Domingo, 16 de Agosto de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Hoje Rita não pensa... está em branco... Rita acordou e não sabe que dia é!

Fica ali, deitada e tentando situar-se nesse novo dia que teve o privilégio de poder começar a viver... Enfrentar! Usufruir...

Mas Rita não sabe se é Sábado, Domingo ou Segunda-feira... Está totalmente perdida e desfasada do calendário. Acordou baralhada das ideias!

- Talvez, porque dormiu mal e teve pesadelos, Rita esteja, meio alienada do calendário...

- Felizmente existem relógios, que dão horas, notícias e música... - Relógios digitais!

Quando o despertador toca, aí sim, Rita percebe que são sete horas da manhã e que é sábado e que é feriado!

Rita esquecera-se, em absoluto, deste feriado!

Dantes, quando era pequena, Rita, neste dia, ia sempre a uma festa familiar, lá para os lados da  Beira Litoral... onde tem as suas origens!

Era um dia inesquecível e algo inusitado.

A família reunia-se:

- Vinham de todos os lados e juntavam-se ali, à beira do Mondego, e, em casa de um familiar, mais abastado e hospitaleiro que tinha esse prazer e generosidade: - Receber a todos e partilhar com todos a sua maior abastança. Sem exigências nem exibicionismos.

Era um dia de paz, amor e felicidade, que durava para o ano inteiro... Para os dias em que tudo parecesse ruir e, em que a família, essa pedra basilar da construção de qualquer ser humano, parecia ceder ou desmoronar-se...

Rita tinha uma família normal! Nem melhor nem pior que todas as família!

Mas a família de Rita tinha o dia quinze de Agosto, de todos os anos em que se Pai viveu, para se amar, se perdoar e reaprender o caminho do Amor.

Depois, o Pai de Rita partiu para sempre... Jovem ainda...

E a família, não mais voltou, inteira e por inteiro a esse lugar mágico, aonde ao menos por um dia, todos se amavam e juravam ser para sempre...

- O Pai de Rita era o elo aglutinador de todos aqueles afectos que se foram, depois, perdendo um a um; ficando tudo desbaratado; perdido entre memórias...

Hoje, Rita acordou baralhada!

Talvez porque saiba, que não tem nenhum lugar, especial, aonde ir...

...

Continua

sinto-me: Hoje não digo!
publicado por mcm às 10:59
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

COISAS DA VIDA E OUTROS ASSUNTOS(3)

 

MEMÓRIAS ETERNAS...

TODOS OS ANOS, NESTE DIA, EU IA COM A FAMÍLIA A UMA FESTA EM COIMBRA...

ERA UMA TRADIÇÃO QUE CUMPRÍAMOS E QUE SERVIA PARA TODOS NOS JUNTARMOS, FAZERMOS UM POUCO DE CONVÍVIO E PASSARMOS ESTE DIA EM GRANDE ESPIRITO DE CLà FAMILIAR...

MEU PAI QUE CANTAVA E TOCAVA (VIOLA E GUITARRA) BASTANTE BEM - ESPECIALMENTE FADO DE COIMBRA - BRINDAVA SEMPRE A TODOS COM UMA PEQUENA ACTUAÇÃO  E QUE ERA UM DOS MOMENTOS MAIS ALTOS DO DIA. HAVIA INCLUSIVÉ, UM OU DOIS "ENCORES" EM QUE TODOS CANTÁVAMOS EM CORO COM ELE...

HOJE, HOMENAGEANDO ESSA ETERNA MEMÓRIA, AQUI DEIXO PARA QUEM GOSTAR, ESTE FADO DE ESPECIAL BOM GOSTO E QUE ERA UM DOS PREDILECTOS DE MEU PAI.

 

CLICAR AQUI, PF. 

http://www.youtube.com/watch?v=TddUhhi4m7w

 

E BOM FERIADO! 

sinto-me: BRONZEADA
publicado por mcm às 13:39
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Domingo, 26 de Julho de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Rita gosta muito dos domingos! Gosta de todos e de tudo, nos seus domingos. Pela manhã, pela tarde e pela noite... Rita faz coisas que lhe trazem muita satisfação, muita alegria, muito prazer. Coisas simples como ela!

