Terça-feira, 26 de Maio de 2009

A solidão...na meia-idade!(12)

Viver sozinho...

Após várias tentativas de coabitação falhadas, podemos simplesmente, optar por morarmos sozinhos.

 Há quem diabolize essa forma de estarmos na vida!

- Quase sempre por inveja, por desconhecimento, por incapacidade pessoal.

Viver sozinho, a dada altura da vida, pode ser uma bênção. Pode ser a única maneira de termos um espaço privado onde nos testamos, onde nos organizamos, onde aprendemos a crescer emocionalmente.

Viver sozinho, não é de modo nenhum uma opção pela solidão!

Viver sozinho é criarmos interesses e ocupações, que nos facilitem a vida, nos momentos em que nos quisermos acompanhar...

- Todos nascemos para estar com alguém, seja de que forma for.

Viver sozinho pressupõe uma estrutura mental forte; menos vulgar. Pressupõe ainda, alguma capacidade económica. Envolve também sermos autónomos.

Quem opta por viver sozinho, tem na maior parte das vezes, relações amorosas muito duradouras, se tiver a sorte de encontrar alguém que partilhe o mesmo ponto de vista.

- Estar junto de outro alguém que se gosta, sempre que nos apetecer, e, sempre que o outro de nós necessitar, pode constituir uma enorme realização emocional e amorosa.

De resto, quando nos agrada ouvir somente o silêncio; quando estamos de mau humor; quando necessitamos do nosso espaço, temos o nosso canto onde somos reis e rainhas absolutas de nós próprios. Onde mesmo que sejamos odiosos, casmurros ou rezingões, temos que nos aturar a nós mesmos.

- Curar-nos da nossa eventual e temporária zanga com o Mundo.

Alguns invocam que existe nesta opção de vida muito egoísmo, muito egocentrismo, muito hedonismo.

É bom não julgar ninguém; nem sequer por se gostar de morar sozinho!

- Cada um deve assumir viver como deseja, pode e, se sentir bem.

O resto são especulações feitas de lugares comuns, muito desconhecimento de causa e  com base  em modelos sociais esteriotipados.

...

sinto-me: very good
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publicado por mcm às 12:39
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Carminho... um nome a seguir!

 

Por favor, parem um pouco para ouvir, o poema deste fado, que aqui vou deixar!...

- Carminho é, entre outras coisas, fadista e, tem só vinte e dois anos e tem esta voz madura - em que cada palavra dita, fica bem dentro da gente... Impressa!

Do seu primeiro disco que ainda não foi editado (julgo saber)... 

«Escrevi teu nome no vento»...Carminho 

http://www.youtube.com/watch?v=goXCzv_6d0c

 

 

sinto-me: alegre
publicado por mcm às 18:15
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A solidão...na meia-idade!(11)

Sentimentos/de/culpa...

...desfazer/de/relações!

Chegados à meia-idade, muitos de nós já tivemos vários relacionamentos. Uns foram gratificantes, outros nem por isso e, outros ainda, são mesmo de recordação mais que penosa.

- O desfazer de uma relação é sempre um momento de fracasso pessoal!

Quem tem uma mente decente, não salta de relação em relação, como quem bebe um copo de água; equaciona, esgota etapas! Quem tem uma mente decente, quando sai de uma relação, tem muito sofrimento, dúvidas, receios, e até tem um período de nobre e justo luto. É uma questão de respeito por nós e pelo outro que deixamos...

- Não é impunemente que vivemos com alguém, que com esse alguém construímos um projecto, que com esse alguém tivemos bons e maus momentos - tivemos filhos, discutimos, amámos, sofremos, e, um dia deixámos  tudo para trás tendo que cortar com essa pessoa! Sair para outra nova etapa!

Quem tem uma mente decente, sofre a bom sofrer; mas com o passar dos dias, tudo vai ficando menos doloroso e aparece outro alguém que nos fará novamente felizes, julgamos nós acreditar.

- Temporariamente, ou para sempre – se isto existir!

 Os que estamos hoje na meia-idade, vivemos várias convulsões e várias “revoluções”sociais que, não soubemos ou não conseguimos digerir bem, nem aproveitar da melhor forma e em benefício próprio.

 Foi na segunda metade do século vinte que, se viveu o “ flower power”, o “make sex not war”, o “sex, drugs and rock`n rol”; se banalizou o divórcio; se legislou sobre os direitos das uniões de facto; se despenalizou o aborto na maior parte dos países, e, foi também na segunda metade do século vinte que a pílula anticonceptiva foi tornada acessível a quem dela quisesse fazer uso, passando até a ser de distribuição gratuita tal como os preservativos mais recentemente.

