Sábado, 11 de Dezembro de 2010

...RENASCER...

Já alguma vez sentiste que "bateste" no fundo? Que para ti se fechou um ciclo e que não descortinas novos horizontes?

- Que fizeste com esse teu momento, mau, de desafio pessoal?

- Ficaste inerte? Ficaste assistindo de fora, entregando-te à tua derrota? Deixaste-te "morrer" cada dia mais um pouco?

Ou, pelo contrário, ergueste a cabeça e olhaste, mais uma vez, as estrelas? Renasceste.

Sabes que devemos olhar sempre em frente ou para cima?

- É um sinal de que procuramos algo de diferente; que nos transcenda; ou nos acrescente, ao que já somos, alguma coisa nova...

As pessoas deprimidas e sem expectativas, olham para o chão. Repara nisso quando estiveres sentada/o num local, aonde passe muita gente.

- As pessoas quase sempre olham para o chão! Para a ponta do seu sapato...

Eu gosto de caminhar de cabeça erguida; de olhar de frente as pessoas e as coisas ; e, se for caso disso, gosto de olhar para cima - para o mais alto e mais longe que consiga. Nunca me seduz o que está muito ao pé; no chão; em meu redor... Não me seduz o que já conheço e sei de cor.

Vem isto a propósito da música que escolhi para ti.

Eu sou fã absoluta do compositor;cantor; músico, Jorge Palma. Sou fã da sua sonoridade e da sua poesia. Sou fã do seu "nonsense".

Abre este vídeo, por favor.

Assiste a um grande momento de  inspiração de Palma.

Pensa em como ele conseguiu o que conseguiu, porque olhou em frente e para cima.

E o "pessoal" agradece-lhe; reconhece o seu valor, enorme, nesta  "paisagem deprimida" que é, quase sempre, este nosso país!

Ps: Vá! Toma conta de ti como deve ser. Faz tu os teus bons momentos.

sinto-me: up!
publicado por mcm às 18:28
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Paixão funesta...

Sem hoje em dia, ainda, compreender bem porquê, eu amei-te; com um amor imenso; doentio; obsessivo.

- Por ti eu vivi uma paixão simples, porque sem futuro. Uma paixão funesta!

Foste aquele homem por quem me apouquei; por quem me reduzi a um ser inferior.

Hoje que já não te amo; e que a paixão morreu; eu sinto pena de mim.

Sinto pena porque sofri; deixei-me manipular; compreendi, tarde, que estava no caminho errado; e que isso seria um desastre, com consequências trágicas, para mim.

Ainda agora, que te recordo, com alguma distanciação, eu me interrogo, como, sendo eu como sou - uma pessoa que tem de si mesma, uma ideia positiva - repito, me interrogo, como fui eu obcecar-me por ti?!

E neste momento, de lucidez tardia, eu chego á conclusão seguinte:

- As coisas, em determinados momentos ultrapassam-nos. Talvez porque estejamos mais vulneráveis; talvez porque sejamos muito vulneráveis.

E nessa circunstância de estado, contituimos uma oportunidade de assalto, externo, ao nosso ideal emocional, seja por quem for.

Contigo eu pensava que estava no topo da minha felicidade; e nada era assim.

Contigo eu só fui feliz porque eu quis acreditar que era feliz.  Contigo eu nunca recebi nada, de ti, que ainda possa guardar em mim! Nada.

- Não recebi carinho; não tivemos sexo interessante; não retive nenhuma das tuas conversas; nenhuma das tuas ideias, todas opostas às que porfio; nem a tua cara já me é familiar.

Então eu me interrogo, agora, neste exacto momento:

- Porque fui eu achar-te superior a mim; porque fui eu obcecar-me por ti; porque me fui eu subestimar, a mim, para te valorizar a ti?

Confesso que a única resposta possível; que honestamente me ocorre dar, é esta:

- Por algum tempo eu endoideci.

Felizmente que voltei ao normal; se é que o "normal" é gostar mais de mim, que de ti.

- Por onde andarás, hoje, em dia a disseminar a tua vulgaridade?

- Como fui eu capaz de te achar superior a mim, e subestimar-me tanto?

Coisas para um bom psiquiatra dissecar, num divã, aonde me deite, algum dia?

