Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

HÁ DIAS EM QUE PENSO ASSIM...

 

Basta um pequeno desconforto, uma pequena dor, para nos tirar a alegria... e nos fazer pensar só cinzento.

Tomamos um comprimido e achamos que depois tudo voltará ao normal:

- Que se há sol vemos o sol;

- Que se não há sol o veremos, ainda assim.

Mas um pequeno desconforto fisico repercute-se, negativamente, na forma como nos encaramos e vemos os outros.

Hoje tudo me parece sem graça; cansativo; estúpido; chuvoso; à beira de um qualquer buraco aonde, todos se poderiam desintegrar e deixar-me em paz e a sós comigo. Não lhes sentiria a falta e sentir-me-ia aliviada!

Hoje ainda me dói um dente. Estupidamente!

- Que teima em comportar-se com rebeldia e que me deixa desta forma - sem graça e sem paciência.

Há dias em que penso assim:

- Que vá tudo para Gabão!

Ao menos lá há casinos, aonde se ganha ou perde, tudo, ao jogo; e jogo é jogo:

- No money no funny...

Há dias só de futilidades a pairarem sobre a minha cabeça... e com pena minha não lhes consigo dar nenhuma atenção.

sinto-me:
publicado por mcm às 10:52
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Sábado, 15 de Maio de 2010

« Adeus » com tristeza no olhar...

O Papa Bento XVI esteve cá, connosco, três dias, nesta semana que finda... e, à despedida, disse-nos em tom de consideração e regozijo, pelo bom acolhimento que lhe démos, "Adeus"! Mas senti-lhe uma imensa tristeza no olhar... Talvez porque intuía que, com os seus oitenta e três anos de idade, muito certamente, para ele era mesmo um "adeus" definitivo

Adeus é uma forma de despedida que pressupõe uma partida, mas que para a qual não se prevê um regresso breve, ao sítio que deixamos para trás...

Adeus é o mesmo que até um dia! É uma forma radical e definitiva de partir...

Os nossos marinheiros, quando nas suas frágeis caravelas navegaram à descoberta de novos mundos, deixavam os seus filhos e mulheres no cais, a chorar, e todos  diziam  uns aos outros "adeus"... na incerteza de um regresso... Na incerteza da volta a esse mesmo cais...

O Papa quis homenagear-nos dizendo a nossa clássica palavra de despedida, mas eu gostava mais que ele tivesse dito:

- Ficai com Deus! Até breve.

Até porque deve ser muito duro despedir-mo-nos, aos poucos, dos sítios aonde por momentos fomos felizes: por limite de idade ou por impossibilidade fisica.

Notei no olhar terno do Papa Bento  a lucidez dessa triste realidade.

 

Ps: 1- Claro que "Adeus" também pode ser entendido como "ficai com Deus", mas não é o sentido que nós lhe atribuímos quando empregamos esta forma de nos despedirmos de alguém.

 

Ps: 2 - Também Pina Baush igualmente alemã aquando da sua última vinda ao CCB, pouco tempo antes de morrer, se despediu de nós com um "Adeus" e no próprio bailado ela introduziu essa forma de cumprimento como homenagem às nossas gentes...

sinto-me: de passagem...
publicado por mcm às 19:31
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

O "Titanic"

Conta-se que, aquando do naufrágio do Titanic, os tripulantes que seguiam a bordo, celebravam essa sua viagem inaugural, com festejos de «arromba» e que, quando o gelo do iceberg que desintegrou o navio lhe bateu no casco  abalroando-o e mandando-o para o fundo, os "festeiros convivas", numa atitude de pura inconsciência pela realidade que os cercava, quebraram pedaços desse gelo «assassino,» para fazerem mais um excêntrico brinde, com Wisky on the rocks,...ao futuro e à vida boa.

Vem este preâmbulo a propósito de que, enquanto os crentes oram, hoje, em Fátima, dando expressão à sua Fé mais que justa, os governantes e os não governantes, negoceiam entre si o tamanho da "canga" que irão atar ao pescoço do povo que ora - e do outro que não ora - e que irá para o "fundo", em breve, neste país de naufragos e à deriva.