Com toda esta panóplia de “atractivos” as relações duradoiras, passaram a ser uma “chatice”, coisa “algo funesta” - a evitar !

- Se não se estava bem ou mais ou menos feliz num casamento, numa relação, com alguma “leveza”- uns, com muita ponderação - outros, lá se partia para uma nova “aventura” de vida a dois que, passado um curto tempo, se revelava tão ou mais entediante que a anterior. E assim sucessivamente!...

Então muitos de nós, olhamos para trás e inventariamos no nosso passado, dois ou três casamentos, três ou quatro relações duradoiras, filhos das várias relações e, - coisa mais que estranha, bizarra – com toda esta “versatilidade”- sentimo-nos ocos, vazios e mais sós que nunca! À deriva num mar de incógnitas!

- Olhamos para trás e vemos uma vida de relacionamentos fracassados e duvidamos, agora que a idade avança, se seremos capazes de continuar a investir nessa aposta:

- Relações que se tornam,  sempre só, em mais fracassos!

... 

sinto-me: animada
publicado por mcm às 12:44
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Domingo, 24 de Maio de 2009

CAETANO VELOSO...

 

 

«SOZINHO»

 

http://www.youtube.com/watch?v=wb4RauhteFA 

 

Nota pessoal:

Esta canção, dedico-a a quem tem lido o tema que ando a tentar tratar - a solidão ...na meia-idade - e tem sentido que deve fazer alguma coisa por si, se se sente só.

Bom Domingo e bons convívios.

Ps:

Eu, cheguei agora de um almoço de sardinhas e vou ter que ir fazer o jantar habitual de convivio, cá em casa, sempre neste dia da semana... Enfim temos que aproveitar as oportunidades!

 

sinto-me: mt apressada
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publicado por mcm às 18:04
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A solidão...na meia-idade!(10)

A vida sexual/ traições... 2ª parte

(Continuação)

O povo costuma dizer que “quem não está bem, muda-se”...

Mas isso, muitas das vezes, torna-se uma decisão difícil de tomar.

- Por um sem número de razões, vamos ficando, ficando; arrastando-nos numa relação fracassada e um dia vemos que estamos quase a “rebentar”de mau estar e que dentro de nós, só há espaço para a insatisfação e a solidão.

- Estamos sós embora juntos, na mesma casa, com alguém! E esta é uma das formas mais terríveis de solidão. É uma violência!

Mas estarmos sós e infelizes, não quer dizer que estejamos mortos - sem vontade de voltarmos a ter connosco alguém que nos faça, de novo, voltar a sentir o prazer no sentido dos dias,  agora ausente das nossas tristes vidas.

Aí, muitas das vezes, ficamos atentos aos que nos podem acarinhar, valorizar, desejar. Qualquer acto desse género, é sempre uma bênção!

Um dia, sem que nos dêmos conta e sem premeditação, encetamos uma “vida dupla” que na maior parte das vezes, termina mal e ainda nos deixa mais sós - ou  não!

Mas, enquanto dura, ficamos a saber que somos de novo gente, que somos de novo pessoas com desejo e disponibilidade para o desfrutar, que somos pessoas apreciadas por alguém. A nossa auto-estima melhorou, a nossa qualidade de vida também!

Deixámos, ainda que temporariamente, aquele limbo atroz, em que não tínhamos deixado ainda de respirar, mas estávamos já, em morte aparente.

E esse estado é um estado desesperado a que temos que fugir, seja de que maneira for. É quase uma questão de vida ou de morte. É uma questão limite!

As “traições” entre pares com problemas, acontecem e na maior parte das vezes, são uma estrada que se caminha e que pode no fim ter várias saídas:

- Podemos partir para uma nova relação; podemos ficar sozinhos; podemos até concluir que, a pessoa com quem vivemos, afinal, nos merece uma segunda oportunidade e que teremos que investir nessa hipótese.

Um “affair”nem sempre é uma desgraça! Temos que lutar de todas as formas pela nossa merecida felicidade.

...

 

sinto-me: apressada!
publicado por mcm às 13:08
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Sábado, 23 de Maio de 2009

PORQUE HOJE É SÁBADO...

 

RODRIGO LEÃO

 

«SOLITUDE»...

