Sábado, 27 de Março de 2010

Diário de Rita... um confuso triângulo amoroso...

...

Rita senta-se, abre o seu «Diário» e olha, embevecida e horrorizada, todas aquelas suas folhas, já escritas; e, tantas outras, em branco, e à espera de que Rita lhes conte os seus segredos, os seus devaneios, os seus sonhos e os seus pesadelos!... E, ainda, todas as suas contestações, insatisfações, e, mais importante que tudo, a sua «Vida secreta», aquela que só partilha com ele, em segredo total... e absoluto recato! E então, Rita pensa assim:

- E se eu queimar este meu diário? O incendiar? Fizer uma fogueira? Chamar depois os bombeiros?...Saltar pela janela?!...

- E se eu ficar com este diário, meio escrito e meio em branco, e o guardar para sempre? Fechado a sete chaves, no sótão dos esquecimentos? Na arrecadação dos condóminos, do prédio? Na fossa do prédio?... (a fossa inspira-me)

- E se eu chamar a este diário o meu escravo de serviço; o continuar a subjugar impondo-lhe, os meus anseios, as minhas angústias e as minhas decepções? Se não lhe der tréguas?... Se escrever, incessantemente, nele e o fizer odiar-me e desejar-me, mas sem ausências nem férias mútuas?

Hein? Como será?

Rita dá consigo neste falatório, tu cá tu lá e meio maluco, com algumas folhas de papel - virtual - de um «Diário» inexistente,  "poisadas" ao acaso, em cima da sua secretária, e pensa que não se sente  nada escravizada, nada contristada, nem, muito menos, explorada pelas suas exigências, e premências de confissões, de revelações, de invenções.

Rita assume, então, que adora o seu Diário. Rita confessa a si própria:

- "Este meu Diário inspira-me! Este meu Diário deixa-me à sua mercê!"

Rita gosta – porque gosta – de mundos secretos, de fantasias, de utopias, de “construções” de nadas... 

E aí, cai em si e conclui pelo seguinte:

- «Diário Meu,» tu e Rita sois, ambos, amigos e amantes inseparáveis. Tipo linha e agulha; carro e condutor; alho e bacalhau; bife e batata frita!

As tuas folhas são e existem, na proporção das minhas inúmeras vontades!... Taras. Obsessões. Depressões...aviltações e sabe-se lá que outros «ões»!...

Rita, para que conste, confessa que, hoje em dia, não passa sem o seu «Diário».

- Ela e ele são inseparáveis!

Fazem uma espécie de sexo em grupo:

- Ela com ela, com as folhas e com ele; ele com ela,com ele e com as folhas!... Um confuso e incompreensível triângulo amoroso...

 

Ps: Rita escreveu este desabafo porque, ultimamente, tem tido sonhos que lhe indicam que o seu Diário a chama e lhe suplica que não fuja dele...e Rita tem tentações:

- De ficar e de partir.

Rita não fugirá. É uma mulher à séria. Das poucas que ainda têm palavra - ou falta dela!

Rita gosta de confidenciar os seus segredos - a quase toda a gente - mesmo que isso não seja correto!

Mas um segredo, nunca contado, é uma coisa que não existe! Rita é uma convicta da realidade.

...

sinto-me: inspirada...
publicado por mcm às 10:20
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Diário de Rita... satura-se deles e manda-os de férias, para a Capadócia...

...

- “A minha vida é um drama! Um drama de faca e alguidar! Não sei que rumo lhe dê, mas assim, desta forma, ainda vou parar ao “raio que me parta”- que nem sei, sequer, aonde seja!...”

Rita conduz, a caminho de uma reunião, e, aproveita o trajecto, para pensar nos tempos difíceis e de baixo astral que atravessa e que são maus. São realmente muito maus, para si e os seus neurónios! São cansativos.

Se por um lado, Rita não tem problemas profissionais, o que é uma bênção, e, passe a publicidade, é bem vista e bem compensada; pelo outro lado, o lado da sua vida pessoal, as coisas são um verdadeiro desastre, com mortos e feridos graves: nas gavetas, nas algibeiras e na cama - em sentido figurado.