Estamos a ser governados por Bruxelas e por Passos Coelho, e ninguém já diz nada e já tudo parece "normal," e tudo acabará, por fim, como começou:

- Perdemos a nossa soberania, quando entrámos no Euro e parecia-nos bem e bom, mas não foi.

Agora há que aguentar, pois que ninguém que é pobre é bem aceite, no convivio dos ricos, sem ter que pagar para isso e muito.

E é assim que as coisas se passam, quer oremos quer não oremos.

- A Fé nestes momentos pode animar os crentes, mas o dinheiro vai na mesma sair-lhes do bolso.

E é disso que hoje os nossos (des)governantes estão a tratar:

- Como poder «aguentar» o "Titanic" ao de cima da água por mais algum tempo.

 

sinto-me: saudosa de gente boa...
publicado por mcm às 12:13
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

O Homem

Ouvi hoje Manoel de Oliveira a fazer o seu discurso perante uma plateia de elites e  em homenagem ao Papa Bento XVI.

Manoel de Oliveira é um exemplo para todos nós.

É um homem da estética; é um homem da ética; é um homem da moral.

Tem mais de cem anos e não se verga ao peso da sua idade.

Não lhe deve ser fácil vencer-se, no seu dia a dia, nas limitações que essa mesma idade lhe imporá, inevitavelmente.

Mas ele aparece, sempre bem, activo e um digno representante das pessoas que acham que ser Português não é rendermo-nos ao «karma» da mediocridade que nos governa e dita o nosso rumo incerto, no presente.

Será sempre com homens como Manoel de Oliveira que teremos que nos identificar e arranjar motivação para fazermos de Portugal um lugar aonde nos sintamos bem.

- Aonde tenhamos orgulho de pertencer.

Sou fã de Manoel de Oliveira. Ele é o Homem que simboliza a nossa esperança no futuro.

sinto-me: a brindar aos homens...
publicado por mcm às 11:03
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

A cor do dia...

 

" Outrora, se estou bem lembrado, a minha vida era um festim em que todos os corações se abriam, em que todos os vinhos cintilavam.

... Uma noite sentei a beleza nos meus joelhos.

- E vi que era amarga.

- E injuriei-a. "

 

RIMBAUD

sinto-me: sem tempo...
publicado por mcm às 10:29
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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Os dias sombrios...

...

Todos temos dias sombrios! Em que a nossa alma fica perdida, às escuras e deslizando para o abismo.

Movimentamo-nos num labirinto, tão intrincado, tão complexo, que todos os ensaios de saída, dele, se revelam inúteis.

Em que duvidamos de nós; dos outros, em geral, e em que nos culpamos por tudo; e culpamos todos pelo que nos culpamos a nós - que é tudo...

Há dias negros dentro e fora do nosso «eu»... Em que vivemos um perfeito e incómodo “apagão”.

- Em que a luz faltou e o sol não nasceu; as velas acabaram-se e os fósforos ainda não foram inventados!... Uma mistura de eclipse, com fim de mundo! Só trevas!

São dias de sofrimento, de desilusão, de perda, de solidão absoluta.

Nesses dias estamos na «nossa concha» e vemos os “outros” como intrusos, invasores e inimigos perigosos.

- Ninguém será capaz de ter uma solução para nos salvar! Para nos arrancar de lá! ( Pensamos com ar de trágico desenlace)...

Depois, aos poucos, muito devagar e sem esperança na Esperança, conseguimos espreitar pela frincha, mais que ínfima, de uma qualquer “janela”, hermeticamente fechada e estanque, um minúsculo lampejo de um raio de luz inexistente... E então agarramo-nos a essa nova promessa, de fim de nossas trevas... E com sofrimento e pena pessoal, concluímos pelo seguinte:

- A realidade é dura e a vida, em certos dias, insuportável.

Aguenta, luta e segue em frente. Mantém-te, ao menos, à tona...

sinto-me: sei lá!...
publicado por mcm às 12:26
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Devaneios e felicidade...

Hoje sinto-me alegre e desanuviada, por dentro, de mim!