 

http://www.youtube.com/watch?v=qm3SJtaDqqw

 

É UMA CANÇÃO TÃO LINDA QUE ATÉ APETECE "COMÊ-LA" COMO ÀS CEREJAS ACABADAS DE COLHER...

- UMA A UMA, SOPRANDO O CAROÇO PARA LONGE, PARA RELVA BRAVA DA SERRA, SEM QUE NINGUÉM NOS RALHE OU REPREENDA POR TÃO FRACAS BOAS-MANEIRAS.

OUÇAM-NA  ATÉ AO FIM E VEJAM COMO TENHO RAZÃO!

sinto-me: MUITO HAPPY!
publicado por mcm às 18:53
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A solidão...na meia-idade!(9)

A vida sexual...

O sexo, embora sendo uma apetência natural de qualquer ser vivo, nem sempre é gratificante, existindo para isso um imenso rol de causas que envolvem componentes diversas, mais uma atitude de desleixo e de rotina.

O sexo, para ser bom e “glorioso” para o par que o pratica, envolve um sem número de etapas que, descuidadas por sistema, levam a que aquilo que podia ser um momento de desejado e consumado prazer, se torne num momento de tédio, sacrifício, alienação. In extremis, quase sacrificial!

Na meia-idade é fácil encontrarmos pessoas que, da sua vida sexual, falam com desprazer, sofrimento e até repulsa.

Deixaram resvalar essa íntima parte das suas vidas, para o lado das coisas odiosas que têm que continuar a viver e a partilhar.

- Ninguém quase, assume, que não tem uma vida sexual!

O sexo comporta uma parte de espontaneidade, outra de aprendizagem, outra de gosto pela partilha do nosso corpo. Fazer sexo, envolve disponibilidade, tempo, sedução e descoberta do outro.

Com o passar dos anos, e se não nos precavermos, damos connosco a não fazer nada disto! Damos connosco, a cumprir um acto rotineiro e mecânico, que nos desconsola a alma e o corpo.

- Se pensarmos um pouco, todos já ouvimos alguém contar-nos que, sexo lá em casa, tem dia e hora marcada... que durante a semana, nem pensar; que se chega a casa exausto e sem tempo e disposição; que não há clima entre o jantar a correr e as tarefas que se lhe seguem, mais as horas que queremos dormir; que quase nem temos tempo para conversar, quanto mais para...; que ...

Vai daí, instalamo-nos na clássica “noite erótica de sexta”...

Passado um tempo, já damos connosco a achar que nem à sexta nos apetece e depois, nem ao sábado nem em dia nenhum!

Aconteceu-nos perdermos aos poucos o fulgor erótico e a atracção pelo nosso par esmoreceu. Estamos então, acomodados numa “paz podre” de vida sexual, que mais dia menos dia - se não conversarmos com o nosso companheiro, não tentarmos mudar em conjunto, romper com a rotina - vai levar-nos a que mantenhamos essa “paz podre” ficando cada vez mais insatisfeitos e aniquilados ou, a que encetemos uma busca de prazer com  outro alguém que nos motive de novo para algo que sabemos pode e deve ser bom - o sexo!

...(continua)

 

sinto-me: Hoje não digo!
publicado por mcm às 12:58
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Coisas que nunca fiz... ainda! (1)

Nunca comi carne de cobra... Ainda e que eu saiba.

Nunca estive em países que gostava muito de visitar:

- Austrália, Japão, Rússia e China, entre muitos outros...

Nunca chamei nomes feios a ninguém... alto e bom som, embora ás vezes me apeteça; e também sei os nomes feios!

Nunca fui capaz de aguentar uma discussão com gritos, insultos e “mimos” assim... (mas tenho pena de não ter essa “qualidade”);

Nunca rezei em árabe pois não sei falar essa língua e muitas outras; e também não rezo em mais língua nenhuma... para já!

Nunca fiz sexo em grupo: não por falta de oportunidade, mas porque sou contra multidões de qualquer índole numa cama...

sinto-me: brincalhona porque é sexta
publicado por mcm às 19:04
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A solidão...na meia-idade!(8)

O consumo de álcool e outras substâncias...

Á medida que vamos caminhando para mais velhos, começamos a ficar inseguros e a tirar menos partido das coisas que até aí, quer gostássemos mais delas, ou menos, sempre as desempenhávamos com algum brio, prazer e naturalidade.

