Segunda-feira, 14 de Março de 2011

"Estrada de Seda"

A tragédia que se abateu sobre o Japão é de uma dimensão ainda incalculável...

Os mortos não estão todos contados; há problemas com os reactores nucleares, numa das centrais de energia atómica; a dimensão dos estragos ainda não é toda possível de contabilizar...

Eu sou grande apreciadora do Povo Nipónico.

- Pelo seu avanço científico; por serem um dos povos mais avançados do Mundo; por terem a maior esperança de vida do mundo actual; por serem disciplinados e quase secretos.

Não fazem "estrilho" com nada - nem num terramoto de grau nove!

Hoje deixo aqui esta música como uma modesta homenagem às vitimas dessa catástrofe.

O nome desta música é maravilhoso, como maravilhosa é a música de Kitaro.

"Estrada de Seda" para todos os que encontraram a sua finitude neste terramoto.

Que a eternidade os aguarde ao fim dessa estrada macia.

A Natureza consegue destruir, num segundo, o trabalho e conhecimento de anos e anos de vida, do Ser Humano. É um jogo de forças que o Homem nunca vencerá.

publicado por mcm às 17:59
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Vulnerável...

Deixa que te conte uma história; que te dê a minha mão enquanto me ouves; que te acaricie com o meu olhar entre pausas; que te abrace, no fim.

Deitado; amachucado e de braço ao peito; aleijado tu não me podes retribuir...

- Talvez que até o fizesses!...

Gosto de ti, quando estás doente; vulnerável; à mercê de terceiros...

A tua vulgar arrogância, sempre tão desagradável, dá lugar a um homem simpático; gentil; disponível para os outros.

Quase me pareces humano nestas ocasiões! És uma agradável surpresa, nesta ocasião.

Se estivesses sempre assim; deitado; imóvel; de braço ao peito; desfeito por um acidente de automóvel, talvez que eu te conseguisse amar; ao pé de ti, sem medo de ti... - Não temer que me destruísses a minha, já precária, auto-estima.

Talvez que até fossemos um pouco mais adiante; ao lugar aonde se partilham os dois corpos, que se desejam há muito; ao lugar aonde o sexo pode ser uma coisa fantástica...; ao lugar aonde no pós sexo se partilham as almas.

No entanto sei que estarás bem, dentro de pouco tempo; sei que estás - só - temporariamente "partido". Da alma e do corpo.

Sei que, depois, voltarás ao mesmo de sempre:

- Voltarás a ser aquele "desalmado" impossível de aturar na proximidade.

Então, nessa altura, já não te contarei história alguma; já não a quererás, sequer, ouvir.

- Já não me quererás?...

Nessa altura sei que volto a fugir para longe de ti - num jogo de gato e rato que jamais terá um fim satisfatório. O nosso fim é cada um em seu lado.

- Nem almas nem corpos juntos.

A tua arrogância destrói a minha segurança. És um perigo para mim. Não há amor que resista...

sinto-me: a contar coisas...
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publicado por mcm às 10:20
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Por detrás do espelho...

Sento-me, em frente ao espelho, oval,  dependurado na parede do nosso quarto - aonde por hábito antigo, me arranjo.

Olho a minha face de hoje; e penso em mim quando te conheci.

- Vejo então uma cara linda; emoldurada por uns cabelos longos, cor de mel; uns olhos grandes e de olhares vários; uns lábios carnudos e felizes;

- Vejo uma face jovem; com uma tez de pêssego; e oval; e sempre sorridente;

- Vejo uma mulher-menina que acreditava nas potencialidades do amor eterno;

- Vejo uma mulher que julgou ter encontrado esse amor...; e que se enganou; porque não foi assim o que de real se passou.

Olho-me melhor, nesse espelho implacável; e vejo que dessa recordação não resta agora nada.

- Vejo uma face ensimesmada; emoldurada por uns cabelos baços; um olhar mortiço; uma boca sem felicidade alguma; vejo uns lábios descaídos como descaída é toda a minha face agora.

