta quase, inquietante. São frios e premeditados!

Viver com um homem destes, pode equivaler a “dormir” com o inimigo! Trabalhar com ele é, na maioria das vezes, muito pouco compensador e sempre muito stressante.

O homem dissimulado, não se expõe, nunca é franco e jamais ataca de imediato. Observa, pergunta, quase desinteressadamente, arquiva os dados e, mais tarde, verá como os utiliza!

- Este senhor é feito de sangue frio quanto baste, para que não ferva em pouca água; para que nunca se exponha. Com ele, a vingança, se a houver, serve-se, logicamente, fria; ou gelada! - Jamais a quente!

Este tipo de homem, nunca vê, nunca ouve, nunca interpreta! Mas só aparentemente! Mostra-se distraído ou desinteressado; alheado das situações!... Observa e regista!

- Arquiva dados e, usa-os quando e se lhe apetecer - ou, der jeito.

Uma pessoa que lide com frequência com este perfil de “chefia”, é certo e sabido que, mais dia, menos dia, terá daquilo que não gosta. Afrontas e doutras incomodidades!

- Aquela coisinha que, naquele dia, há dois meses atrás, correu mal, mas que, para ela já passou e, não teve importância nenhuma, com ele e num outro contexto, pode virar discussão, represália, vingança. Pode resultar numa vida dos diabos! Num filme com cenas mais ou menos chocantes e improváveis, onde o “herói” é sempre ele.

O homem dissimulado nunca é franco, nem reage no momento. Guarda para si e depois se verá.

- Mais tarde, quando a ele lhe der jeito, atira a matar e faz justiça por suas mãos. Apanha os outros à socapa...

O homem dissimulado, além de ser fingido é, também, vingativo e, um mau avaliador das situações. Não é franco nem espontâneo.É quase sempre premeditado.

Com ele, seja qual for o tipo de relação que se tenha, mais vale estar de bem, do que de mal. Mais vale ceder que fazer braço de ferro.

- Este homem é normalmente, tido como frio e calculista.

Com os anos, os que o rodeiam, habituaram-se a olhá-lo com reservas e alguma distância. Com muitas cautelas!

- É quase sempre uma pessoa muito só.

Nada que não mereça... mas seria muito bom ir-se emendando aos poucos...

... 

sinto-me: apressadíssima...
publicado por mcm às 11:13
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(39)

Estilos de vida/

- O Homem «Bazófias»

O homem «bazófias» é um estilo cansativo e perigoso! Não se enxerga nem tem noção do ridículo. Mente porque sim e mente porque não.

- Ele é sempre o melhor! Fez tudo o que fez e, principalmente “fez,” tudo aquilo que inventa e lhe passa naquela cabecinha mais que maluca... Sem olhar a meios para atingir fins, denigre ou apouca os outros, e gaba-se se for preciso!

O homem «bazófias» quando “devaneia” é um vê se te havias:

- Fez, projectou, correu, pescou, conquistou troféus, ganhou taças, arrancou em primeiro, chegou em primeiro e está sempre na grelha de partida para ser o melhor em tudo.

“Dormiu” com a vizinha, com a chefe, com a secretária, com a Madonna e até, com uma aborígene australiana, que estava mesmo a pedi-las...

“Dá” uma, “dá”duas, “dá”três... de seguida e é canja!

O «bazófias» “dorme” com todas as mulheres, menos a dele – segundo ela conta às outras, quando ressabiada e farta, já não o consegue aturar!

No serviço é um “empata” que se gaba de fazer a maior parte do trabalho que os outros tiveram que executar por ele. Põe-se em bicos de pés, "acarinha" o chefe e passa à frente daqueles que trabalham realmente. O seu verdadeiro ofício é o de inventar “estórias” que lhe trazem, em alguns casos, aquilo que não merece – promoções, amizades com as chefias – e, noutros casos, dissabores – o desprezo dos colegas e vergonha pelo seu descaramento. O verdadeiro «bazófias» pode até tornar-se num «lambe botas» lá mais para a frente... se isso lhe for útil!