- Não escapa nada! E a culpa? De quem é a culpa de Rita não ser feliz?

Rita não gosta de viver sem homens por perto; mas, por outro lado, satura-se deles, passado algum tempo - curto - e vai tudo de férias, para a Capadócia; que é longe e tem paisagens lunares aonde eles podem passear e perder-se e não mais voltar para o pé de si...

Rita põe-se a pensar se será sua, a causa desse «cansaço» pelos  homens, quando ficam muito por dentro da sua vida. Muito por perto! Muito a tempo, quase, inteiro...

Analisa bem a situação e conclui pelo seguinte:

- Rita não suporta a invasão, sistemática, do seu espaço. É muito ciosa das suas coisas e não gosta que ninguém chegue, disponha, imponha, use e abuse...Assim sendo, quando Rita começa a ver um homem, na sua casa, a ditar sentenças e normas de conduta, Rita entra em rota de colisão e pimba... desintegra-se tudo; desintegra-se a relação. Vai tudo para o espaço!

Sendo honesta e sincera, Rita quase tem a certeza de que a culpa é mista:

- Metade sua que é esquisita; e a outra metade do homem que está com Rita: e que é intrometido e mandão e impositivo.

Mas, se calhar, nem é nada disto e o verdadeiro motivo é só um:

- Rita não está, verdadeiramente, apaixonada por homem nenhum. Vê-os, a todos, com carácter de «avençados» e a recibo verde...

Quando não interessa vai embora: para férias, para sua casa, fazer compras, para a praia ou para o céu. Salta  para fora da vida de Rita.

Rita tem este drama: gosta dos homens, mas sem compromissos, com eles, por aí além.

- Certo? Errado?

Rita não sabe, mas não vê, por aí, muita gente mais feliz, só porque tem um homem, a tempo inteiro, a seu lado! Com contrato sem termo...

Serão os homens um mal ou um bem? Ou ambas as coisas?

...

sinto-me: realista
publicado por mcm às 11:30
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

«O diário de Rita»... (em férias - 3)

 

(continuação)

...

Após dois dias de exposições e outras coisas igualmente boas, e, porque já era Sábado, Rita aprontou malas, para partir em viagem:

- Agora de carro e para o norte... as Ardenas...

Pelas onze da manhã e já no carro, (de alta cilindrada) Rita aproveitava para espiolhar as vistas em redor e perguntar a quem a acompanhava, sobre tudo o que via e comentar, ainda e também, tudo o que lhe despertasse a sua atenção e merecesse a pena ser comentado...

A meta desse dia era conhecer Reims, um centro histórico de monumentos, considerados pela Unesco, Património da Humanidade.

-Visitar a sua imponente Catedral gótica do século XIII, o Palais du Tau reconstruído no reinado de LuisXIV e que fora no século XIII, a residência do Arcebispo de Reims, e ainda e por fim, umas caves de Champagne com prova do mesmo... E, pela noite, por lá pernoitar, num Monastério Medieval, onde previamente tinha sido feita a reserva.

- E tudo assim se passou e tudo assim aconteceu.

Rita estava feliz, curiosa e muito agradecida a todos os que gostam de a fazer viver momentos inesquecíveis, como os que viveu nesse dia.

Quando Rita, nessa noite, «caiu» na sua cama, estava exausta mas eufórica e sem vontade de dormir, tais as emoções vividas ao longo do dia...

Rita fotografou o que conseguiu e partilha aqui, com o seu «Diário», alguns desses  momentos e lugares, inolvidáveis...

...

Continua 

sinto-me: FRENÉTICA
publicado por mcm às 10:55
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Rita voltou!

Viveu um tempo maravilhoso: de férias, convívio, cultura, vistas magníficas, companhias gostosas... muito bulício e muito pouco descanso.

- Todas as partidas são de expectativas elevadas... Quase todas cumpridas se dermos a isso oportunidade! Todos os regressos são de paz; necessária à sobrevivência do dia a dia... e sem a qual não passamos bem.

Rita voltou!