Enfrento-me nesse olhar que está olhando para mim; talvez acusando-me; talvez lamentando-me...; e, passo para detrás do espelho!...

Sempre tão magicamente feroz. Sempre tão cruel! Sempre quase sinistro!

E lá, por detrás - dele - eu posso até nem saber quem sou; esquecer-me de quem fui; e nem sequer me pintar; não me embelezar; e não me enganar mais!

Atrás daquele espelho - hoje, para mim - é aonde as coisas fazem algum sentido:

- Hoje enfrento toda a minha realidade. Sou só uma mulher.

Sempre tive menos que sonhei.

- Os sonhos, os melhores, morrem comigo sem se cumprirem.

É esta a minha nova face! A face dos sonhos moribundos - lá por detrás do espelho; onde me alojei...em desconforto.

Não te acuso; não te condeno. Só não tive coragem para te enfrentar...

Mas que pode fazer uma menina-mulher com um homem como tu?

- Crescer; tarde; mal; passar para detrás do espelho; sobreviver.

É de lá que te contemplo, agora; com o meu olhar transtornado.

sinto-me: com flores nas ideias...
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publicado por mcm às 13:15
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Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Sentes-te rejeitado?... Paciência.

Pronto! Desisto de ti e finjo que não vejo o que não gosto e me faz "comichão" alérgica no corpo  e na cabeça.

Agora deste em "chinelares," o dia inteiro. Passas os fins de semana em roupão; banho por tomar; barba por fazer, num desleixo atroz de "doméstica" frustrada e mal amada.

Não sei qual o motivo de tal postura. Não aceito ver-te assim.

Andas do sofá para o computador; do computador para o computador; a chinelares e a tossires, nos intervalos de mais um cigarro.

Queres, ainda assim, fazer sexo comigo!

- Eu rejeito-te, obviamente. Nesse estado de abandono mais me pareces um sem-abrigo; ou um ressacado.

Não consigo pensar em sexo contigo, assim, parecendo-me um traste velho.

Desculpa-me esta minha frontalidade.

- Que fizeste do homem lindo; sedutor; afável; aprumado que tu eras quando te conheci?

Eu continuo a ser uma pessoa que me arranjo; que me enfeito; que me não consinto desleixos a qualquer nível.

Portanto, ficas a saber que, enquanto me pareceres uma doméstica, em roupão, até ao meio-dia e o resto de todo o dia, aqui não há, para ti, nenhuma meiguice; nenhum beijo; sexo algum.

 -Não quero nem consigo.

Sentes-te rejeitado?

- Paciência.

sinto-me: lá aquelas coisas...
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publicado por mcm às 13:21
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Sexo é o que menos importa...

Chegaste; deste-me um beijo, de raspão; sentaste-te no sofá, após te teres servido de uma dose generosa de Whisky; e disseste-me assim:

- Sabes, Pequenina, estou arrasado. Estou de rastos e com o ego desfeito. Estou todo desfeito!

Eu que te conheço bem, pensei que não brincavas e que qualquer coisa, muito séria, te apoquentava...

- E incentivei-te a falares; e tu lá prosseguiste.

«Pois é, hoje fui considerado "velho" na empresa. Hoje chamaram-me e apresentaram-me ao meu jovem chefe...Tudo assim desta forma que te conto. Sem uma conversa; sem considerações; sem reconhecimentos; sem agradecimentos.

A partir de amanhã serei eu a "formar" o meu substituto, e, em simultâneo, terei que o reconhecer como meu superior hierárquico. E isto feito desta maneira, rasteira, pôs-me impotente - literalmente. Hoje não faremos sexo; sinto-me o mais inferior dos homens; sinto-me sem capacidades eróticas; sinto-me assexuado. Sinto-me derrotado... Hoje vim ver-te para desabafar contigo, estas coisas. Para te dizer que o teu "herói" é agora um subalterno, de um qualquer "menino" com padrinhos; para te dizer que não consigo sentir-me "homem", ao ponto de te desejar e de fazermos sexo. Durante uns tempos, se tiveres paciência, para mim, eu estou out para as coisas do romance. Não me leves a mal. Bebo mais um whisky e vou-me embora. Estou péssimo. Estou a sentir-me péssimo.»