Rita só não gosta de que os domingos se acabem! Rita sonha com domingos que durem, durem, tal como as pilhas Duracel... sem se terminarem num instante e deixando Rita com metade das coisas, que adora, por fazer. Frustrada  e triste!

Os domingos deveriam ser mais extensos, para que as coisas agradáveis, que Rita faz só em vinte e quatro horas, se estendessem por mais tempo.

Brincando, Rita costuma dizer que:

- Domingos a sério, só mesmo de quarenta e oito horas, assim distribuídas:

- Oito só para dormir; doze, para ir jantar com amigos, mais discoteca e passear; quatro, para preguiçar no sofá e ver filmes; quatro, para ler e conversar; dez só para namorar; dez para ir ás compras ao cabeleireiro ao ginásio e à praia e,... mal dava conta, já se tinha acabado o domingo...

Assim, só com vinte e quatro horas, fica muita coisa gostosa, sem entrar em linha de conta... sempre adiada ou por fazer!

Talvez seja esse o encanto dos domingos de Rita:

- Há sempre uma enorme lista de prioridades em atraso... Sonhos adiados, expectativas falhadas, desejos não cumpridos.

Por vezes Rita pensa que, melhor do que viver, é manter vivo, o desejo das coisas sonhadas...

Ás vezes Rita tem saudades de, quando em criança, passeava em jardins públicos, aos domingos, de mão dada com seu Pai e, comia um gelado lá para o meio desse passeio... e esse gelado era a coisa melhor do mundo!

- Sonhava, nessa altura, a semana inteira com esse dia e com esses momentos.

Uma coisa de que Rita tem Saudade verdadeira é, dessas coisas simples e sinceras da sua infância... havia espaço para a autenticidade e para saborear os momentos em família.

Agora, anda cada um por seu lado!

- Perdeu-se esse espírito dos domingos em família... As pessoas parecem “zombies” – alienadas e sem rumo

 ...

Continua

sinto-me: em paz
publicado por mcm às 10:22
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

....

Rita acordou hoje, piegas! Lamechas, lamechas, até mais não!

- Até dizer basta, basta, basta!...

Rita pensa hoje, na sua família, quase toda, já morta! Desaparecida para sempre, e, à sua revelia!

Rita afasta estes pensamentos sempre que pode, pois que lhe provocam, um enorme sofrimento e sentido de perda.

- Estes pensamentos provocam em Rita, um desmesurado sentimento de frustração!

Rita nem sempre fica triste quando pensa nos seus! Naqueles seres queridos que lhe deram tudo, para que hoje Rita seja, uma pessoa com algum carisma, alguma posição de liderança no contexto em que se insere... para que Rita seja uma pessoa útil aos outros e a si mesma.

Rita, não é vaidosa nem deslumbrada! Rita é, unicamente, uma convicta da família e uma pessoa consciente do seu real valor.

- Tudo o que somos ou seremos, bebemos nos alicerces das nossas fundações familiares! - Isto é o que Rita pensa para consigo, enquanto se apronta para sair de casa.

Rita, enquanto coloca o “blush” rosado na sua face de mulher mimada, lembra seus pais, seus tios, seus primos, seus avós e, pára por aí...

- Surgem-lhe então, imagens de todos eles, esfumadas - na sua cabeça - e, não lhes vislumbra os contornos das faces - jovens - que Rita nunca viu, nem  nunca acariciou.

Eles, simplesmente, deixaram Rita sozinha e “foram-se” embora, sem quererem, para outras paragens, enquanto Rita se debatia com a ideia de, os agarrar para sempre ao pé de si.

- Morreram quase todos jovens e sem outra alternativa.

Desde cedo Rita soube que, todo o ser humano, por mais querido e agarrado que seja à vida, tem o seu tempo preestabelecido para cumprir. E que a partir daí, nem mais um segundo.

Rita lamenta que, todos os que a viram vir ao Mundo, tenham deixado esse Mundo, quando Rita quase ainda não sabia nada:

- Nem do Mundo, nem das pessoas...