É olhado pelos outros, com desprezo e desconfiança antes de o chamarem pintas, mentiroso, gabarolas, graixista e etc. Todos estes nomes são música para os seus ouvidos matreiros.

Ele insiste sempre, nas suas fantasias megalómanas e de perfil de “vencedor à força”! Vive apoucando os outros, e se for necessário, rouba-lhes o merecido lugar no “pódio”...

O verdadeiro «bazófias» é uma mistura de «Fernão Mendes Pinto» com “Fúria de Vencer” e “Herói à Força”.

- Se não fossem as mentiras que inventa, puderem por vezes desacreditá-lo e serem cansativas; prejudicarem os outros e desesperá-los, ele até podia ser tido como engraçado!...

Mas, lá vem o mas, as pessoas perdem rápido a vontade de o ouvir pois nunca sabem até onde o podem levar, as suas capacidades de “devaneio”...

- Pode desacreditar alguém, pode fintar outros, pode com as suas balelas prejudicar quem lhe apetecer. Nunca se sabe!

Com os anos, vai criando à sua volta um clima de rejeição geral!

Um dia olha-se ao espelho e talvez a imagem que lá vê não seja muito simpática, nem do seu inteiro agrado.

No entanto, o tempo passou e o mal está feito. Os outros passam bem sem ele.

... 

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 12:37
link do post | comentar | favorito
Domingo, 21 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(38)

Estilos de vida/

- Os Homens «Agressivos»

O homem «agressivo» é um desadaptado social. Está num registo desajustado, algures entre o “homem das obras” e o “Rambo”! Entre um “Flintstone” e o “Quebra-Ossos”!

- É imprevisível e faz escândalos em todo o lado. É o chamado “brigão” de serviço. Apronta por tudo e com todos!

Tanto pode envergonhar-nos porque deitou um maço de cigarros que se lhe acabou, pela janela do carro fora; como se lhe chamarmos à atenção pelo facto, nos pode dar um estalo na cara à queima-roupa.

- E, depois de cá estar – o estalo – temos de ficar com ele! Com o homem que fez isso, ficaremos se quisermos... Mas isso é outro assunto.

O verdadeiro homem «agressivo», fala alto, senta-se antes de todos, ignora os outros e come os melhores bocados da travessa. Para completar o quadro, no fim pede palitos e usa-os ali na frente de toda agente...É um ritual que cumpre e que lhe serve para mostrar aos outros que domina as situações. Controla os ambientes!

- Todos se sentem então constrangidos e intimidados, mas ninguém ousa enfrentá-lo! Temem-se-lhe as reacções, as acções e as consequências respectivas.

Um homem destes é uma “incomodidade” pesada que não passa despercebida ao redor de cem metros. Incomoda toda a gente, mas julga-se um “gentleman” e, não se aplica em mudar de atitude.

- Displicentemente, apelida os que têm boas maneiras, são contidos e civilizados, de “maricas,” de “meninas” e outros desatinos do género.

Se tem família, todos se sentem a sufocar na sua companhia. A mulher remete-se ao papel de medrosa e subserviente, e, os filhos quase têm vergonha de sair com o pai.

- Ninguém se atreve a dizer-lhe nada, pois o seu mau génio pode “aparecer” e gerar situações de grande conflito, exposição e humilhação social.

O verdadeiro homem agressivo é um «sanguíneo»! Se lhe salta a tampa, ninguém o pára, ninguém o atura. Arma brigas e conflitos por coisas que ninguém tem paciência para aturar e nem consegue entender.

Os amigos, quase sempre evitam levá-lo com eles!

- “Deixa-nos ficar mal” – dizem! Discute por causa da conta, trata mal os empregados, e, chama o gerente, sem motivo, para reclamar de coisa nenhuma. É um verdadeiro embaraço.

O homem agressivo é um incómodo para todos os que o rodeiam e para a sociedade em geral dado que não se controla.