Eu ouvi-te; eu abracei-te; eu beijei-te; e beijei-te mais; e tentámos esquecer a tua infelicidade mas tu não conseguiste. Estavas em limites e quase choraste de raiva...

Vou ter compreensão e paciência. Vou ser muito solidária contigo o tempo todo que for preciso. Tu mereces tudo de bom - de mim e dos outros.

No fundo, sexo é o que menos importa nestas horas.

sinto-me: lúcida
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011

O Diabo por companhia...

Eu sabia que já nada podia fazer por nós. Tínhamos queimado todas as etapas.

A vida fora boa mas demos cabo de tudo. A tua imaturidade e falta de carácter entraram em rota de colisão com as minhas neuras e exigências; e estávamos agora no fim.

Eu, insisto, sabia que já não podia fazer mais nada por nós. - Nada, mas nada mesmo, era já possível de ser reorganizado, para seguir contigo ao lado, para sítio algum.

Olhava para ti e parecia-me ver o Diabo na minha frente.

- Tu eras agora o "meu" Diabo de serviço.

Irritavas-me com as tuas piadas pirosas, a que, em tempos, achara graça; desnorteavas-me com o teu cheiro, intenso, a homem carregado de água de colónia; e, não presumia, sequer, que voltássemos a fazer sexo - coisa que connosco, foi boa e frequente no antes desta crise.

- Nós éramos agora uma crise mundial - de colapso de relações, de todo o género.

Tínhamos derretido o nosso potencial amoroso e erótico, como um qualquer viciado em jogo, derrete a sua fortuna num casino.

Estávamos sempre em limites e a tentar ultrapassá-los, numa vertigem suicida.

- Fomos longe de mais com as nossas aventuras sórdidads e discussões; fomos tão longe que, eu já não te enxergo, quando estás na minha frente. Vejo, apenas e só, um pobre diabo, numas horas; vejo o Diabo - o autêntico - nas outras.

Portanto sei que não mais farei nada, para que prossigamos, um com o outro.

- Nunca mais quererei rir-me contigo. Nunca.

E isso, de eu não me querer rir contigo, é a prova provada de que já não te quero para nada.

Alguém ri do Diabo? Alguém, que não seja Diabo, ri com o Diabo?

- Acho que não.

Cansei-me de viver com o Diabo por companhia. Vai para o Diabo...

sinto-me: uma doce...
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Podes chamar-me "Ambrósio"...

Telefonei-te, logo cedo, para o teu escritório e disse-te assim:

- "Ambrósio hoje apetece-me algo"...

E tu que és um grande divertido; um compincha, cheio de humor, entráste na onda e respondeste-me:

- "Senhora minha, tomarei a liberdade de a raptar; levar a almoçar; dar-lhe a beber um bom vinho tinto; e, depois deitá-la na minha cama, aonde a cobrirei de beijos e aonde espero ser devidamente retribuído, da mesma maneira, por si.

- Quer o Ambrósio, tem o Ambrósio ao seu dispor!"

E eu que também sou divertida, mais vezes do que as pessoas pensam, respondi-te:

- "Ambrósio" não precisa de exagerar; nem extravasar funções; nem esbanjar tempo e dinheiro. Hoje almoçamos em casa; eu sirvo você; eu serei sua mordoma e serei sua Lady.

- Pela uma da tarde venha; e traga o vinho; o corpinho; será obrigado a trabalhar árdua e duramente - extra funções e sem remuneração alguma.

E pronto! Almoçámos; bebemos; rimos; fizemos uma tarde de muita borga e sexo:

- Tu de mordomo e eu de Lady - sem ser gaga...nem trôpega.

Quando olhámos para o relógio já eram quase quatro da tarde; vestimo-nos a correr; demos dois beijos a correr; fomos cada um para seu lado.

