Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Alegrias e o seu contrário...

Agora que o Verão se instalou, para passar connosco os clássicos três meses do costume, pensei assim:

- Quantos mais Verões, ainda, viverei eu? Com qualidade; sendo ágil e desenvolta?...

Sendo útil; sendo desejada; sendo alegre; sendo saudável; sendo acarinhada pelos amigos e conhecidos?

- Quantos mais Verões irei ainda à praia; vestirei um biquini, sem constrições; serei gulosa no olhar e  me empanturrarei "de gula" pela vida?

- Quantos mais Verões, ainda, estarei com meu filho? Lhe darei parabéns pelo seu aniversário e o acarinharei como mãe?

Quantos mais Verões, ainda, verei a entrada do Verão?

- Comerei os seus deliciosos frutos? Verei os campos que se rebelam com sede? Ouvirei o canto, fanático,  das cigarras? Assistirei aos seus lânguidos entardeceres?

Pois é! Acabei, no fim deste solilóquio, a ver-me, daqui a algum tempo, a não apreciar, talvez, as coisas boas que agora me confortam e embelezam os dias; a não ser a mesma que hoje sou, porque deixei de me sentir como hoje me sinto  e sou...

- Porque envelheci.

O futuro, esse enigmático fim de linha que, inevitavelmente, nos aguarda - seja ele qual for - está assegurado.

- Não nos vale muito a pena preocuparmo-nos com aquilo que nos trará.

Há coisas que  nos escapam ao controlo. Não há como lhes escapar.

- O Futuro - o nosso futuro - é uma delas.

sinto-me: a ir ver o jogo...
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publicado por mcm às 12:54
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

GOSTOS MEUS...

 

Uma singela homenagem a Carlos Gardel - que morreu, cumprem-se hoje setenta e cinco anos.

Desde que me conheço que me habituei a conviver com a sua memória. Com a sua voz. Lamentando a sua tragédia na sua morte...

Meu Pai era seu fã incondicional.

Eu sou, também,  sua fã de igual forma - incondicionalmente.

Quem faz bem aquilo que sabe - quem é único e especial como Gardel - perdura através dos tempos.

- Eterniza-se.

Gardel e tango fazem parte dos meus gostos mais exigentes.

sinto-me: festiva...com o sol!
publicado por mcm às 18:42
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Apetites...

Que fazes tu quando te apetece:

- Fazer amor com um desconhecido; andar sem destino; desperdiçar tempo ao acaso; desfazer o que está feito; não escrever uma linha; conter a raiva; infringir uma regra; andar nua pela tua casa; e pela casa dos outros; correr à beira do precipício;atirares-te desse precipício; não dizeres uma única coisa com nexo; não aguentares uma única imposição?

Que fazes tu nessas horas?...

- Opções.

Geres, nas calmas, os teus mais que questionáveis apetites. Pões à prova o teu bom senso; coragem; rebeldia; resistência.

sinto-me: a contar coisas...
publicado por mcm às 10:15
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Coisas que me deixam feliz...

 

Recorrentemente uso as mesmas receitas:

- Para cozinhar; para parecer mais atraente; para me descontrair; para seduzir um policia de trânsito; para lavar o olhar; para inebriar os meus sentidos; para aguentar mais um dia, todos os dias da minha vida...

E assim sendo também me acalmam as mesmas partituras musicais; os mesmos poemas; as mesmas vozes; as mesmas paisagens; o mesmo entardecer; o mesmo voo das gaivotas; no mesmo céu de azul; sobre o mesmo rio; que olho da mesma janela ...

A notícia reside em que o desejo se renova - sempre - a cada vez, como se da primeira se tratásse ou como se fosse a última que me aconteceria.

sinto-me: good
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publicado por mcm às 18:33
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Ser pobre...

Ser pobre é:

- Não saber pensar; acobardar-se; não se valorizar estudando; gastar o que não se tem; roubar, o que é dos outros por direito; andar a fazer de conta que a vida é bela, para  iludir o parceiro; não ver o óbvio; mentir com convicção; não votar; não poder interferir nas grandes decisões do poder; não denunciar as fraudes; não fazer justiça em tempo certo; não ter trabalho, querendo tê-lo; viver não sendo feliz; não se sentir útil a si nem à sociedade em geral...

Ser pobre é um conceito, muito alargado, de exclusão, que muita gente confunde, com somente não ter dinheiro para o básico.