...

continua

sinto-me: NORMAL
publicado por mcm às 11:02
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Domingo, 28 de Junho de 2009

Sucesso/Insucesso nas relações (3)

 

- Relações «violentas»

Quando a paixão acaba, as pessoas começam, por norma, a revelar-se como são. Começam a agir segundo a sua verdade! Aí, a verdade da pessoa por quem nos apaixonámos, pode criar em nós uma espécie de sentimento de revolta, de frustração, de despeito que nos torna a vida num inferno. É usual até, ouvir-se dizer:

- “ Casei com uma pessoa e agora, passado este tempo, parece-me outra! Desta versão não gosto! Sinto-me traída... Não foi para isto que me apaixonei”!

Uma relação de paixão quando termina pode dar origem, a muitos outros tipos de relação...

Tratemos hoje a relação «violenta».

- Uma relação assim é mais comum que se imagina!...

 Quando a paixão acaba e alguma das partes não consegue lidar bem com a situação, pode aí dar-se inicio a uma relação de muitas afrontas mútuas, muitas confrontações, muitas retaliações, e até, alguma violência física.

Uma relação violenta pode passar das agressões verbais, no início; às psicológicas, a seguir, e destas, ás agressões físicas.

- Uma guerra sem tréguas aonde ganha quem tiver mais energia e capacidade imaginativa para molestar o outro.

Há imensas pessoas que coabitam neste ambiente e até dormem juntas. Ficam ali, deitadas lado a lado, imaginando a melhor forma de atacar o outro e se for preciso de lhe “passar” por cima. Trucidá-lo! Dar-lhe cabo da cabeça!

- Por despeito, por raiva, por fúria emotiva!

O despeito pode ser uma mola infernal que impele qualquer ser humano a cometer actos tresloucados. O despeito é o sentimento que impera numa relação violenta, daí a irracionalidade das personagens!

“Tu fizeste-me aquela desfeita e vais pagar com uma ainda pior, não te vais ficar a rir”...

É o clima de guerra-fria que passa a guerra “a quente” e fica para durar...às vezes o resto das suas vidas!

As pessoas não são capazes de se afastar e sentem um prazer sórdido em permanecer naquela situação de conflito permanente – de amor/ódio – em que no fim todos saem mal; molestados e apoucados, pelo menos na sua essência.

Os pares que “vivem” nestas guerras, consomem-se só nisso e, a sua felicidade ficou para trás, perdida ou adiada.

Se já estão na meia-idade e não conseguem um grau minimamente satisfatório para essa sua relação – permanecendo juntos – vão enfrentar os horrores da solidão acompanhada e uma vida de sofrimento.

- Vão continuar a viver juntos, mas num ninho, autêntico, de víboras...

... 

sinto-me: em paz
publicado por mcm às 13:17
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(42)

Estilos de vida/

- O Homem «Comum»

O homem «comum», como o nome o diz é, um homem vulgar!

- É vulgar porque é pouco elaborado; é normalmente mais acessível; é fácil de lidar e, é o menos incontornável. É transparente! É “pão, pão, queijo, queijo”...e, muito “contentinho” consigo mesmo.

 Com ele as pessoas sabem sempre com o que podem contar. Não é premeditado, não é agressivo, não é crítico nem maledicente.

O homem comum é uma mistura de todos, mas sem características exacerbadas de carácter, nem comportamentais.

Este tipo de homem gosta de coisas simples e de viver bem e em paz. Se puder, por norma, não se mete com ninguém, não cobra guerras com ninguém e fica no seu canto com os seus, mais as suas coisas simples.

- Adora o seu sofá, gosta de futebol; gosta de comer e de “almoçaradas” ao Domingo, com a família e os amigos; gosta da “volta dos tristes”; gosta da sua sessão de cinema de acção; gosta de ler jornais desportivos e “discute futebol como se fosse uma tese de doutoramento; nesta matéria, empolga-se, vai a jogo e dita as regras:

- O seu clube é o melhor e fala dele como se faça parte da sua família.

O homem comum vive bem com o que faz, ganha o suficiente, e, estudar é uma enorme maçada. Não aprecia livros e não gosta de politica.

Adora jogar no euro-milhões e jogos afins, pois que também tem os seus sonhos de riqueza fácil... Também sonha sonhos à sua medida!

- Se pudesse viajava para países de sol, praias e dolce far niente...  não trabalhava mais!