Talvez. Hoje divaguei assim... Amanhã logo se verá.

sinto-me: a divagar...
publicado por mcm às 10:23
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Já alguma vez viste a chuva? (CREEDENCE)

És uma pessoa que preza o conforto? Que acima de tudo só vê o seu bem-estar? A sua "vidinha"?

Ou, pelo contrário, és mais de te preocupares com os outros? Mais de actuares em favor dos outros?...

- Daqueles "outros" que, ao fim do dia, caminham sem uma chave na algibeira; que abra uma qualquer porta, aonde se possam abrigar... Aonde alguém os espere. Aonde haja uma sopa quente...

Eu gosto muito de conforto. Aprecio imenso as minhas coisas e sinto-me bem em casa; e nos locais aprazíveis que me vão dando abrigo durante o dia, por onde tenho de andar - a trabalhar ou a conviver.

Mas "os outros"; aqueles que enfrentam a adversidade e a falta de expectativas , preocupam-me e entristecem-me. Para eles a "tempestade" nunca acaba.

Por vezes tento ir falar com eles; levar-lhes algo de meu:

- Uma conversa; umas coisas de vestir; umas coisas para comer; e atenção.

Essas pessoas adoram atenção e conversa.

E tudo isto que escrevi serve, unicamente, para te deixar uma música, que me traz apaixonada desde que a ouvi pela primeira vez, há alguns anos!

É dos "Creedence Clearwater Revival" e convida-te a pensares nas coisas.

Já imaginaste que a chuva, num dia de sol, pode ser uma bênção para ti? Um recreio inesperado?...

- E, pode, ao mesmo tempo, ser uma condenação para quem não tem nada e se molha? E tem que enxugar a roupa no corpo?

E no Inverno? Quando estamos quentinhos na cama e chove lá fora ?...

- Já pensaste nos que dormem em vãos de escada? Em cartões? Em cima de mármore - literalmente?

Pois é! De vez em quando devemos sair da nossa zona de conforto; devemos ir contactar outras realidades...

Aí se verá e aprenderá como a vida de alguns é dura, e, ainda assim, levantam-se todos os dias para a viverem.

- Caminham dias, sem destino; deitam-se aonde calha; dormem, ou não; e sempre assim... A tempestade nunca morre.

Pensa nisto, por favor.

Ps: Abre o vídeo; ouve os Creedence; pensa no poema que eles cantam. 

sinto-me: a dizer a verdade...
publicado por mcm às 18:18
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Sou uma pecadora?...

Quando me vias mais triste, tu, como eras um homem sincero e muito meu amigo e muito apaixonado, por mim, tentavas, com o teu sentido de humor e grande oportunidade, tirares-me dessa zona de desconforto, momentâneo, em que me encontrava; e, com um tom, algo irónico, dizias-me assim:

- "Pequenina"! Olha para mim, olhos nos olhos; e fala-me da tua juventude: fala-me dessa época em que eras uma "teenager" à solta, pelo mundo das descobertas...

E eu, com olhos brilhantes, olhava-te e respondia-te assim:

- Não posso falar-te disso! É pecado. E ria-me e fingia-me apavorada, ao mesmo tempo.

E tu enveredavas pelo tema e retorquias:

- Pecado? Como assim?

E eu desbobinava, já descontraída e na brincadeira...

- Aonde eu cresci, para a Vida, tudo era pecado!

- Pensar era pecado; pensar em homens era pecado; vestir minissaia era pecado; andar, a bambolear as ancas, era pecado; sentir desejo era um grande pecado; ter alegria, com coisas fúteis, era pecado; rir alto era pecado; ser atiradiça, era um pecado mortal; falar com rapazes era um grande pecado; dançar, agarrada a um rapaz, era motivo para excomunhão...

E, como vês, a lista vai longa e ainda não acabei. Nesta lista, a palavra sexo era, uma desgraçada, "asneira," impensável - de ser dita; feita; imaginada. Sexo era uma palavra maldita. Colocada no "index" do léxico oficial, pelo regime. 

E assim, desta forma que te conto, vê tu, meu querido, como a tua "Pequenina", sem o saber, viveu em pecado, na sua juventude. Juventude essa, mais que recatada à força...

No entanto, os meus maiores pecados eram os da desobediência; da subversão dos conceitos, morais, impostos; da rebeldia.