Desfaz malas e saboreia o seu «canto» e a sua língua e a sua música e a sua rua e as suas rotinas; agora muito saborosas por alguns dias! Apenas alguns e... poucos... dias!

Rita voltou e vai, logo que possa, contar aqui, ao seu diário, todas as coisas boas e bonitas e especiais que lhe possa contar.

Rita voltou bem e com saudades de lá e de cá.

Rita é sempre assim:

- Está situada entre uma ida e um regresso...

Rita gosta muito das partidas e gosta igualmente das chegadas.

Rita aprecia o novo mas, não passa bem, sem as suas coisas: velhas, pessoais, confortáveis, conhecidas e, com a sua pequena estória...de vida; passada!

...

Continua

sinto-me: MUITO HAPPY!
publicado por mcm às 12:11
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Se Rita fosse fatalista, acreditava em bruxas; deixava as ciganas lerem-lhe a sina, na palma da mão, e, nas sextas-feiras, dia treze, tomava soníferos potentes e ficava na cama; a dormir o dia todo... e, ainda assim, com medo de que o tecto do quarto lhe caísse em cima da cabeça... e a “passasse a ferro”!

Mas Rita não é fatalista, não é depressiva, não é derrotista e não é crente.

 - Portanto, aquilo em que Rita acredita, mesmo, é na probabilidade de lhe acontecerem coisas boas, e menos boas, e más. Rita acredita, no desgaste físico, na perda de resistências e na imunodeficiência! A pessoa vai perdendo defesas e, um dia, um vírus maldoso ou outro “bicharoco” oportunista, sem darmos por ele, entra-nos no circuito interno e destrói-o. Ficamos indefesos perante a sua agressividade destruidora.

Hoje Rita está doente! Assim, sem contar, Rita apareceu com “zona”... uma coisa terrível e que dá um mau estar profundo.

O «Herpes Zoster», (é esse o nome exacto ao que vulgarmente chamam “zona”) é um vírus que, quando se aloja num indivíduo, alguma vez, por lá fica e permanece, e ataca-o quando menos ele espera... Não há ainda, nenhuma medicina, que extermine um vírus: radical e definitivamente!

Rita já esteve muito mal com Herpes Zoster. Nessa altura, atacou-a na zona do nervo trigémeo, (ouvido, olho, cérebro) e Rita esteve seis meses, completamente fora de cena. K.O! Não tinha forças nem para levar uma colher à boca e, o seu aspecto, era repugnante. Tinha a cara e a cabeça, toda em ferida...em chaga, e era muito mau e muito doloroso. E estava prostrada; dias inteiros; sem forças!

Os médicos que nessa altura a trataram, (dermatologista, neurologista e oftalmologista) dizem que Rita será talvez, o único caso no mundo, que conhecem, que conseguiu vencer, com sucesso, aquele quadro clínico tão extremo e agressivo: sem paralisias faciais e sem lesões neurológicas! Mas Rita superou-o e superou-se e ao fim de uns nove, dez meses, já fazia a sua vida (quase) normal... E, entretanto passaram vinte anos!

Ontem, e sem contar e noutro sitio do seu corpo, (felizmente ainda assim) o Herpes Zoster voltou. Dá dores horríveis e parece que essa zona está a ser queimada...permanentemente, com um ferro em brasa. Deve-se o facto a que o vírus se aloja no nervo... Daí as dores e essa sensação...

Rita não desanima nem atira com a toalha ao chão. Até porque e até agora, o seu mau estar, embora sendo bastante, não é tão elevado como da vez anterior...

Rita vai tentar que esta situação se resolva; e só espera que tudo termine breve e em bem. Nada de dramas, nem desesperos...

Rita não acredita no destino, nem em fatalidades; mas de facto, de vez em quando, Rita “atrai” o azar. Lá isso atrai mesmo!

Talvez até nem existam bruxas, mas devem existir bruxedos! Devem, devem...

- E logo agora que Rita está para ir de férias!...

...

Continua

sinto-me: sei lá!
publicado por mcm às 10:49
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

«O diário de Rita»...