A mulher e a família, se estiverem nessa “onda”, vivem com ele como Deus com os Anjos...

Os amigos, se tiverem os mesmos percursos que ele, também o procuram e divertem-se em conjunto e muito.

De qualquer forma e por norma, nada acontece só assim, tão fácil e com final feliz!

A mulher, se a tem e se for mais aspirativa e elaborada intelectualmente, começa a “afastar-se”...

- Primeiro só por sinais! Depois por algumas tomadas de posição... Mais tarde revelando-se descontente com aquela “vidinha” sempre igual; pode até vir a deixá-lo pois cansou-se de estar com uma pessoa boa, mas ao “pé de quem não conseguia crescer”... Não tem aspirações como ela!

Os amigos, se fizeram alguma evolução nas suas carreiras, começam também a ter outras necessidades e a rodear-se de novos amigos...

Assim sendo e, chegando à meia-idade, se não procurou adaptar-se mais a novos contextos, pode acontecer que fique mais só...

- Os outros “cresceram  e “partiram” para outras paragens... deixando-o para trás!

O homem “comum” que até pode ser bom para todos - um tipo como deve ser - pode no entanto, ser uma vítima do seu próprio modo de vida!

- A sua acomodação e falta de aspirações, tornaram-se-lhe adversas. Pode enfrentar uma enorme solidão.

 

Ps-1- Quase sempre, este tipo de homem, tem uma muito boa relação com os filhos, o que é uma benção.

 

Ps -2- A partir de amanhã escreverei sobre «Sucesso/Insucesso» nas relações.

 

sinto-me: mt bem
publicado por mcm às 12:49
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Domingo, 7 de Junho de 2009

A solidão...na meia-idade!(24)

Estilos de vida/

- Mulheres «Hipocondríacas»

Há pessoas que nasceram para, sonegar a si próprias, a capacidade em usufruir dos prazeres que a vida sempre acaba por lhes conceder!

- Podem ser poucos, podem ser muitos; mas a vida não é só sofrimento. Se quisermos e soubermos, todos temos, de vez em quando, motivos para sorrir! Podemos e devemos aceitar ser felizes.

No entanto, existe em algumas mulheres uma propensão exagerada para a lamúria contínua; para sentirem e apregoarem as dores que têm e, principalmente, as que inventam. Deitam-se e acordam, doentes de doenças que inventam e pensam sentir como verdadeiras!

- São as hipocondríacas!

Esta mulher padece de um «mal» que, normalmente, começa na ponta dos seus pés e, dando a volta ao seu corpo todo, só termina nas pontas dos seus cabelos. Esta mulher é uma sofredora e faz sofrer os outros que a vão aturando como podem...

A mania das doenças tem, conforme o caso, de ser acompanhada por alguém entendido em problemas de índole psíquica.

- Os consultórios dos psicólogos e dos psiquiatras são o lugar mais recomendado para esse efeito - eventual alívio ou cura...

 No entanto, estas mulheres, quase nunca aceitam que se lhes diga que as suas «doenças» somente resultam do seu maior ou menor grau de insatisfação pessoal; que são uma maneira de concentrarem as atenções dos que as rodeiam de uma forma muito violenta, só em si; são uma espécie de chantagem emocional que a todos provoca desconforto e por fim exaustão.

- Nas famílias onde há uma mulher hipocondríaca, por norma, não há felicidade.

Os filhos e o marido ficam reféns da instabilidade que aquela mãe e mulher provoca e instala nos seus dias juntos e em família...

- Até porque mesmo quando sabem que ela está desequilibrada, não padecendo de nenhum mal físico, têm que a aguentar e de cara firme, pois ninguém consegue enfrentar uma pessoa destas ao ponto de lhe dizer que as «doenças» de que se queixa são mera invenção na sua cabeça e que  está com isso a prejudicar-se e a dar cabo do bom relacionamento que a família precisa, merece e ela não proporciona.

- Uma mãe hipocondríaca faz com que os seus filhos resultem, em adultos inseguros ou agressivos; os maridos destas mulheres, com o tempo, vão-se «enchendo» delas e quase só as aguentam porque, ou não têm coragem para ir-se embora, ou porque têm pena.