- Sim eu era rebelde! Usava minissaia, quando tirava a farda do colégio; conversava com rapazes; pensava em beijos que nunca dei; e mais não ousava pensar, nem fazer porque temia as consequências...dos que mandavam em mim.

Era uma pecadora oficial, sem o saber. Era uma pecadora sem pecados.

E por causa disso tudo, eu, hoje em dia, sei que faço muito do que gosto e me dá prazer, pelo prazer que sinto, em transgredir. Em pecar.

- Da minha juventude eu guardei, até hoje, uma enorme atracção pela transgressão.

Se peco ou não, não o sei. Hoje em dia eu não acredito nem em Deus e nem no Pecado.

Mas, ainda assim, nunca fui presa e nunca matei nem roubei ninguém. Também não invejo; nem vivo sem trabalhar.

- Serei, mesmo, mesmo uma transgressora e uma pecadora?

E tu rias-te; e tu acarinhavas-me; e eu esquecia-me de que estava triste; e se sexo é pecado, nós íamos pecar, pecar, pecar... a seguir, até nos cansarmos...

sinto-me: uma santa!
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publicado por mcm às 10:42
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Viagem à (minha) infância...

Como foi a tua infância? Foste feliz quanto baste? Foste uma criança despreocupada e com tudo o que precisavas? Foste amada?

- Ou, pelo contrário, não guardas, da tua infância, boas recordações?

Sentes défice de amor; défice de liberdade; défice das coisas que te teriam dado prazer, mas  que nunca tivéste?

Eu sinto imensa saudade da minha infância:

- Tinha muito mimo; tinha as coisas que me davam alegria; tinha liberdade, quando não estava no colégio, aonde era aluna interna...

Mas, também guardo boas recordações, dos colégios aonde andei - (sempre da mesma Ordem de freiras) - desde os seis anos, aos dezassete.

Eu tive uma infância, que muitos apelidam, de privilegiada; embora com muitas exigências, tanto a nível comportamental; educativo e de complementos educativos.  Quase nunca tinha horas "só" para brincar! As horas eram todas ocupadas com aulas; estudo; actividades extra-curriculares...

- Piano; pintura; canto; ballet... E assim eu "cresci" de todas a maneiras e em todas as direcções...

Vem isto tudo a propósito de que, hoje, escolhi para os visitantes deste meu blog, uma canção que me emociona.

- A música emociona-me; o poema desfaz-me por dentro; o seu autor, Charlie Chaplin, faz-me arrepiar; e, Michael Jackson, canta-a com o sentimento de quem teve uma infância dura e sonha com essa nostálgica possibilidade em adulto...

Eu amo esta canção; tenho paixão estética por Michael Jackson; adoro o excerto do filme de Chaplin, aqui reproduzido.

Se gostas de coisas emocionantes dá uma espreitadela ao vídeo e recorda a tua infância - pela positiva e com saudade.

Quer tenha sido boa, ou menos boa, faz essa viagem esta tarde... Sonha e evade-te.

- Viaja pela tua infância feliz...

sinto-me: lá aquelas coisas...
publicado por mcm às 18:23
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Um "daqueles" dias: de tudo e com tudo...

Hoje vai ser um "daqueles" dias!

- Vai ser um dia de festa; de amor; de borga; folia, até às tantas.

Tu fazes anos e eu convidei-te para celebrarmos, em minha casa, essa data, mais que importante, da tua e da minha vida. Das nossas vidas gostosas.

Hoje vou embelezar-me para ti; vou colocar uma lingerie provocante; uma lingerie que tu gostas; vou surpreender-te na cama; e fora dela.

Já deixei a mesa posta com todas as minhas mais lindas "coisas":

- Toalha de linho e guardanapos a condizer; flores; pratos de porcelana inglesa; copos de meio cristal; talheres requintados, mas não de prata...

(Não tenho talheres de prata! Não os herdei e nunca os comprei - não gosto, especialmente, e dão trabalho a manter bonitos...)

O jantar, em si, será simples:

- Uma carne grelhada; uns legumes salteados; e algumas batatas fritas - que tu gostas, como se fosses criança; e hoje és uma "linda e crescida criança". Fazes quarenta e quatro anos! E és um homem lindo de morrer! És o "meu" homem.

A sobremesa será o "teu" bolo de aniversário; e muito champanhe francês, durante todo o tempo.

Quando estivermos prontos, já comidos e bebidos, coloco o "nosso" CD e dançamos: agarradinhos; juntinhos; aos beijinhos; aos abraçinhos.