- Com aquela sensação que nos invade e possui, quando em redor de nós e dentro de nós, as coisas estão harmoniosas e nos reconfortam.

Hoje acordei sem angústias: presentes e futuras. Próximas ou distantes!

Hoje é o dia, que eu reservei para dar tréguas a mim mesma.

- Não ler jornais; não falar de crise, défice ou ganância; não me questionar sobre o que faço aqui; não me indignar com as “mal” explicadas causas, da nossa eventual “bancarrota”; não me insurgir contra os que deitam papéis para o chão; não olhar as pessoas que comem de boca aberta e falam de boca cheia; não me revoltar com aqueles e aquelas que passam os traços contínuos, como se eles não existissem ou não servissem para nada; não me ralar se o Mundo vai ou vem, acaba ou implode!

- O Mundo vai e eu vou com ele! Deixo-me levar...

Hoje sinto-me alegre, porque destinei, para mim própria, que seria assim!

Vou, daqui a pouco, mimar-me no cabeleireiro; aproveito e arranjo também os pés e as mãos; converso de coisas banais, com o cabeleireiro e a manicure; vou ás compras, depois; mato por inteiro o trabalho...já trabalhei muito!

Hoje quero estar feliz! Só e muito feliz.

- Uma felicidade terapêutica, que me dê força e energia, para aguentar mais um amanhã.

À noite, e porque é o dia da «Dança», irei assistir a um espectáculo de bailado.

Por hoje dei tréguas a mim mesma.

- Sem hesitações nem restrições, de qualquer índole, e muito menos remorsos, hoje, eu serei feliz.

sinto-me: a futilizar...
publicado por mcm às 12:34
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

O que me perturba...

Eu não estou nada surpreendida...

Hoje hesitei escrever sobre o nosso triste papel, como Nação Soberana, nas bocas do mundo, pelos maus motivos.

E os maus motivos vêm de longe e agravaram-se com este governo.

A mentira é um pau de dois bicos:

- Desculpa-nos no imediato; condena-nos quando se descobre.

Este Governo mentiu-nos ao longo de todos estes anos.

Governou para estatísticas e para eleições; e o Povo gostou e votou neles.

Eu não me identifico com a «ilusão forçada da realidade». Nem sequer vejo filmes fantásticos. Não me atraem.

Sou uma convicta da verdade das coisas.

- Estou doente? Digam-me qual o diagnóstico e o prognóstico e o tratamento que devo e tenho que fazer. Se me salvo ou se morro e quando, para me preparar...

Há imenso tempo que, fazendo umas contas de mercearia, que são as que eu sei fazer, tinha visto esta coisa simples:

- Como pode um povo inteiro acreditar que é rico, se quase tudo o que gasta lhe não pertence, verdadeiramente? Se quase tudo o que tem, o deve, e ainda o não pagou e, em muitos dos casos, nem sequer tem com que o pagar?

Como pode alguém, como eu, entender que lhe congelem o décimo terceiro mês, lhe reduzam salário, lhe aumentem impostos, se jamais contribuiu para a ruína financeira e económica do seu País? Se jamais foi desleixada, oportunista, ou deslumbrada com o seu trabalho e  muito menos com o seu dinheiro?

Hoje, lá para mais tarde no dia, certamente, todos saberemos que, "por fim e a contragosto", o Governo «viu a nossa crise». Que estamos na ruína e que a galinha pode acabar de dar ovos.

Irão comunicar-nos que agora "todos" teremos que pagar.

E eu pergunto:

- Todos quais?

E é esta resposta o que me perturba - neste momento, e no futuro.

sinto-me: livre, até ver...
publicado por mcm às 12:13
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Diário de Rita.. hoje vou dar cabo da «setôra»...

...

Rita vestiu-se de primavera, saiu de casa mais cedo, e foi sentar-se numa esplanada a fazer horas. Rita gosta de ser pontual e hoje havia greve!

Pediu um café duplo, uma água fresca e pôs-se a observar as pessoas que passavam, apressadas, na sua frente, a caminho do trabalho, das escolas ou das compras...

Rita reteve, então, uma imagem “diferente” na sua cabeça!