Não ter dinheiro para o essencial, a uma vida digna, é mais que ser pobre:

- É uma afronta sádica, infligida a muitas populações, e que deveria envergonhar toda Humanidade - que o determina ou consente.

 

Ler aqui...

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1073878.html

 

publicado por mcm às 11:42
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Evasâo...

 

Fazendo uma pausa; adoçando o olhar; preservando o humor; sentindo as gotas, do orvalho matinal, a espreguiçarem-se, lânguidas, nas pétalas suaves das rosas; perseguindo uma ave que foge nos céus,... à bala certeira de um caçador furtivo, e nem pensar, sequer, em nada...

Tudo isto me passa pela frente quando ouço alguma música clássica.

Schubert arranca-me à tristeza; puxa-me para cima - para as coisas  que me descomprimem e adoçam a vida... e uma paz imensa invade-me, por inteiro...

- Evasão!

publicado por mcm às 18:16
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A privacidade é uma coisa do passado...

Anda por aí um grande movimento contra o uso obrigatório de "chips" nos automóveis.

Eu também, em espirito, sou contra tal medida. (Embora afirme que não me perturba nada que saibam que eu vou passar, em determinado sitio, a determinada hora, pois que não tenho nada a esconder sobre o meu percurso.)

E também não me perturba, tal facto, porque eu sei muito bem, que já estou «controlada,» por todo o lado onde passo ao longo de todos meus dias.

- Estou controlada quando uso os meus cartões Multibanco. Quer pagando uma refeição, ou comprando uma roupa, ou indo a uma consulta médica, ou seja, tudo o que quer que eu pague com ele.

Seguem-me o rasto, os gostos, as opções...

- Estou controlada quando entro num centro comercial; ando de elevador; vou a um ginásio; ando de metro; ando em determinadas ruas;

Observam-me os passos, os gestos, os movimentos...

- Estou controlada, quando entro na minha casa, ligo a Net ou a TV, e, passado um pouco me começam a ligar das operadores para me venderem «serviços» em campanha, pois sabem que estou «on»...Controlam-me as ausências e as permanências; os gastos de uso; as opções de consultas de sites; o que escrevo ou publico nos meus blogs,...

- Estou controlada pelo fisco, que tem acesso às minhas contas bancárias; sabe o rasto das minhas poupanças; dos meus gastos; dos meus créditos;

Tiram-me os impostos que querem, quando querem, e sem me pedirem opinião... e sempre mais....todos os anos, sem contemplações.

- Estou controlada por toda a gente que tem TLM; que me pode fotografar ou gravar  as conversas, sem que eu me dê conta;

Fazer com isso tudo o que lhe aprover; chantagear-me; divulgar-me indevidamente;gravar-me um CD com fotoshop distorcendo-me...

- Estou controlada e exposta de manhã à noite e mesmo a dormir... É uma gigantesca e emaranhada teia de controlos!

Enfim e por fim concluo assim:

- Apesar de eu ser, absolutamente, contra a exposição pública, da minha privacidade, eu já não posso controlar, hoje em dia, esse processo.

Basta-me ter um TLM, um cartão Multibanco, acesso à Net, andar na rua,... para que haja imensa gente a espiolhar-me e a poder, se o quiser fazer, «abusar» de mim.

- Logo a privacidade, no mundo actual, é uma coisa, já e só, do passado.

Quer queiramos, quer não o queiramos, é assim que as coisas se passam.

O resto é só mais um «esbracejar,» justo, da «presa» - sem quaisquer resultados positivos a seu favor. Está refém da teia!

- É o «esplendoroso» mundo hostil do Big Brother.

sinto-me: na teia...
publicado por mcm às 12:19
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Os Cinicos...

O nosso país está triste.

- Já nem o futebol o anima.

Todos querem e esperam milagres:

- O milagre da produtividade;

- O milagre da abastança;

- O milagre dos golos na Àfrica do Sul;

- O milagre dos grandes feitos;

- O milagre da mentira transformada em verdade "universal caseira";

Os cinicos distorcem tudo e transformam tudo como lhes dá jeito.

Aqueles que hoje criticam  o Presidente da República porque não foi, pessoalmente, apresentar condolências, pela morte de José Saramago, seriam os mesmos que, se ele tivesse ido, o criticariam porque  tendo ido estava a ser fingido e hipócrita.

Os hipócritas apelidam os outros de hipócritas se isso lhes der jeito!

Eu penso que os dois males maiores do nosso Povo são a inveja desmedida e o cinismo militante.

E isto como poderá ser contrariado?