No elevador, ainda me disseste:

- "Sabes que és uma depravada? Sabes que ficas bem nesse papel? Podes chamar-me "Ambrósio" sempre que quiseres "sex and fun". Eu fico logo pronto, para te servir, na hora."

Piscaste-me o olho e entraste no teu carro; e eu no meu. Ainda acenámos e atirámos beijos...

Quando cheguei ao escritório ocorreu-me fingir que estava com dor de cabeça. Pedi um chá; bebi o chá; trabalhei com imensa vontade, até tarde.

sinto-me: uma doce...
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publicado por mcm às 10:47
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Impasse...

A minha vida estava agora num duro impasse.

Não tinha namorado; não tinha marido; não tinha amante; não tinha vida afectiva, nem sexual.

- Mas eu ansiava ter uma nova Vida! E também ansiava ter um homem.

Ansiava arranjar, com alguma brevidade, alguém que me preenchesse todos os lugares vazios, do meu coração.

Mas tinha sempre muita relutância em deixar que, qualquer homem que me abordasse para efeito, tomasse qualquer iniciativa, ou avanço, em matéria de proximidade afectiva.

- Eu estava desde há algum tempo de mal com os homens. E também andava de mal com a Vida.

Via-os, aos homens, como seres hipersexuados e interesseiros; via-os como seres egoístas e hedonistas; via-os como personas non gratas. ao pé de mim.

Mas eu queria ter um homem!

- Desejava ter um homem que me afagasse o corpo; que valorizasse os meus sentimentos; e me confortasse a Alma deserta.

E neste impasse angustiante eu me deitava todas as noites pensando, assim:

- Que bom seria ter aqui, agora, alguém que me dissesse que sou imprescindível; que sou uma fêmea gostosa; e que rebolasse comigo até altas horas, nesta cama - que desfaríamos; que, se calhar, até, nem chegaria para nós... pois cairíamos para o chão, aonde, acabávamos o resto do que estávamos a fazer...nesse fantástico momento;

- Ou, então, pensava, para me iludir, que era muito bom estar livre; estar sem um homem; estar senhora e dona de mim; sem amarras de qualquer espécie; sem sexo nenhum, a exigir-me a partilha do meu corpo, desperdiçado e insatisfeito, e a pedir tréguas.

E nesta frustração de vida, árida, eu adormecia, mais uma noite, sem homem; sem sexo; sem vida afectiva de espécie alguma.

- Estava neste impasse há tempo de mais.

E eu sabia que tudo teria de mudar. As coisas estavam a adensar-se dentro da minha cabeça. Tudo teria que mudar:

- Rápido. Muito rápido.

Tinha que ir ver se encontrava esse "tal" homem que eu imaginva para mim... Comigo na minha cama.

sinto-me: mt animada...
publicado por mcm às 10:49
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Uma malvada "feminista" com caprichos...

Contigo foi tudo diferente.

- Foi tudo pior. Foi tudo muito malvado e desalmado.

Contigo eu comecei por achar-me superior a ti... Mais que tu, em tudo.

Superior fisicamente; intelectualmente; socialmente; economicamente; etc.

- Mais que tu porque era assim que eu queria pensar que era.

No entanto davamo-nos bem porque tu, durante esses tempos de meu desnorte, aceitavas o teu papel.

- E o teu papel era não fazeres ondas; dizeres-me a tudo que sim; estares ao meu dispor, para satisfazeres os meus caprichos.

Sim! eu tenho muitos caprichos, de vez em quando.

Um deles é querer parecer feliz.

- A felicidade autêntica dá imenso trabalho. E eu não tenho muito tempo para perder com isso...

Prefiro inventar que sou feliz, não o sendo. É mais fácil. É mais rápido.

E desta forma algo perversa eu te aturava e te dava lugar ao meu lado.

Fazias-me as vontades todas.

- Na cama e fora dela.