E, como uma noite destas tem direito, eu prometo que te deixo fazer tudo, e de tudo, comigo:

- Com o meu corpo perfumado; com o meu corpo excitado; com o meu corpo, que pede o teu, para se completar e saciar.

Será um dia de aniversário como mereces:

- Com o meu amor, todo, colocado na forma como arranjei as coisas, para ti; para te receber;

- Com o meu corpo, vestido, adornado e cuidado, para te oferecer uma noite de sexo - festiva, foliona  e salutar.

Penso que tudo irá correr bem. Eu sei que tu és grato e que me amas - tanto, como eu a ti.

Habitamos, por enquanto, a "nossa" Illha Encantada; aonde os sonhos, mesmo os mais impensáveis, são todos reais.

sinto-me: a dizer coisas...
publicado por mcm às 10:37
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

IMAGINA A IRONIA...

És uma pessoa de grandes Amigos? Daqueles amigos que estão sempre disponíveis nas tuas horas difíceis?

Ou, os teus "amigos" são só para quando eles precisam de ti?

- Infelizmente destes é do que mais há!

Eu tenho alguns Amigos. Sou uma pessoa feliz nessa matéria. (E noutras.)

Já tive horas muito, muito, más; e sempre tive os Amigos por perto, a darem-me todo o suporte necessário.

- E isso faz com que eles contem com a minha Amizade eterna e com toda a minha gratidão...

E os enalteça e ame do coração.

Hoje lembrei-me de homenagear John Lennon!

Eu chorei no dia em que ele foi assassinado. Chorei de raiva pela brutalidade de que o Ser Humano é capaz

A música e a letra que te deixo, cantada por ele, tem tudo a ver com o que enuncio neste post.

E eu quis ao mesmo tempo deixar aqui expresso que, comigo, John Lennon conta sempre.

- Conta com a minha admiração; conta com a minha memória, boa, dele; conta com a minha indignação pela sua morte prematura.

Comigo o Tempo nestas coisas não conta.

Tenho memória e isso basta.

Ps: Abre o vídeo e presta a tua homenagem a um Homem que escreveu um hino à Paz - que se chama "Imagine"...

Imagina, se ele estivesse do lado de cá, a ironia brutal que ele não teria tido e sentido, com a sua morte a tiro, contrariando tudo o que ele imaginou para  um Mundo ideal: - Pacificado e em Paz!

sinto-me: toda molhada da chuva...
publicado por mcm às 17:31
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Queres ir comigo para a cama, e só...

Dizes que me queres; que me amas; que me desejas;

- E dizes-me essas mentiras todas, que um homem como tu, (sedento de sexo a toda a hora), diz a qualquer mulher, com quem quer e gosta de "transar"- sem pestanejares e a pareceres sincero!...

Mas Tu, para que fique já, bem claro, és um homem da "transa".

Para ti não há amor; não há família; não há mulheres com capacidade de gostarem de um só homem; e de o considerarem o Pai dos seus filhos; e de o respeitarem. Para ti, as mulheres - todas - são como tu:

- Doidivanas e famintas de sexo.

Claro que, como tu sabes, eu não embarco nessas tuas mais que devassas ideias.

Por acaso não aprecio sexo - a torto e a direito. Sexo, para mim, é o corolário de uma relação com muitos outros cambiantes de afectos.

Mas tu não te convences disto que eu te digo, com toda a sinceridade, e achas-me - dizes tu - uma "fera na cama"...

E contas-me das tuas fantasias comigo; e eu, porque sou uma divertida, rio-me para ti e de ti; mas nunca passamos à fase seguinte.

- Sexo, contigo, eu, jamais!

Mas tu tentas; voltas; convidas; insistes; repetes os argumentos; manténs-te firme, nesse propósito.

Eu, como sei que tu és inofensivo e és um desbocado, não te escorraço e vamos jantando; vamos rindo; vamos andando:

- Eu, porque me divirto e sou livre;

- Tu, porque queres ir comigo para a cama, e só; e até o conseguires, não deixas a "presa".

As coisas estão neste pé, até que, um dos dois se canse.

- Não acontece nada, mas existe aqui uma tensão sexual que nos traz, a ambos, nesta incerteza, sem fim à vista.