Àquela hora, tão matinal, Rita viu passar, à sua frente, um par de duas jovens, de uns catorze anos de idade, de mochilas às costas, com a farda de um colégio, conhecido e caro, vestida, e que pararam ali, bem perto de si, falando uma para a outra, alto e bom som, dizendo assim:

- Hoje vou dar cabo da «setôra». Hoje não vou estar ali, na sala, com ar de betinha, só porque ela quer! Vou ficar a falar com as outras e a provocá-la. Não suporto aquela «gaja». E se ela me provocar ou me castigar, melhor! Venho cá para fora e telefono à minha mãe a fazer queixa dela; e ela vai lá falar com o Director para a mandarem embora!...

Rita ainda ouviu a outra dizer-lhe:

- “Tem calma que já estás queimada com ela... ainda te chumba”!

E foram -se dali: na galhofa e prontas para «aprontar»...

Rita pagou o seu café e a água e abençoou ter tido um Pai que a soube educar; e que lhe soube impor limites que a tornaram numa pessoa decente e equilibrada e educada.

Hoje em dia, o dinheiro, de algumas pessoas, é-lhes mais nocivo que uma arma que não saibam manejar. Usam-no para terem acesso a tudo, menos à sua evolução pessoal: como seres educados e decentes. E, ainda por cima, não educam os seus filhos porque acham que isso não é necessário! Ter dinheiro chega-lhes!...

E acham-se com direito a tudo e donos de tudo.

- Uma miséria de gente! (Pensou Rita para concluir.)

...

sinto-me: a contar coisas...
publicado por mcm às 11:12
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Eu não celebrei o 25 de Abril

Hoje sinto-me aliviada! Eu não celebrei o Vinte e Cinco de Abril!

Era domingo: e domingo é domingo... dia de descanso e de pausa decretados pelo calendário... Para mim chegou-me!

Eu não celebro o 25 de Abril porque não vejo, hoje em dia, nenhum motivo.

- Não que eu não goste de que tenha havido o Vinte e Cinco de Abril! Não que eu não goste de Liberdade! Mas isso é um pressuposto que foi, em grande parte, subvertido.

Aquele espírito festivo que se viveu, nos idos anos setenta e oitenta, e que era baseado na Esperança e na hipótese de fazermos um “País Novo” - mais justo e mais a “nossa casa comum”- esboroou-se e deu neste “pântano” em que alguns ainda têm  a cabeça de fora, outros estão atolados, e, uns outros, os eleitos, pairam acima e ditam as regras de funcionamento e disfuncionamento, no país dos nossos desencantos, injustiças, pobreza, mediocridades, invejas, comissões de inquérito, «casos» e mais«casos», e onde a nossa divida nos envergonha e não sabemos como a pagar.

Eu não celebrei o 25 de Abril, porque não vi, no contexto actual, qualquer motivo para o fazer!

Sei que entraram cá, ao longo dos anos, milhões e milhões de euros, que poderiam ter feito de nós um País desenvolvido; sei que há imensa gente rica sem qualquer justificação; sei que a corrupção e o enriquecimento ilícitos quase nunca são punidos; sei que as assimetrias sociais são cada vez mais e maiores. Conheço até, algumas pessoas que, pese embora terem trabalhado para a causa comum, de uma forma honesta e empenhada, neste momento vivem do subsídio de desemprego e, algumas estão numa enorme depressão e com vergonha pelo seu fracasso, de que não são culpadas.

E por estas e outras assim, todas semelhantes, eu não celebrei o 25 de Abril! Senti-me constrangida e envergonhada, pelo fracasso social que deixámos instalar, neste “País de Abril,” deprimido e endividado e quase na falência...

Até pensei mais o seguinte:

- Alguém celebra uma enfermidade, grave, ou os fracassos, de um ente querido? Alguém, lúcido, hoje em dia acha que a vida é bela e o seu futuro risonho? 

sinto-me: a pensar bem...
publicado por mcm às 11:05
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Domingo, 25 de Abril de 2010

Ser jovem e sexualmente madura...

Bateste-me à porta do meu quarto, onde eu sentada na cama e sem sono, lia os jornais. Entraste e pediste-me para conversarmos!