Esta mulher que, infelizmente, encontramos com mais frequência do que seria agradável constatar, ao entrar na meia-idade, instala-se na depressão e outras situações de origem psicossomática; toma montanhas de medicamentos – quase sempre por auto medicação – e, está com a sua vida feita num verdadeiro inferno. Está só! Por vezes até o emprego já deixou e os amigos foram-se...

É uma mulher que enfrenta uma enorme dose de solidão; os seus já não lhe ligam, os de fora ainda menos e ela persiste na sua lamúria rumo a um fim  que se sabe será pouco feliz:

- A solidão total!

Mas que fazer para evitar isso?...

sinto-me: stressada
publicado por mcm às 13:29
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Domingo, 17 de Maio de 2009

A solidão...na meia-idade!(3)

- Solidão acompanhada...

Depois, temos a família de ambos os lados – os casados ou juntos...

Por estas idades, os quarenta, começamos a embirrar com os sogros, porque aparecem para jantar ou visitar-nos, nos dias em que por norma não nos apetece sequer vê-los... Começamos a achá-los metediços e a tratá-los com alguma indiferença ou tolerância, mas não mais! Estamos já de pé atrás...

Se tivemos uma quezília com o nosso parceiro, como queremos estar a cozinhar para ele e os seus progenitores?... A fazer sorrisos de circunstância e representações de afectos que não sentimos?

- Aqui está, na maior parte das vezes, um pretexto para mais discussões, rupturas e afastamentos. Não há conversa, não há sexo, não há entendimento possível entre as partes!

Normalmente, estes convívios com as famílias dos nossos companheiros, correm bem enquanto estamos de bem um com o outro! Depois de começarem os desentendimentos entre ambos, por norma, as famílias apercebem-se e vão, mesmo sem querer, optando pelos seus filhos e aí o afastamento verifica-se.

- Se há filhos no casal, lá se vão equilibrando as coisas por causa dos netos... Mas o mal-estar está instalado... e, na privacidade, o casal que está com a sua relação mais que precária, implica entre si, retaliando com a ruptura da ligação aos familiares do outro. Usa isso como chantagem na manutenção daquela relação. Vão-se acumulando incómodos mútuos!

Se virmos bem, quando um casal começa a ter problemas, pelos quarenta e tal anos, é frequente ouvir-se uma sogra desabafar acerca do assunto, o seguinte:

- Coitado do meu filho! A minha nora, que parecia tão boa, agora revelou-se uma destravada. O meu filho chega a casa e ela nem jantar lhe fez! Diz que está cansada e ele que trate de si... Ele só a atura por causa dos filhos! Só quer sair com as amigas, só cabeleireiros, só ginásios, e o marido fica para trás... Dantes vinha do trabalho, logo para casa, agora que os filhos estão maiores, já só vem quando lhe apetece!...

Aí perdeu-se a noção de igualdade entre pares e só a um tudo é permitido e tolerado!

Com este ambiente, claro que mais tarde ou mais cedo, as coisas irão descambar a um ponto, em que cada um começará a viver a sua vida, ainda que mantendo-se aparentemente juntos!

É uma vida de solidão acompanhada, que é uma solidão talvez ainda maior e mais dolorosa... Vão-se deixando ficar naquele ambiente mais que podre, por falta de coragem em mudar as coisas:

 - Ou pela actuação concertada entre ambos de passarem ao respeito e valorização um do outro ou porque decidam separar-se à falta de argumentos para continuarem juntos!

Mas,...

 

sinto-me: atenta
publicado por mcm às 13:52
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Taras e tarados...(5)

Conheceram-se por acaso e «empatizaram» uma com a outra.

Eram as duas muito comunicativas e, apesar da diferença de idades, quando se encontravam, ocasionalmente, ficavam sempre longos momentos a conversar.

Foi assim que M. lhe contou que era filha de pais divorciados e filha única desse primeiro casamento dos pais; que ambos já tinham casado novamente, sendo que da parte do pai, tinha agora, mais dois irmãos e que sua mãe, com quem ela vivia mais o padrasto, não havia nem se queria mais filhos.

Perguntou-lhe  então nessa altura:

- Que idade tinha a M. quando a sua mãe voltou a casar?