Mas tudo tem um fim; e cá para mim, tu vais desistir da tua intenção de "sexo descartável" comigo, brevemente.

sinto-me: lúcida
publicado por mcm às 10:57
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Festa...

Que fazes quando estás com vontade de te divertires?

- Lês? Conversas com amigos? Fazes um jantar surpresa, e convidas alguém para estar contigo?

Ou, Simplesmente, preferes que "esse vipe" te passe? Esqueces que és uma pessoa, com direito ao lazer e ao divertimento?

Hoje deixo-te aqui um momento especial de bom gosto - no meu modesto ponto de vista.

O cantor: a música; o ritmo; o som; o espaço, tem tudo a ver com um bocado bem passado...

Se te apetece divertires-te, sai. Escolhe um bar com música ao vivo; se gostas de dançar, aonde possas fazê-lo; e aproveita essa tua vontade.

Ou como diz um amigo meu:

- "Para nos divertirmos temos que ter três coisas:- Vontade; saúde; e com quê".

Pois pensa nisto. Se reúnes estes três pressupostos, aproveita. Nem sempre isto acontece.

Vê bem:

- Podes ter vontade  e saúde, mas não teres com que te divertires; podes ter vontade e com quê, mas não teres saúde;  e podes podes ter saúde e com quê, mas pode não te apetecer divertires-te! E, faltando uma das três coisas, já não há "fun" possível.

E a Vida é curta e só temos esta. Aproveita-a. Sou eu que te peço.

Entra na festa da diversão... Há festas a acontecerem por toda a parte... Sai.

sinto-me: apressadíssima...
publicado por mcm às 18:03
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Sais directo...

Tínhamos agora um grande problema:

- Tu começaras a dormir em minha casa!

Eu, ao início, achei piada!

Mas, à medida que os dias iam passando, cada vez gostava menos, de te ter, tão por perto.

- Não gostava que ocupasses o "meu" lugar na cama; mas tu, sem qualquer preocupação, logo na primeira vez, ficaste do lado, da janela, que era meu, desde sempre;

- Não gostava que estremecesses durante o sono; e me acordasses; ficando eu de olho aberto o resto da noite e tu a dormires profundamente;

- Não gostava, mas não gostava nada de nada, que gostasses de fazer sexo, comigo, ao acordares.

Eu gosto de sexo, como tu sabes; e eu tu faço notar.

Mas gosto de me sentir bonita; apetecível; gostosa; sexy; glamorosa; cheirosa; e objecto de conquista, nessa hora.

Eu gosto de ser "conquistada" de cada vez que faço sexo. Gosto da sedução e do assédio, prévios. Gosto de me sentir numa montra aonde me desejam, nessa hora, para me "consumirem" logo a seguir... E sempre assim, de todas as vezes.

E ao acordar, por isso, eu não gosto de fazer sexo: nem contigo; nem com ninguém:

- Ao acordar gosto de tomar banho; embelezar-me; e, depois, se for caso disso, fazer sexo, logo a seguri...

Tu não entendes, nem entenderás, este meu ponto de vista, que para mim, é muito fundamental.

Caso assim continues, brevemente, sei que te vou "despedir" por "mau comportamento":

- Ocupaste o meu lado na cama; acordas-me durante o sono; queres sexo ao acordar.

São três coisas que, no meu ponto de vista, dão direito a despedimento com justa causa.

- Sem direito a "indemnização" pela minha parte; nem a tempo de compensação, da tua.

Sais directo. E depois, logo se verá.

sinto-me: brincalhona
publicado por mcm às 10:49
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

IMAGENS - MIRAGENS...

Gostas de pessoas bonitas? Daquelas pessoas que nos deslumbram com a luz do seu olhar? Do seu pensar? Da sua bondade, natural?

- Ou, pelo contrário, se não for "loira; curvilínea; com um metro e oitenta de altura" e sem nada na cabeça, já não aprecias, de todo?...

Eu sou uma pessoa fascinada pelas Pessoas!

- As pessoas com LUZ, própria; com simplicidade, natural; com bondade no olhar; que ocupam bem o seu espaço. Fascinam-me.

No entanto eu sou muito sensível a uma boa imagem; à forma como as pessoas se cuidam; se valorizam; se dão, aos outros, nas pequenas coisas que nos mostram de si... ao arranjarem-se, embelezando-se.