Por exemplo, quando começamos a ver, os nossos colegas de serviço, todos mais jovens, com imensas hipóteses pela frente, imensamente versáteis, disponíveis para tudo e cheios de energia, aí, por vezes iniciamos aquele percurso odioso, de embirraria e maledicência em relação a eles e que é um autêntico saco de gatos em que nos estamos enfiar - com o tempo, todos nos detestam, passamos a sentir-nos tolerados e ficamos inseguros.

Então, alguns refugiamo-nos em consumos de substâncias que até aí, raramente usámos ou que nem sequer sabíamos existirem...

Começamos a sentir necessidade de relaxar, esquecer, ficar à vontade nas situações mais incómodas.

- Uma simples ida para o serviço, pode ser uma tragédia, se formos sem “protecções” adequadas e desinibidoras; que nos ajudem a aguentar o clima hostil que nós próprios criámos - ou não - mas está lá!

É aí que muitos começamos, a abusar do álcool, dos comprimidos - para dar speed ou para tranquilizar - e, uma parte começa mesmo, a tomar drogas mais fortes, tipo charros ou cocaína, conforme o que a “carteira” de cada um o permita.

- Quem não viveu ou assistiu a isto já, por parte de alguém conhecido?

Penso que muitos de nós sabemos de situações assim...

Em relação à vida sexual é o mesmo:

- Se é para estarmos numa noite de sexo mais conseguida, com mais fantasia, mais performance, mais segurança e desinibição, lá metemos uns copos, uns speeds e outras drogas que por aí são mais que usuais e acessíveis – conforme o extracto sócio-económico em que gravitamos.

- Descontraímos e “fazemos”umas coisas, mas fica cá dentro aquela ressaca de tudo ser meio artificial. Nada já como antigamente, tudo meio por encomenda ou obrigação. Ficamos desconsolados e com compexos de culpa!

Começa-se sempre pé ante pé, mas por fim há sempre quem fique “agarrado” a estes consumos – mas se não toma nada não se desinibe, não faz sexo e entra naquela fase de abstinência total, ou noutros campos ainda mais neuróticos - as perversões e a agressividade.

Isto da insegurança no desempenho sexual é muito comum e, não é por mero acaso que, as estatísticas dão como provado termos cerca de meio milhão de homens com disfunção eréctil e, das mulheres não se fala, mas a sua libido vai diminuindo e também há por aí muitas que, quando vão para uma cama, têm que se “atordoar” com qualquer coisa, pois caso contrário são negas sobre negas...

A meia-idade também, tal como a juventude, requer uma boa dose de equilíbrios, pois caso contrário, podemos estar a arranjar um sem número de problemas sem retorno.

 

sinto-me: mt introspectiva
publicado por mcm às 13:03
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Sobre João Bénard da Costa...

Hoje o País ficou a saber da infeliz notícia, já previsível, da morte de João Bénard da Costa.

Fiquei desgostosa pois partiu deste mundo, uma pessoa de alta cultura e com quem me habituei a aprender.

- Aprendi lendo-o e ouvindo-o; nos jornais, na televisão.

Por último, os artigos que publicava no Jornal Público, no meu modesto entender, denotavam preocupações filosóficas, estéticas e existenciais que fugiam um pouco ao meu entendimento, mas, ainda assim continuei lendo-o, pois sabia que, a culpa era minha e algumas vezes até, discuti com pessoas amigas acerca desses herméticos artigos, tão blindados a um pensar mais imediatista...

Claro que conheço mais, João Benard da Costa, pelo cinema que ele divulgou e amou. Na “sua” casa amada, a Cinemateca, eu continuarei a vê-lo por todo o sempre!

Há pouco ao abrir o meu PC, na página do Sapo, reparei que têm um inquérito para votar em se conheciam ou não JBdaC!

Abri o inquérito e votei...

- Mas, qual não foi o meu espanto ao ver que 63% dos votantes disseram não conhecer Bénard da Costa!...

Eu, por mim, achava que toda a gente sabia quem ele era! De norte a sul do País!

- Erro crasso...

Se algum dos leitores deste blog não soube quem foi JBdaC em vida, recomendo que leia coisas dele, pois verá que o aprecia e aprende muito com ele. Ainda vai a tempo, pois deixou obra feita.

É este o motivo deste post.

Consultar aqui...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_B%C3%A9nard_da_Costa

 

sinto-me: agradecida
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publicado por mcm às 19:11
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Os jacarandá (já) estão a florir!