 (continuação)

...

Rita não gosta de fazer malas quando vai de férias! Detesta andar pelos aeroportos, e entre trajectos, a arrastar uma infinidade de tralhas, que, só lhe criam desconforto, peso e despesa. Por isso, desde há muitos anos, quando Rita viaja, leva sempre e só, o mínimo e o indispensável... e, se for necessário, por lá, por onde andar, faz compras. Quando regressa a casa, Rita quase sempre traz mais, do que aquilo que levou. - Ou não! Já aconteceu, Rita dar as suas coisas e voltar com quase nada, dentro dos seus sacos... Mas isso foi por outros motivos e deu-lhe muita alegria!

Quase a cortar com as rotinas e tarefas diárias... Rita elabora, numa folha de papel, (enquanto está sentada num café, onde aguarda o seu namorado) uma lista exaustiva de coisas que terá de levar e usar quando partir em férias...

- Rita irá de férias e terá que “programar” as malas com roupas para frio, lá dentro!

Não é uma ideia muito apetecível, dita assim, num dia em que temos temperaturas amenas e o sol brilha por todo o sítio... e a maioria das pessoas gosta e aprecia isso...

Mas Rita, adora o frio e as paisagens fustigadas pelas temperaturas baixas, os nevões e as invernias... - Quase a implorarem a atenção e presença de humanos! Do seu calor e do seu carinho!

Ninguém é assim e ninguém gosta de frio! Mas Rita gosta! Rita não pretende ser excêntrica! Diz a verdade quando afirma preferir o frio seco, e as paisagens de Outono e de Inverno e de Primavera... (por esta ordem)...

- O Verão deixa-o para o fim, na sua lista de preferências. Do Verão ama-lhe a luz, os dias grandes... e pouco mais. - Ama-lhe também a pouca roupa que exige, mas não chega, ainda assim, para viajar para sítios de calor...

 Mas Rita vai para o frio, e, por isso, terá de organizar uma lista com camisolas quentes, casacos quentes, sapatos quentes e tudo o mais - nesse género e texturas. Gostos são gostos! - Rita gosta do frio, das roupas quentes e do Outono; de uma lareira, de um vinho tinto, de castanhas assadas... de exposições, de monumentos, dos teatros e de sair à noite... Tudo isso em férias e num país onde já esteja frio... No Outono do seu contentamento!

Mas as malas atafulhadas de roupas quentes e grossas são uma cruz, demasiado pesada, e que Rita não gosta de carregar e se dispensava, até, de carregar... Mas...é inevitável.

- Enfim, todo o prazer acaba sempre por ter a sua dose, (pequena ou grande) de sofrimento: antes, durante, ou depois!

Ir para férias é um enorme prazer... Fazer e carregar as malas é uma seca...

...

Continua

sinto-me: optimista
publicado por mcm às 10:34
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Domingo, 13 de Setembro de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

“Ela é inexcedível e fantástica... e uma mulher inspiradora!

É uma das melhores pessoas que podemos ter o prazer de conhecer!

Ela é a pessoa mais atenciosa que imaginar se possa. Sem ser lamechas ou servil, ela é uma das pessoas mais carinhosas que consigamos prever; e é eficiente e inteligente e preocupada com os outros.

- Aquelas coisas que nos caem bem e que jamais ousáramos exigir, fosse a quem fosse, ela lembra-se delas, e, por sua iniciativa e grande generosidade de alma, presenteia-nos, quando menos contamos, com elas.

Ela é daquelas pessoas que tem prazer em dar e nunca pede nada para si. Dá daquilo que mais gostamos: carinho e atenções e presentes.”

(Rita tece estas considerações, verdadeiras e elogiosas, acerca de uma Amiga que, nunca pára de a surpreender.)

Rita pensa ir de férias um dia destes...

Essa Amiga, além de lhe comprar o bilhete, para que Rita não tivesse “engulhos” com a operação na net, ainda a surpreendeu, enviando-lhe um TLM, carregado já, com dinheiro; com o PIN e com o número dela, colados no verso do mesmo, mais o carregador respectivo; para que, quando Rita aterre nesse país, para onde viajará - e, enquanto lá permanecer - possa gastar menos em comunicações; internas e externas.