Era quase uma hora da manhã e disse-te que sim; que te sentasses, ao pé de mim, na cama e me dissesses o que te preocupava - ou não - para vires assim, àquela hora, conversar comigo.

Tu sentaste-te, então, e, de rompante, atabalhoando as palavras e sem sequer respirares, lá foste dizendo o que me vinhas contar:

- Que a tua maior amiga estava grávida; que tinha dezasseis anos; que não sabia o que dizer aos pais; que não sabia o que dizer ao namorado; que não sabia o que fazer com aquela gravidez!...

Vi no teu rosto, jovem e lindo, um traço sincero, de angústia pela angústia alheia, e tentei serenar-te.

- Perguntei-te o que seria adequado eu fazer.

Disseste-me que nada. Só ouvir-te e dizer-te qualquer coisa para dizeres à tua amiga, que até andava a pensar fugir, sabe-se lá para onde...

Disse-te que lhe aconselhasses falar com os pais; com os dois ou só com um, dos dois - o que lhe fosse mais próximo; que estar grávida, com dezasseis anos, não é um crime, mas é um grande problema, que tem que resolver... e com ajuda dos pais e conhecimento do namorado; que é cedo para ser mãe, mas que não é o fim do mundo; disse-te o que senti naquela hora - tristeza por ela !

Perguntei-te ainda, se alguém mais sabia dessa gravidez, da tua amiga... e, respondeste-me uma coisa desconcertante:

- "A turma toda sabe, mas ninguém disse nada fora do grupo! Todos a apoiamos."

Disse-te que falasses, então, com ela, e que era a hora de ela resolver contar aos pais.

Deste-me um beijo e foste dormir.

Meia hora mais tarde espreitei à porta do teu quarto... e vi que dormias tranquila.

Fui-me deitar, de novo, e pensei:

- Ser jovem, ser mulher, ser sexualmente madura, e fazer tudo bem, sem nos prejudicarmos, é um milagre! Quando isso nos acontece, nem nos damos conta dos riscos que corremos e das coisas determinantes, para o nosso percurso de vida, de que nos escapámos - muitas das vezes - só por mero acaso...

Fechei a luz e custou-me a adormecer.

sinto-me: a olhar o dia...
publicado por mcm às 13:46
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Sábado, 24 de Abril de 2010

Lê ao menos este email...

...

Pois é! Agora tiraste-me as palavras e reduziste tudo, a um misterioso silêncio: desagradável e sem fim à vista.

Que posso eu dizer-te para te confortar, e ajudar a aliviar, tanto sofrimento?

Dizes-me que não dormes; que acordas a meio da noite com suores frios; que te sentas na cama com medo e um aperto no peito; que te levantas a ver se te acalmas e voltas, depois, a poder dormir, mas não dormes; dizes-me que ela não te sai da cabeça; dizes-me que te deixou, chamando-te nomes feios e se foi, com outro; dizes-me que não és merecedor dessa depressão, que, aos poucos, te rouba a vida; que deixaste de sair; que mal o trabalho acaba te metes em casa, a pensar nela; que estás obcecado e que não queres ajuda...Que não lês e não ouves música!

Eu olho-te, com todo o respeito e amizade, que te tenho e me mereces, e, francamente, entendo-te, mas não sei que te possa fazer, para te remover desse estado, perigoso e auto destrutivo, em que te meteste...

Então atiro para o ar, a ver se pega:

- E se fossemos jantar e conversar mais um pouco: sobre ela e sobre ti?

Tu hesitas, mas dizes-me que não; que só podes pensar «bem,» nela, a sós!

Eu despeço-me e digo-te duas ou três palavras banais:

- “Cuida bem de ti. Agora tenho de ir...”

Acho que já nem me ouviste a fechar a porta... Sei que estavas morto por ficares só, e mais com as tuas lamentações.

A tua depressão deprime-me, aflige-me, preocupa-me; e não sei que faça, mais, para te ajudar...

Lê, ao menos, este email. Procura um médico.

sinto-me: de saída...
publicado por mcm às 13:23
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