Para mim, uma Pessoa com valor é aquela que me considera; que me ouve; que tenta compreender-me; e que se mostra com uma imagem aonde se nota que tem um gosto próprio; que gosta de si mesma; que sabe estar, bem, em qualquer lado. Que nunca está a mais em nada nem com nada.

Vem esta conversa, quase"banal", a propósito de que, na música que hoje escolhi para os visitantes deste meu blog, eu deixo duas Mulheres que são o exemplo daquilo que acima escrevo:

- São belas, ambas; são simples, as duas; são talentosas o mais possível; são cuidadas, cada uma à sua maneira, e não são "loiras vazias".

Têm luz própria e encantam-me com a sua voz e charme discreto - glamour absoluto.

Neste mundo de imagens -miragens, que imagem gostavas que as pessoas guardassem de ti quando sais de cena?

- Do ângulo de visão?

Pensa nisto, se puderes e quiseres. Sê uma Pessoa com luz própria. Com a "tua" luz.

Ps: Se abrires o vídeo ouve com muita atenção, p.f., o poema de Dorival Caymmi... Lindo e mais coisas...

sinto-me: irritada com tanta humidade...
publicado por mcm às 18:03
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Louco por mulheres...

Chegaste, nesse dia, mais cedo do que combinaras; e disseste-me assim:

- Vem cá! Quero dizer-te um segredo.

Eu fui. Sentei-me no teu colo, como era meu hábito, fazê-lo; coloquei as minhas mãos na tua face; dei dois beijos, em cada um dos teus olhos; disse-te:

- Sabes que sou louca por segredos! Conta-me tudo,.

E tu, com voz pausada e vocabulário erudito, contavas-me da tua infância e dos teus sonhos de então...

Dizias-me que éreis cinco irmãos; que éreis quatro rapazes; que a rapariga morrera jovem; que quando fizeste dezassete anos compraste uns sapatos, que te ofereceste, a ti mesmo; que nesse dia foste ao cinema, sozinho.

Contaste-me que eras uma aluno brilhante; que aos dezoito estavas no Técnico, em Lisboa; que tinhas o vício de estudar; de desvendar os porquês das coisas.

Contaste-me que em garoto fazias "bombas" em latas de sardinhas velhas; que explodias essas bombas; que um dia "mandaste" o galinheiro da tua avó, literalmente, pelos ares. E foste castigado; sovado; mas não te emendaste.

A tua curiosidade levava-te para o lado mais secreto das coisas; e aos doze anos "inventáste" um aparelho de RX; e, coisa fantástica, conseguiste que algumas "moçoilas", lá da terra, lá fossem "ser radiografadas"...

E aí entrava a tua perversão: tu, explicaste - me como as "vias" por dentro.

- Vias-lhes as maminhas e elas não o sabiam!

Eu espantada, interpelei-te:

- Mas tinhas essa consciência? Sabias que estavas a espreitar o que não devias?

E tu, com ar absolutamente convicto, e olhos a brilhar de lascívia, afirmaste:

- "Claro! Era miúdo mas não era parvo e já era louco por mulheres...

Como tu sabes, "Pequenina", a minha maior fraqueza são as mulheres. Não lhes resisto!"

E abraçavas-me, muito; beijavas-me toda; atiravas-me para o chão; rebolávamos por aquele chão...

- Tu em cima ; tu por baixo; tu ao lado; tu atrás; eu em todo o lado.

Fazíamos um sexo fantástico! Um sexo dos deuses!

Nessas horas eras como uma criança, insaciável - na descoberta da verdade dos corpos, possuídos pelo desejo.

E eu, que te admirava e admiro - pela tua brilhante inteligência; e ingénua, (porque pura,) forma de estares comigo - dava-te tudo o que de melhor tenho em mim.

- Dava-te a minha Alma, grande; entregava-te o meu corpo, bonito - naquela carpete de seda, que era o nosso chão das delicias...

Fomos, francamente, dois amantes - sinceros e saciados.

Fomos um do outro sempre e quando o quisemos.

Nem tu, nem eu tinhamos barreiras ou limites, ao prazer que era, o estarmos nos braços um do outro, a desfrutar das maravilhas do Desejo.

- O Desejo era a nossa "constante" comum.

Era o Tempo áureo do nosso desejo; do Desejo.

sinto-me: a brindar aos homens...
publicado por mcm às 10:31
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