Nas nossas noites de sexo - jamais de paixão - tu eras criativo; e até assumias o comando das "operações". E eu deixava-te comandar; deixava-te inventar; deixava-te levares a "missão", com êxito, até ao fim. Aí, e só nesse momento, eu rendia-me sem condições; e tu comandavas, quase todas as vezes, este "exército" de caprichos lascivos, que eu te entregava.

Em todo o resto obedecias-me:

- Ias a jantares; ias a espectáculos; ias a festas, comigo, para que eu parecesse feliz; apaixonada; amada, por um homem que eu não admirava; e que não era mais que um "Zé Ninguém"a meus olhos. Mas eras o que me aturava, nessa altura.

Hoje em dia penso que já não faria, mais, o mesmo.

- Um Homem, hoje em dia, para mim, tem que estar lado a lado comigo: em tudo.

E desta forma displicente eu te confesso o seguinte:

- Foste para mim um brinquedo. Usei-te como me apeteceu.

Tu, acho que o sabias... mas gostavas do teu papel.

Eu lamento essa minha época, de "feminista" e quase malvada, para com os homens, em geral.

Enfim! Ninguém é perfeito... Nem eu.

sinto-me: a divagar...
publicado por mcm às 10:26
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Bela e oferecida...

Hoje, para mim, não tens defeito algum.

Hoje quero-te; desejo-te; vou rogar-te que venhas!

- Que, logo que possas, apareças à minha porta; elegante e perfumado; com o teu sorriso maroto, colocado, a jeito, na tua face de homem apetecível; que me abraces, imediatamente, ali - quando eu abrir; que me beijes na boca; nos olhos; no pescoço; nas orelhas...

E me atires, sem qualquer cuidado, para o chão - ou para onde calhar - e me dispas toda; e com mais beijos me faças feliz.

Hoje quero ser somente "objecto" do teu desejo! Quero que me dês aquele sexo revigorante; que me faz esquecer que um dia já fui jovem; muito jovem; muito desejada...por muitos homens melhores que tu.

Quero que, do alto dos meus cinquenta anos de idade, me vejas como uma mulher bela;oferecida; que te faça cometer muitas loucuras:

- Tens todo o direito a seres louco, comigo; louco por sexo, comigo; faminto de sexo, comigo.

Vem!

Hoje para mim não terás defeito algum!

- Esqueço as tuas falhas de cortesia; as tuas implicâncias, constantes; as tuas ausências, estratégicas.

Hoje viverei um conto de fadas erótico: eu serei uma borboleta que, mal lhe toques, se transformará numa estátua, animada, de carne; ossos; sorrisos; risos; gemidos...

Hoje não haverá, da minha parte, qualquer recriminação, a ti; aos teus procedimentos mais criticáveis. Hoje estás a salvo comigo.

Vem!

Ps: Para já as coisas estão neste pé. Apressa-te pois nem sempre sou uma pessoa coerente.

- Se te atrasas, posso, entretanto, ter mudado de ideias.

Se me desejas, ainda, apressa-te.

sinto-me: a brindar aos homens...
publicado por mcm às 11:14
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Sou uma pecadora?...

Quando me vias mais triste, tu, como eras um homem sincero e muito meu amigo e muito apaixonado, por mim, tentavas, com o teu sentido de humor e grande oportunidade, tirares-me dessa zona de desconforto, momentâneo, em que me encontrava; e, com um tom, algo irónico, dizias-me assim:

- "Pequenina"! Olha para mim, olhos nos olhos; e fala-me da tua juventude: fala-me dessa época em que eras uma "teenager" à solta, pelo mundo das descobertas...

E eu, com olhos brilhantes, olhava-te e respondia-te assim:

- Não posso falar-te disso! É pecado. E ria-me e fingia-me apavorada, ao mesmo tempo.

E tu enveredavas pelo tema e retorquias:

- Pecado? Como assim?

E eu desbobinava, já descontraída e na brincadeira...

- Aonde eu cresci, para a Vida, tudo era pecado!