No meu modesto entendimento não pode.

- Faz parte da genética deste povo, que aposta em que tudo se resolverá, distorcendo-se a verdade dos factos.

sinto-me: a desabafar...
publicado por mcm às 10:47
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Sábado, 19 de Junho de 2010

Não tenhas "preconceitos"...

 

Não tenhas "preconceitos".

Mesmo que não gostes de Michael Jackson dá uma olhada neste video, até ao fim.

A música é uma arte de sublimação. Consegue arrancar ao nosso intimo, coisas que nem imaginávamos possuir cá dentro...

- Consegue tornar-nos melhores.

Provoca arrepios ver esta coreografia.

sinto-me: a amar a dança ...
publicado por mcm às 18:28
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José Saramago - Cadernos de Lanzarote...

Diário IV

 

31 de Dezembro - 1996

 

Creio ter descoberto esta manhã o que a velhíce é realmente. Estava meio acordado meio adormecido, ..., e de repente compreendi que se entra na velhíce quando se tem a impressão de ocupar cada vez menos lugar no mundo. Durante a infância e a adolescência cremos que ele é nosso e que para ser nosso existe, na idade madura começamos a suspeitar que afinal não é tanto assim e lutamos por que o pareça, começa-se a ser velho quando percebemos que a nossa existência é indiferente ao mundo.

Claro que sempre o tinha sido, mas nós não o sabiamos.

...

 

Ps- Este foi o último dia em que José Saramago escreveu  no seu Diário - Cadernos de Lanzarote

 

Nota pessoal:

Reitero que, como homem politico e ser social, José Saramago não me suscitava quaisquer actos de paixão positiva. Entendia-o como uma pessoa amarga, amargurada, ressabiada e que gostava de polémicas - que alimentava como o "marketing" vital, à divulgação do seu nome de Escritor.

Penso que ele gostava de ser associado a uma certa imagem de «escritor maldito».

- Acho que isso ele não o conseguiu.

Penso que deixa a ideia, em nós, de um homem inquieto e mal resolvido, interiormente.

Como homem das Letras apreciava-o. Leio-o com muita atenção e penso que merece ser respeitado e reconhecido como "O grande Embaixador da Cultura Portuguesa" para o século vinte e um.... (A par com mais alguns...)

- Mas só ele é que foi Nobel!

sinto-me:
publicado por mcm às 13:08
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

José Saramago e a "espiritualidade"...

Em Cadernos de Lanzarote - Diário IV - no dia dezassete de Junho de 1996 José Saramago escreveu o seguinte:

...

17 de Junho

" De manhã, quando estava para sair do hotel, telefonou-me Manuel Lopes a pedir-me um depoimento sobre David Mourão Ferreira. Que tinha morrido. Não o sabia, e, absurdamente, custou-me a acreditar embora se tratasse de uma «morte anunciada». Disse a Manuel Lopes que não era só literariamente que tinhamos ficado mais pobres, que também ficavamos reduzidos espiritualmente. Ainda que a alguns possa parecer o mesmo, não o é."

 

18 de Junho...

 

Ps: Gostei muito de ler alguns dos livros de J. Saramago...

1- Memorial do Convento

2- Ensaio Sobre a Cegueira

3- O Homem duplicado

...São os meus eleitos!

... E outros.

Releio, com assiduidade, algumas partes de »Ensaio Sobre a Cegueira«  a sua grande metáfora sobre o estado do Mundo Actual.

Eu não empatizava, por aí além, com José Saramago como " homem". Gostava dele, sim, e muito, como escritor de metáforas universais. Era "um escritor que pensava diferente" e isso "eram rosas"... (  7 de Junho do mesmo caderno. ) 

sinto-me: mais pobre espiritualmente
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publicado por mcm às 17:35
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Sou fã...

 

Duas vozes fantásticas que quase se fundem uma na outra - EZspecial mais Paulo Gonzo.

Paulo Gonzo acaba de editar um novo trabalho, em inglês, e que, pelo que ouvi, é simplesmente genial.

Eu sou fã da voz de Paulo Gonzo - quando canta em português ou em inglês. A sua dicção e a sustentabilidade da sua voz, tornam-no num cantor que Portugal deveria orgulhar-se de ter.

Acabei de ver, numa das perguntas/ sondagens do SAPO, que só 4% dos votantes dizem não o conhecer.

Eu considero isso muito positivo.

- Ele merece ser conhecido, ouvido e reconhecido.

sinto-me:
publicado por mcm às 13:03
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