- Rita nem conseguiu agradecer, devidamente, e até agora, tal gentileza de alma e nobreza de atitude. Jamais Rita esquecerá este mimo que a pôs tão feliz e a surpreendeu absolutamente. É uma surpresa que Rita amou, mas que lhe provoca, ao mesmo tempo, uma enorme comoção interior. Ficou deveras emocionada!

Quando nos dias mais sombrios, Rita desacredita do Mundo, pára um pouco, respira bem fundo e lembra esta boa Amiga. Lembra como ela é um «Ser» bom e tão transparente. Muitas vezes, é com estas coisas que Rita ganha forças para enfrentar os seus momentos mais agrestes.

Ela não sabe o bem que Rita lhe quer e a motivação que lhe traz a sua tão inspiradora, beleza interior...

- O Mundo seria bem diferente com mais pessoas destas por aí!... (conclui Rita ...)

...

Continua

sinto-me: INSPIRADA
publicado por mcm às 11:03
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

 “Em Setembro mudo de ares!”... (pensa Rita após desligar o telefone...)

Acabou de planificar as férias... - Tudo marcado, tudo previsto; tudo agendado: por cá e para lá!

Entretanto, Rita consciencializa que fez mal. Não devia ir! Precipitou-se!

Rita pensa então em três coisas, que lhe vão retirar algum prazer à viagem... e às merecidas férias:

1- Pensa que não gosta de andar de avião. Pensa em como sofre de claustrofobia e fica sempre, em pânico, quando entra dentro de um ambiente fechado; e em como tem que se superar, para controlar esse pânico. Só depois de o avião estabilizar, lá no alto, consegue abstrair-se... mas, nos passos que se antecedem a essa etapa, Rita sofre e, até tem falta de ar... Pensa em como tudo isso é, uma coisa muito dura, para Rita!...Um massacre psicológico!

2- Pensa na gripe - A e na eventualidade de um contágio! Pensa em como é desagradável adoecermos quando estamos num país onde tudo nos é estranho! Como é horrível irmos para passear e divertir-nos e ficarmos, de cama, no hotel ou no hospital, sem ninguém mais amigo para nos cuidar!... Rita já viveu cenas destas e são do pior que já viveu!... São um massacre e uma violência.

3- Pensa ainda que, não poderá votar! Rita não gosta de falhar estes actos de cidadania. Pensa que depois, se sentirá excluída da decisão... Especula:

-E depois se o Sócrates ganha?!... Sente-se culpada e sem desculpas... Sente-se massacrada das ideias, por não poder votar!

- Rita terá agora que digerir, como puder, estas contrariedades...

A da claustrofobia, sendo a pior, é controlável, talvez, com um ansiolítico.

A da gripe, pode ser que não a atinja! Mas se Sócrates ganha as eleições, Rita ficará, mais quatro anos, inconsolável e isso é, péssimo e é, muito tempo para estar assim...

- A ver vamos! (Pensa Rita enquanto planeia desistir... “inventando” mais desculpas...)

Para já, está tudo marcado e depois, logo se verá...

...

Continua

sinto-me: apressadíssima...
publicado por mcm às 10:39
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

UMA CANÇÃO PARA SONHAR... (3)

 

DALIDA

«BESA-ME MUCHO...»

 

http://www.youtube.com/watch?v=AUjinSC1ZNU

 

http://www.youtube.com/watch?v=xE4dH0IE-xc

 

HÁ IMENSAS VERSÕES DESTE CLÁSSICO. GOSTO DE ALGUMAS DAS QUE CONHEÇO E, GOSTO DESTA, NA VOZ DE DALIDA. GOSTO MESMO MUITO!

DALIDA POVOOU A MINHA JUVENTUDE DE SONHOS, CANTADOS NOS POEMAS DAS SUAS CANÇÕES.