- Pensar era pecado; pensar em homens era pecado; vestir minissaia era pecado; andar, a bambolear as ancas, era pecado; sentir desejo era um grande pecado; ter alegria, com coisas fúteis, era pecado; rir alto era pecado; ser atiradiça, era um pecado mortal; falar com rapazes era um grande pecado; dançar, agarrada a um rapaz, era motivo para excomunhão...

E, como vês, a lista vai longa e ainda não acabei. Nesta lista, a palavra sexo era, uma desgraçada, "asneira," impensável - de ser dita; feita; imaginada. Sexo era uma palavra maldita. Colocada no "index" do léxico oficial, pelo regime. 

E assim, desta forma que te conto, vê tu, meu querido, como a tua "Pequenina", sem o saber, viveu em pecado, na sua juventude. Juventude essa, mais que recatada à força...

No entanto, os meus maiores pecados eram os da desobediência; da subversão dos conceitos, morais, impostos; da rebeldia.

- Sim eu era rebelde! Usava minissaia, quando tirava a farda do colégio; conversava com rapazes; pensava em beijos que nunca dei; e mais não ousava pensar, nem fazer porque temia as consequências...dos que mandavam em mim.

Era uma pecadora oficial, sem o saber. Era uma pecadora sem pecados.

E por causa disso tudo, eu, hoje em dia, sei que faço muito do que gosto e me dá prazer, pelo prazer que sinto, em transgredir. Em pecar.

- Da minha juventude eu guardei, até hoje, uma enorme atracção pela transgressão.

Se peco ou não, não o sei. Hoje em dia eu não acredito nem em Deus e nem no Pecado.

Mas, ainda assim, nunca fui presa e nunca matei nem roubei ninguém. Também não invejo; nem vivo sem trabalhar.

- Serei, mesmo, mesmo uma transgressora e uma pecadora?

E tu rias-te; e tu acarinhavas-me; e eu esquecia-me de que estava triste; e se sexo é pecado, nós íamos pecar, pecar, pecar... a seguir, até nos cansarmos...

sinto-me: uma santa!
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publicado por mcm às 10:42
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Queres ir comigo para a cama, e só...

Dizes que me queres; que me amas; que me desejas;

- E dizes-me essas mentiras todas, que um homem como tu, (sedento de sexo a toda a hora), diz a qualquer mulher, com quem quer e gosta de "transar"- sem pestanejares e a pareceres sincero!...

Mas Tu, para que fique já, bem claro, és um homem da "transa".

Para ti não há amor; não há família; não há mulheres com capacidade de gostarem de um só homem; e de o considerarem o Pai dos seus filhos; e de o respeitarem. Para ti, as mulheres - todas - são como tu:

- Doidivanas e famintas de sexo.

Claro que, como tu sabes, eu não embarco nessas tuas mais que devassas ideias.

Por acaso não aprecio sexo - a torto e a direito. Sexo, para mim, é o corolário de uma relação com muitos outros cambiantes de afectos.

Mas tu não te convences disto que eu te digo, com toda a sinceridade, e achas-me - dizes tu - uma "fera na cama"...

E contas-me das tuas fantasias comigo; e eu, porque sou uma divertida, rio-me para ti e de ti; mas nunca passamos à fase seguinte.

- Sexo, contigo, eu, jamais!

Mas tu tentas; voltas; convidas; insistes; repetes os argumentos; manténs-te firme, nesse propósito.

Eu, como sei que tu és inofensivo e és um desbocado, não te escorraço e vamos jantando; vamos rindo; vamos andando:

- Eu, porque me divirto e sou livre;

- Tu, porque queres ir comigo para a cama, e só; e até o conseguires, não deixas a "presa".

As coisas estão neste pé, até que, um dos dois se canse.

- Não acontece nada, mas existe aqui uma tensão sexual que nos traz, a ambos, nesta incerteza, sem fim à vista.

Mas tudo tem um fim; e cá para mim, tu vais desistir da tua intenção de "sexo descartável" comigo, brevemente.

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 10:57
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