 

 

Ontem, passei por um sítio que exibia já, alguns jacarandá em início de floração...

Eu amo os jacarandá em flor...

Quando nessas épocas do ano tenho dias menos felizes, tiro um pouco ao meu dia para ir fazer um roteiro pelos jacarandá de Lisboa ou arredores...

Olho-os, contemplo-os e depois desse inebriamento fugaz, volto aos meus afazeres, mais alegre e pacificada! São momentos de descontracção que me ofereço de vez em quando.

Ontem, eu vi os primeiros jacarandá a florir ainda a medo... daqui a uns dias, voltarei a passar por lá e darei com uma orgia de lilás esperando-me, naquele lugar,  pela tardinha...

 

Ps:

Aqui deixo este apontamento para quem se interessar por jacarandá...

http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=11524&iLingua=1

 

“Se bem que os Jacarandá floresçam em muitas cidades do Hemisfério Sul, há duas que disputam o título de “Jacaranda-City”:

- Pretória, na Africa do Sul e Grafton na Austrália. Ambas celebram anualmente, na altura da floração, os seus Festivais dos Jacarandá (o que também acontece em Harare, capital do Zimbabwe).

Actualmente são mais de 70.000 os jacarandá que adornam Pretória (diga-se de passagem que o jardim botânico desta cidade tem 77 hectares de extensão)... e os primeiros vieram do Brasil há mais de cem anos.” 

 

sinto-me: mt bem
publicado por mcm às 13:07
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A solidão...na meia-idade!(7)

A gestão do tempo – a mais...

De repente, nós que andámos uma vida inteira a correr, a dormir pouco, a fazer um dia de férias “clandestino” para descansarmos mais e quase  a sentirmos culpa por isso... de repente, assim que somos despedidos dos empregos, ou voluntariamente nos remetemos a uma reforma ou pré-reforma, ficamos “milionários” de tempo!

- Passamos de pedintes, a esbanjadores de um bem, que na maior parte das vezes, não sabemos como rentabilizar ou consumir em benefício próprio.

 - O tempo em excesso, na meia-idade, pode virar um problema sério.

A princípio sabe-nos bem, colocar em ordem as coisas que durante anos  a fio, não fomos capazes de ordenar:

- As grandes arrumações domésticas, algumas obras até, que adiámos anos sem conta, a biblioteca que passa a ser quase um esmero, com todas as obras catalogadas por temas, épocas, autores, e etc,.; o jardim todo num brinco; a despensa sempre abastecida... Mas, após essa maratona de primeira apanha e, uns meses após não irmos rotineiramente ao emprego, começamos a ter “tempos vazios”. Começamos a sofrer de tédio!

Aí iniciamos uma escalada de desconfortos, desesperos, frustrações, revoltas.

- É o filme que queremos ver mas fica sempre adiado; é o concerto que não deixaremos de assistir, mas que à última hora arranjamos um pretexto e desistimos; é a exposição que está só até aquele dia do mês que até nos dá jeito, mas, arranjamos uma consulta para a mesma hora e faltamos às duas;

é todo aquele rol de prioridades inadiáveis que, sempre e mais uma vez, vão ficando em espera, sine die!

Uma manhã qualquer, damos conta de que estamos a sentir-nos inúteis, ostracizados, votados ao esquecimento...

Começamos a achar-nos subaproveitados e desgostosos na nossa “inutilidade” que só nós gerámos, criámos e alimentámos para  agora, tomar conta de nós por inteiro, qual carrasco e nos subjugar...

Alguns de nós, após um aturado exame de consciência, conseguimos a tempo organizar-nos e estabelecermos um projecto de vida que nos envolva de novo na vida social, produtiva e activa. Conseguimos libertar-nos de nós mesmos e das nossas angústias.

Mas, muitos outros, por falta de coragem, de objectivos, de disciplina, vão-se abastardando, ficando inactivos,  circunscritos aos cafés do bairro e aos programas das TV e, mal se dão conta, estão uns perfeitos inúteis e ainda por cima na altura da vida  em que tinham tudo para poderem ser pessoas realizadas.

É por isso que, na meia-idade, todas as cautelas não são demais com a nossa cabeça, com o nosso aspecto e apresentação, com o contrariar da inércia que por norma tem tendência a tomar conta de nós e a destruir-nos, com a desocupação dos dias.

O tempo, na meia-idade, quando mal gerido, é o nosso maior carrasco.

sinto-me: solidária
publicado por mcm às 10:47
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