Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Sempre a "última vez"...

Sim! Ainda assim, vou.

- Vou ter contigo; vestida como me apetecer; pronta para tudo. Sei que me aguardas!

Sei que me irás dizer, como sempre, que já não me queres. Que não podes querer-me. Que não está certo, o nosso amor.

E, à semelhança de tantas outras vezes, choramingas, um pouco; abrasças-te a mim; eu abraço-te também; caímos ambos a choramingar; caímos em "pecado" mais outro dia! Outro e outro dia...

- Fazemos sempre o mesmo!

Fazemos sexo, "pela última vez", de todas as vezes... Devoramo-nos nesse constante momento de "despedida", para sempre, que nunca acontece...

Na semana seguinte convocas-me, de novo.

Dizes-me, monocordicamente, que esta é a última!

E voltamos a abraçar-nos; voltamos ao "sexo de despedida"!

Andamos nisto há meses!

Nem tu, nem eu, conseguimos coragem para dizer adeus, um ao outro, de vez e para sempre, como deviamos.

- Eu não quero. Tu também não.

É este o encanto da nossa relação - precária e a "recibo verde"...

- Não temos futuro algum, mas temos o "nosso" presente". 

E viver o presente já é muito. O futuro ninguém controla...mesmo querendo muito.

sinto-me: bla,bla,bla...
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publicado por mcm às 10:57
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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Palavras adiadas...

És uma pessoa de palavra fácil? Sabes sempre o que dizer em qualquer circunstância?

Ou, pelo contrário, as palavras que ensaias traem-te e fogem de ti na hora certa?

- Abandonam-te nos piores momentos!

Eu sou uma mistura das duas coisas:

- Tanto posso ser muito assertiva e dizer tudo o que preciso dizer, como, noutros momentos mais limite, as palavras ficam-me presas na garganta e adiadas para sempre... Não me sai, rigorosamente nada daquilo que devia ser dito.

Esta conversa introdutória tem que ver com esta música que escolhi para nós todos.

É um sucesso antigo mas que tem uma melodia muito agradável e que, na letra da canção, fala das dificuldades do discurso nas coisas do amor...

Há coisas que se dizem melhor cantando-as!

Eu gosto de trautear esta canção quando estou numa discoteca e ela passa e o meu par é alguém a quem nunca disse - amo-te!

- Sou uma marota pois dou um pouco de esperança ao dito e depois da música nada mais se passa.

Há que brincar em determinados momentos e aliviar as tensões.

- Achas o mesmo?

sinto-me: brincalhona
publicado por mcm às 18:25
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Campos de papoilas...

Quando estavas bem disposto era um tempo de bonança que se estendia a meus pés!

- Era um tempo de campos floridos, em dias de Maio, primaveril, algures lá no Alentejo...

Eram os tempos do vermelho, das papoilas da nossa paixão, se estender por inteiro e ao comprido, debaixo dos nossos corpos, também eles vermelhos pelo desejo e sequiosos de luxúria e prazer.

E nesses dias em que estavas bem disposto - já que nos outros estavas sempre deprimido e na fossa - eu era exactamente como sou:

- Era uma "gaiata" contente, pela vida que tem. Era imensamente feliz; era toda tua, dos pés à cabeça - da Alma; de todo o meu ser.

Fundia-me em ti. E tu fundias-te comigo e em mim.

Fazíamos, então, um amor integral. Fazíamos tudo o que quiséssemos, um com outro. Faziamos coisas e mais coisas, todas boas e loucas!

Eram os "nossos" tempos.

Depois, passados um dia ou dois, voltavas para o "teu" mundo. Ficavas de novo distante e inacessível; fechavas-te num silêncio ensurdecedor.

- Podias ficar assim, fechado em ti, uma semana; um mês!

E eu, durante esse tempo funesto e agressivo - para ambos - vivia ao teu lado, como uma "marginal".

- Fazias-me sentir como uma "coisa" a quem não se dá a mínima atenção; importância; sentido algum. Que não serve para nada.

Depois, num dia qualquer, entravas em euforia; beijavas-me; faziamos sexo; repetiamos mais  e mais; davas-me de novo tudo o que eu gostava em ti. Parecias tu de novo.

Com os anos as coisas foram piorando para nós...

- Tu cada vez mais soturno e por mais tempo; eu cada vez mais impaciente com a nossa vida inconstante.

Inevitavelmente, separámo-nos, a teu pedido.

Eu só não o tinha ainda feito, por pruridos morais. Não queria deixar-te assim doente!

- Acho que fiz bem. Ao menos não carrego esse peso na minha consciência.

Hoje sou, sempre e todos os dias, alegre. Foi isso o que ganhei com a separação. E foi muito.

Vejo campos de papoilas, floridas, em toda a parte, em qualquer dia do ano.

sinto-me: de chegada...e de saída...
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publicado por mcm às 10:38
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