Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

SEM CHAMA NA NOSSA CAMA...

Ultimamente dávamo-nos mal!

- Discutíamos por quase tudo; implicávamos, um com o outro, só por implicar; aproveitávamos o estar com amigos, para nos desconsiderarmos, mutuamente.

Tínhamos encetado o nosso caminho, para o abismo.

Estávamos com oito anos de relação!

- Uma relação com altos e baixos; com dias bons, maus, e assim assim.

Agora estávamos saturados um do outro; perdêramos a vontade de nos encantarmos, um com o outro.

E, na cama, estavamos uma completa desgraça:

- Éramos  ainda, relativamente, jovens mas nada de jeito acontecia na nossa cama. Parecíamos duas figuras de filme, na quarta idade!

Na cama éramos uns perfeitos centenários! - Sem chama alguma.

Quando muito, de longe em longe, ainda tentávamos fazer algum sexo, saía mais uma frustração! Uma humilhação para os dois.

- Eu recriminava-te pelo nosso insucesso; tu não me respondias; e recriminavas-me com o teu silêncio. Quase nunca, já, tínhamos prazer, um com o outro. Já muito raramente nos desejávamos. Já nem desejo tinhamos, quase.

Eu vivia dias, de uma tristeza infinda, depois de sermos tão fracassados, na cama.

Ficava a julgar-me uma "coisa" sem jeito algum. Uma velharia que já não prestava para motivar um homem, para o sexo; para me lisonjear; para me considerar "objecto" da sua paixão.

Foi assim que o meu olhar foi ficando, mortiço; foi ficando, sem brilho; foi ficando desinteressado, da nossa vida em comum.

- Tu estares ou não estares, já não me fazia qualquer mossa!

No emprego comecei a ser desatenta; pouco sociável; menos solicita com as pessoas.

- Tu estavas cada vez mais afastado de mim...

Tinhas dias em que, julgo eu, fazias de propósito para ficares adormecido no sofá; chegavas à nossa cama de madrugada, e deitavas-te, sorrateiro e clandestino, na ponta da cama.

O nosso Inverno estava no seu esplendor.

Éramos uma "árvore" nua: com a alma exposta a todo o tipo de adversidades!

- Será que resistiremos?

- Qual será o nosso fim?

Estes desabafos não me servem de nada! Melhor fora que os conversasse contigo. Mas nós também já nunca conversamos sobre nada...

- Filmes de silêncios e pausas, é o nosso mundo! É a nossa rude actualidade.

sinto-me: triangular...
publicado por mcm às 10:29
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