Como se elegeu “dono e senhor do Mundo” é mais que normal que com a idade enfrente problemas de solidão muito ferozes!

Por norma, aí chegado, começa a beber e outras coisas que, segundo pensa, lhe servem para se “acalmar”... se “moderar”...

Infelizmente isso não acontece e os “ maus fígados” afastam-no cada vez mais do convívio com outros.

Ficará muito só... por certo!

... 

sinto-me: com sono!
publicado por mcm às 14:00
link do post | comentar | favorito
Sábado, 20 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(37)

Estilos de vida/

- Os homens «Assanhados»

Há homens que vivem, numa excitação hormonal permanente. Pensam e sonham com sexo - sempre e muito - e, em todas as mil e uma formas de o conseguir obter. São uns incontinentes hormonais; uns galdérios! A sua libido é hiperactiva e a sua falta de vergonha também.

- São uns «assanhados»! Caçadores de troféus femininos e campeões de “quecas” e “rapidinhas”.

Estes homens, não amam! “Apaixonam-se” muito e, todos os dias – se puderem! A “paixão” deles é efémera; hormonal... e apenas!

Cantam canções de engate, a qualquer mulher a quem tenham acesso e, por norma, ou são casados ou candidatos a isso. Uns mentem e dizem que não o são, mas outros, os mais reprováveis ou inconscientes, para conseguirem o que querem, lamuriam-se e dizem que são infelizes em casa; que estão à beira do divórcio. Isso quase nunca é verdade e mesmo quando as “legítimas” os deitam para correr – lhes acabam com a festança – não querem ir-se embora e entram em divórcios litigiosos que terminam com eles a pagar muito e tudo o que elas exigirem.

O ideal destes homens seria, terem uma mulher que lhes assegurasse cama, mesa e roupa lavada – a esposa – para ele poder andar na folia com as outras, transando e divertindo-se. As outras deveriam ser como ele as pensa e imagina:

- Gostarem de sexo - muito sexo; gostarem de mentiras - muitas mentiras! Nada de outros envolvimentos, nada de compromissos. -“Somente sexo e amizade”...eventualmente!

Se consegue isso durante algum tempo, por norma sofre-lhe as consequências. Quando se dá conta, já não tem ninguém que lhe apare os golpes. Todas já toparam – a mulher dele incluída – que é um «assanhado» e um pinga amor. Um mulherengo que só aborrece e desilude.

- Este tipo de homem é uma mistura de Pai Natal com Lobo Mau! A seguir ao «presente» chega sempre a «chatice». A parte má! O seu coração é um motel de engate onde se está sempre de passagem!

No princípio, quando a pessoa não descobriu ainda quem ele é de verdade, pode dar a uma mulher alguns momentos bons de descontracção, sexo agradável e motivos de alguma felicidade. Mas o pior é quando ele começa a revelar-se inquieto porque o telefone tocou, ou é tarde e ele não pára de ver o relógio; ou é a mulher ou outra qualquer da lista a insistir em  telefonar; ou um amigo da família que o vê com outra ou lhe pergunta pelos filhos, e, ele tenta- ou mentir ou esconder-se ou fugir...

Enfim, situações muito desconfortáveis, frequentes e até humilhantes, para todos os envolvidos no contexto. Um autêntico desconchavo!

Este tipo de homem é um mentiroso e um fraco. Por euforia sexual, humilha sem dó nem piedade, todas as que se lhe entregam, julgando-o um ser adorável e confiável e apaixonado.

- É somente um predador que após saciado abandona a «presa» sem sequer olhar para trás.

Quando a idade avança e o fulgor da virilidade escasseia, fica quase sempre só, mais as suas memórias de libertinagem, que lhe adiantam de muito pouco.

- O mal que semeou não lhe permitiu angariar um acervo de afectos que o possam vir a aconchegar. Por isso está sozinho na sua inevitável solidão!