HOJE DEIXO AQUI AOS MEUS LEITORES, ESTA CANÇÃO, COMO TESTEMUNHO DA BOA MEMÓRIA QUE GUARDO DE DALIDA...

- E PORQUE "RECORDAR É VIVER" VIVAMOS ENTÂO!

 

sinto-me: apressada!
publicado por mcm às 14:48
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Domingo, 19 de Julho de 2009

«O diário de Rita»...

(continuação)

...

Aos domingos Rita gosta de colocar as ideias em ordem! Gosta de arrumar a cabeça e a agenda. Programa-se mentalmente, para o seu futuro próximo.

Vendo bem, pensa ela, as coisas até não estão assim tão más!

Rita fala consigo mesma e teoriza sobre férias...

- Com este tempo tão instável e tão pouco generoso em dias gostosos, que nos permitam fazermos coisas gostosas; com as filas para a Costa aos fim-de-semana, e que desesperam, os que como ela, detestam filas; as férias longe de Lisboa seriam uma muito boa opção. Seriam um pedaço do Paraíso, por antecipação. Um pedaço do Paraíso, por conta e a crédito...

Então Rita imagina-se, numa quinta com árvores frondosas e aonde corra um rio por perto. Rita imagina-se a fazer as malas, com pouca coisa dentro e a meter-se no carro e a partir... Talvez para o Sul de França ou, para o Sul de Espanha, ou Sul de Portugal... Vê-se a parar, aqui e ali, e a rir-se com o namorado e a arreliar o namorado e a fazer as pazes com o namorado... e a voltarem para o carro e a continuarem viagem; com ele a conduzir e ela a contemplar a paisagem e a deliciar-se com tudo o que vê!

- E estas coisas são férias também, pensa ela.

Rita em férias, nunca está amuada nem deprimida nem cansada! Rita ama a liberdade que as férias lhe trazem... Parar quando quer; relaxar onde quer; comer, beber e “flirtar” - o tempo todo.

Rita adora viajar de carro. Conduzindo ou deixando-se conduzir.

Rita desistiu de aviões! Tem claustrofobia e detesta não poder abrir a janela...

Rita tomou então uma opção: - Irá para o Sul de França, em Setembro ou talvez...

...

continua

sinto-me: mt bem
publicado por mcm às 10:53
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Sobre datas festivas...

As datas festivas são boas, essencialmente, para rever amigos, quebrar rotinas, ver coisas diferentes, gastar dinheiro, e, saborear com agrado iguarias que enchem as mesas onde nos sentamos, horas a fio, conversando, petiscando, beberricando... mandando as dietas e restrições a esse nível para bem longe!

Tudo isto sem pressas, sem compromissos pendentes, sem termos por perto aquele rol de gente que no dia a dia nos cerca ou cerceia a espontaneidade - usufruindo por isso das coisas e fruindo o tempo de que dispomos, numa amena e deliciosa cavaqueira; entre outras coisas.

As datas festivas, celebradas como eu as celebro, são muitíssimo revigorantes! Servem para deixar o tempo acontecer, sem lhe ligar nenhuma, a não ser na hora do regresso – impossível de protelar.

- Estou a sós com quem gosto, fazemos o que nos apetece e rimos, com e sem motivo. Descontraida e saborosamente!

São dias mesmo de festa!

 

sinto-me: very well
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publicado por mcm às 19:13
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Notas soltas...

Almocei com amigos...

Rimos, contámos chalaças, trocámos pequeninos pacotes de bombons da “HUSSEL”, voltámos a rir-nos, voltámos às paródias e, por fim, demos uns beijitos repenicados uns aos outros, desejámo-nos Boa Páscoa e dissemos em conjunto:

- “Bye, até segunda-feira e vão com calma!”

Já no carro, as notícias que mal ouvia, falavam de polícias que têm salários penhorados por dívidas dos mesmos, mais uma conversa sobre os seus rendimentos de miséria, devidos à pessima remuneração que auferem...

Desliguei o rádio e continuei a condução sem pressas nem horários!

Dei comigo a pensar:

- Nada como não fazer nada!

 

sinto-me: em paz
publicado por mcm às 21:02
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