Ela respondeu-lhe que tinha treze anos.

M. era muito bonita, muito bem feita e possuía uma alegria nata que não tinha nada que ver, com satisfação e bem-estar, já que muitas vezes confidenciava alguns problemas algo perturbadores para a cabeça de uma jovem.

- M. estava com vinte e um anos e ainda andava no secundário; fruto, talvez, de muitas insatisfações e negligências dos pais, ou, quem sabe, não fosse muito dada aos estudos! Era uma mistura de adulta e criança, já que tanto estava numa postura atilada, como no momento seguinte, se pronunciava infantilmente, sobre coisas que uma jovem com vinte e um anos, já não devia equacionar assim.

Um dia M. contou -lhe um anseio que a trazia confusa:

- Já ando farta do meu padrasto. Com a mania que decide tudo na minha vida, não me deixa quase ter um namorado! Logo que apareço com alguém, começa a por defeitos e a embirrar com ele até que ele acaba por ir-se embora. Faz isto sempre.

Para o meu padrasto estar feliz é eu não sair e fazer os serões com ele na sala até altas horas! Claro que eu adoro aqueles serões! Gosto tanto que por vezes se o tlm toca eu nem atendo... e ao outro dia digo que já estava a dormir!

 A minha mãe, coitada, deita-se cedo! Ela é jurista e vem sempre com a cabeça arrasada. Ao jantar bebe uns copos e depois vai dormir. Ela foi-se abaixo desde o divórcio. Não perdoa ao meu pai ele dar tão pouco dinheiro para mim!

Á noite eu fico com o meu padrasto na sala, deito-me de barriga para baixo no sofá e ponho os pés no colo dele. Então ele vai massajando, massajando e eu fico no céu! Enlouqueço mesmo! Nem os filmes que ele põe, me interessam, e, a ele acho que também não...

Aí questionou-a:

- E a sua mãe que diz a essas massagens pela noite dentro?

A minha mãe acha que o meu padrasto ainda se não foi embora porque gosta muito de mim, e que eu devo fazer-lhe as vontades para ele andar contente, pois que ela não aguentaria, outra separação nem ficar sozinha! Acha que não devo criar problemas com ele.

Mas, sabe, se ele continuar a abusar, quando eu encontrar algum rapaz mesmo fixe, não o aturo mais e ele que se vá embora para onde quiser!

Ps:

Naquele dia, quando se despediram, um turbilhão de ideias, todas negativas, lhe passaram na cabeça!

- Há imenso tempo que não vê, nem fala com M.

 

 

sinto-me: atenta
publicado por mcm às 13:01
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Ele é mesmo um “doce”…

O meu sobrinho Rucas tem três anos e vive, com os pais e a irmã, no Porto.

De vez em quando, vem cá abaixo, passar uma semana com os avós e depois, todos nos deliciamos com a sua esperteza, traquinices e doçuras.

Ontem fui vê-lo!

- Levei-lhe dois carros de presente, pois é totalmente fanático por «Fórmula um»... Com três anos, sabe conversar imenso sobre marcas e pilotos! Tem fascínio pela alta velocidade e competitividade em pista.

Mas, aquilo que desta vez nele me fascinou foi o que aqui vos vou contar.

De repente, vira-se para o avô que estava a conversar e pede-lhe:

- Avô põe-te no chão para eu ir andar a cavalo em ti!

O avô respondeu-lhe, evadindo:

- Não posso, estou velho!

O Rucas, de imediato e com vós coloquial interpõe:

- Estás velho?!... Põe creme que ficas novo!

E pronto, aqui temos todos, uma boa receita para não envelhecermos, nunca jamais!

É acessível e, na mente do meu doce sobrinho, é a solução radical!

 

Ps:1- Quando me vim embora, veio com os avós à porta e deu-me um beijo, aproveitando para me dizer o seguinte:

- Vem cá outra vez amanhã e traz-me mais carros e uma pista...

2- Eu gosto imenso de crianças e aprecio a sua esperteza, misturada com a inocência que nestas idades, todas possuem.

Adoro o mais possível!

 

sinto-me: divertida
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publicado por mcm às 12:33
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