...

sinto-me: torrada, assada e com calor!
publicado por mcm às 12:46
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(35)

Estilos de vida/

- Os homens «Inseguros» (2)

O homem «panhonha» situa-se algures entre o «xoninhas» e o «banana»!

O «panhonha» é, um homem muito comum, infelizmente; e muito saturante, também. Um verdadeiro suplício!

- Qualquer mulher sabe detectá-lo, passados poucos momentos na sua proximidade. Algumas ficam, outras vão-se logo embora... Não há paciência – dizem!

 Por norma estes homens não são muito bem tratados. Nem pelas famílias, nem pelos colegas, nem pela sociedade em geral.

O panhonha irrita e desespera os outros até ao limite do possível!

Devido à sua insegurança doentia, não se dá conta de que o seu modus operandi é desfasado da realidade que o cerca. O mundo para ele gira, mas com movimentos em câmara lenta.

- O verdadeiro panhonha, não deixa de fazer aquilo que se propõe, mas faz tudo mal ou de uma forma irritante, hesitante e “devagarzinha”...

- O verdadeiro panhonha não conduz. Guia um automóvel a cinquenta à hora e considera esse facto, uma experiência radical! Não arruma um carro; tenta uma, duas, três vezes e, volta para casa. Conduz sempre no meio da via, pois assim não cai para berma nenhuma... O verdadeiro panhonha, vai daqui ao Porto em quarta e demora um dia inteiro a lá chegar! Foi uma aventura!

- O verdadeiro panhonha não cozinha. Estraga comida! Sempre na dificuldade de decidir quando deve desligar o fogão, ou torra o arroz, ou o deixa ficar cru... Ou põe sal demais ou nenhum; e por aí fora...

- O verdadeiro «panhonha», não toma decisões. Pondera ad eternum... Se tem um lugar de chefia, ou chegou lá por antiguidade, ou porque nasceu rico.

Em casa, se tem família, é tratado com alguma condescendência, mas, se for necessário optar por alguma coisa importante e de imediato, ele não é consultado para nada. Não risca!

O verdadeiro panhonha, tudo o que faz é um desastre e está sempre com medo de errar. Como se dizia na “conversa da treta” quando lhe pedem uma opinião responde que “hesita”.

- O verdadeiro panhonha é um “hesitâncio”.

 Estes homens são também apelidados de «empatas», de que não têm personalidade, de seres “descorçoantes”!

Se for boa pessoa, os outros lá o acarinham como podem... mas ele próprio, se sente um pouco à margem do ritmo e, prefere, na maior parte das vezes, auto excluir-se de convívios e outras cenas sociais.

Sozinho não se sente bem, mas acompanhado ainda menos.

Chegado à meia-idade sente-se “seguro” no sofá.

- Devora TV, cigarros, e outros venenos para não se lembrar de que lá fora, na selva, ele terá que tomar decisões que nunca consegue tomar.

O panhonha está só, embora podendo até, estar acompanhado.

Tem uma enorme estrada de solidão à sua frente, que «hesita» em percorrer mas que não lhe deixará alternativa... 

 

sinto-me: ok.
publicado por mcm às 12:45
link do post | comentar | favorito

.Eu...

.pesquisar

 

.Outubro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Conversa sobre nada...

. Zeca Afonso...

. Impasse...

. Uma malvada "feminista" c...

. ... prazer, galhofa e pec...

. Homens com quimica...

. Hoje será uma noite dos ...

. O carisma da paixão...

. Agora que sou magra, já n...

. Onde estâo os HOMENS?...

.arquivos

. Outubro 2016

. Setembro 2015

. Março 2015

. Janeiro 2015

. Agosto 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

.tags

. todas as tags

.Subscrever feeds

.links

.favoritos

. VIAGEM A PARIS E (DE GRAÇ...

. Diário de Rita... o beijo...

. «O diário de Rita»...home...

. «O diário de Rita»...

. O meu Blog Original...

. Boa Páscoa...

. Surpresa pela negativa!